<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182</id><updated>2012-02-22T11:23:31.384-08:00</updated><title type='text'>IN LUDERE</title><subtitle type='html'>Este blog é destinado às pessoas que vivem de bem com a vida.
Nele, falamos de Política, Cultura, Educação, Religião, Ludicidade e afins.
In Ludere é uma expressão latina que significa: estar em jogo, ilusão, se divertir...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-3755186272609272436</id><published>2012-02-22T11:23:00.001-08:00</published><updated>2012-02-22T11:23:31.396-08:00</updated><title type='text'>O Significado Permanente do Metodismo - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Yv05GiIPD2A/T0VAgjlQt0I/AAAAAAAAAOw/RGYe4k08VEs/s1600/08-11-2011%25252016%253B32%253B09-250x250.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="250" width="250" src="http://2.bp.blogspot.com/-Yv05GiIPD2A/T0VAgjlQt0I/AAAAAAAAAOw/RGYe4k08VEs/s320/08-11-2011%25252016%253B32%253B09-250x250.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“Não há nada que passe mais facilmente desapercebido do que aquilo que está sempre perto”. (p. 11). Com essa afirmativa, Mack Stokes em seu livro As Crenças Fundamentais dos Metodistas (São Paulo, 1992),  inicia o capítulo primeiro intitulado: O Significado Permanente do Metodismo. Na linha de sua afirmação está a ideia de que não damos muito valor ao que é inerente a nós, como o ar, a liberdade e outros valores. Ocorre coisa similar com a nossa herança metodista. Nos tornamos tão próximo dela que, muitas vezes, perdemos o seu brilho.Entretanto, não podemos deixar de considerar o significado permanente do metodismo. Mesmo porque, para Stokes, o “metodismo é uma força poderosa dentro da comunidade cristã”. (p. 11).De fato, o metodismo não carrega em sua orientação doutrinária nada diferente dos outros grupos cristãos, de onde decorre a ideia de que o metodismo não tem uma doutrina. Para Stokes, a resposta é clara: “Enquanto o Metodismo repudia qualquer sectarismo estreito, traz á comunidade dos crentes as suas dádivas especiais. E quais são elas? Duas palavras-chave contam a história: vitalidade e equilíbrio. O Metodismo é o cristianismo com equilíbrio vital. E esta é a sua contribuição permanente ao mundo cristão”. (p. 12).Stokes afirma também que o metodismo veio a expressar esse equilibro vital por causa da vida e ministério de João Wesley e dos seguidores dessa linha. Isso ocorreu porque Wesley juntou o “coração abrasado com a mente consagrada”. (p. 12). Ora, desde o início Wesley estava cônscio de que o cristianismo – e sua pluralidade – é sempre passível de se tornar uma seita, por isso o Metodismo sinalizado por ele sempre se constitui como uma tentativa de se livrar desse risco.Com base nessas argumentações incipientes, Stokes subdivide seu capítulo da seguinte forma:1. O Metodismo é um cristianismo vital: Porque nos faz voltar ao fato supremo de nossa fé, ou seja, a graça de Deus nos corações das pessoas. O Metodismo é um meio para se promover um cristianismo apostólico no mundo de hoje. Sem perder o foco na sã doutrina, o Metodismo acredita que o fundamental não é no que acreditamos, mas em quem acreditamos. Não está centrado na crença na Bíblia. Como este autor afirma: “Cremos na Bíblia e a exaltamos como o Livro dos livros, mas insistimos, ao mesmo tempo, que uma pessoa pode conhecer a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, e crer em todas as suas sentenças, mas continuar bem longe do Reino. Porque não somos salvos pela Bíblia, mas pelo Salvador de quem ela fala”. (p.13). De igual modo, não está centrado nos sacramentos: Batismo e Ceia do Senhor, bem como aos sacerdotes. Nós até nos unimos a todos os cristãos na ênfase nos dois sacramentos, entretanto somos forçados a “afirmar que o cristianismo apostólico não consiste de cerimônias e manifestações exteriores”. (p. 14). Enfim, não está fincado em preceitos morais e em boas obras. Apesar de também crermos na vida moral cristã, contamos com o poder do Espírito Santo. “A bondade do ser humano assume grnade significado através do poder do Espírito Santo”. (p. 15). 2. O Metodismo é um cristianismo equilibrado: quando o assunto é a religião, as pessoas estão em perigo de perder o equilíbrio. O segredo está em pregar o Evangelho, manter a vitalidade e o seu equilíbrio. A Bíblia é o livro do equilíbrio e ela deve ser compreendida da seguinte forma: a. como livro da Igreja, com seu significado na e para a comunidade de fé; b. como livro de tradição e não como livro de versículos isolados. “Deus se revelou na experiência da natureza – aquele reino de realidade conhecido por nós através dos sentidos. Mas, de um modo singular, Deus se revelou através da Bíblia – o reino do mundo espiritual da oração do louvor e graça”. (p. 16); c. como revelação a ser respondida. A Bíblia é a Palavra viva de Deus pedindo a nossa resposta. “Assim, a Palavra se torna útil quando começamos a perguntar: ‘O que Deus está tentando me dizer por meio desta passagem?’ ou ‘O que Ele está me chamando a fazer?’”; d. como elemento de confirmação da nossa experiência cristã. “Suas promessas, suas grandes passagens, suas mensagens e seus ensinamentos práticos – tudo isso é compreendido em seu sentido mais profundo na vida dos crentes”. (p. 16). O equilíbrio do Metodismo também pode ser visto nas ênfases de conversão e educação. Na vida, essas duas coisas se misturam. Existe um processo gradual de aprendizagem do significado de ser cristão. Pode ser visto também no interesse pela salvação das pessoas. Deus bate à porta dos seres solitários. “O Metodismo se preocupa com as guerras, com os lares desfeitos, com o preconceito racial, com a corrupção política, com o crime organizado, com a poluição, com os problemas causados pela superpopulação, com o alcoolismo, as drogas e toda forma de desumanização”. (p. 18). De fato, “Aquilo que prejudica o ser humano atinge a Cristo e desperta o cristão a ação”. (p. 18). Ainda, o Metodismo é um cristianismo equilibrado porque cremos ser uma Igreja ecumênica. “Alegramo-nos com todas as forças que agem para unir os cristãos. [...]. Nas grandes afirmações estaremos unidos. Nas pequenas coisas permitiremos diferenças. Nas questões práticas cooperaremos com os outros”. (p. 18). E, finalmente, o equilíbrio se manifesta em nossa visão das grandes doutrinas cristãs. “Em nosso modo peculiar propugnamos por uma interpretação equilibrada destas grandes doutrinas cristãs”. (p. 19).Essas bases argumentativas apresentadas nos servirão para estruturarmos uma construção salutar para a nossa espiritualidade dinâmica. Esse é o caminho que percorreremos com vital equilíbrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-3755186272609272436?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/3755186272609272436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=3755186272609272436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3755186272609272436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3755186272609272436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2012/02/o-significado-permanente-do-metodismo.html' title='O Significado Permanente do Metodismo - Parte 1'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Yv05GiIPD2A/T0VAgjlQt0I/AAAAAAAAAOw/RGYe4k08VEs/s72-c/08-11-2011%25252016%253B32%253B09-250x250.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-3765795794637523395</id><published>2012-01-31T05:42:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T05:42:19.404-08:00</updated><title type='text'>Os Primeiros Passos em 2012</title><content type='html'>Dados os primeiros passos nesse novo ano, sinto-me desafiado a olhar o tempo presente e consequentemente o porvir, com olhos teimosos. Isso porque não possuo nenhum tipo de expectativa positiva em relação ao tempo vindouro. Não que eu tenha perdido a esperança, essa mola mestra de nossa formação e espiritualidade, mas ela tem se manifestado em minha alma de forma extremamente comedida.Eu não me considero um pessimista, mas resolvi seguir um antigo conselho de meu pai e colocar as barbas de molho. Descobri que essa expressão está ligada a um provérbio espanhol que diz: “Quando vir as barbas do seu vizinho pegar fogo, ponha as suas de molho”. Aliás, descobri também que na antiguidade e na Idade Média, a barba simbolizava honra e poder. Se cortada, representava uma grande humilhação. Independente de comentários aleatórios, certo é que essa expressão tem a ver com desconfiar daquilo que se posta ante o olhar. Acho mais prudente essa postura porque, de repente, posso ser surpreendido por alguma boa novidade. Eu não temo coisa alguma que me desafia, a não ser a hipocrisia dos que sorriem pela frente e ameaçam pelas costas. Por isso, prefiro colocar as barbas de molho.Ademais, minha alma é povoada por uma série de sentimentos difusos que se deslocam com facilidade nos meus jogos mentais e me dão a sensação de múltiplas transitoriedades. O poeta já havia declarado que por causa das transitoriedades, era necessário ele se portar como uma metamorfose ambulante, a ter sempre a velha opinião formada sobre tudo. Corroboro com a intuição do poeta e me sinto igualmente em completa e complexa transformação. Talvez decorra daqui essa minha dúvida inquietante frente à esperança.Por isso, prefiro a teimosia. Sigo aqui um princípio de Gandhi: “Coisas que nos parecem impossíveis, só podem ser conseguidas com uma teimosia pacífica”. Nos dicionários, teimosia se define por uma persistente obstinação às próprias ideias, gostos etc. Eu sei que para muitas pessoas a teimosia tem um aspecto completamente negativo, mas no arcabouço dessa reflexão ela abarca uma conotação positiva e extremamente propícia para esses tempos de transitoriedades. Acontece que, por uma razão óbvia, somente consegui alcançar o que alcancei por causa da minha teimosia. Eu sei também que pelo fato de me auto-designar um teimoso, acabo por ser considerado um chato para muitos. Mas que se dane. Confirmo aquilo dito pelo mesmo poeta de antes: “Não sei aonde vou chegar, mas estou no meu caminho”.Então, independente do que se estabelecer frente ao meus olhos, vou continuar com minha teimosia, pois é a única forma de continuar sobrevivendo diante do caos – aparentemente visionário – que se instala travestido em discursos informes. Os dias são sombrios e nublados, e na mina concepção pessoal, vão assim continuar. Mesmo diante da minha recatada esperança que se concretiza numa espécie de teimosia chata, faço minhas as palavras de Darcy Ribeiro: “Na verdade, sou um homem feito muito mais de dúvidas que de certezas, e estou sempre predisposto a ouvir argumentos e a mudar de opinião. Tenho mudado muitas vezes na vida. Felizmente.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-3765795794637523395?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/3765795794637523395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=3765795794637523395' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3765795794637523395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3765795794637523395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2012/01/os-primeiros-passos-em-2012.html' title='Os Primeiros Passos em 2012'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-2123129424586435958</id><published>2011-12-29T06:48:00.000-08:00</published><updated>2011-12-29T06:50:19.990-08:00</updated><title type='text'>Um Ano Novo cheio de Esperança</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RvYPKVhR4hM/Tvx9wKQNwSI/AAAAAAAAAOk/7GBI3zEo7JI/s1600/Buterfly-Happy-New-Year-2012.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="214" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-RvYPKVhR4hM/Tvx9wKQNwSI/AAAAAAAAAOk/7GBI3zEo7JI/s320/Buterfly-Happy-New-Year-2012.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Leonardo Boff em seu livro Cristianismo: o mínimo do mínimo, afirma que a força do cristianismo não está na fé, mas na esperança. De fato, a esperança é a mola precursora para aqueles que vivem com vigor a experiência da existência com Deus e a respiração ofegante por um novo tempo, um novo mundo.A vida exige de nós a esperança. Aliás, viver dia-a-dia nos desafia, pois cada dia possui sua constituição inusitada. Ora, todos os dias somos lançados diante de uma série de desafios complexos que nos afrontam. Geralmente, diante desse quadro, acabamos desenvolvendo certo temor e acabamos por ceder espaço para a angústia e a inevitável desesperança. Mas é preciso dar um salto no escuro e tentar fugir dessa realidade que confronta nossa existência.O antigo adágio popular expressa: “a esperança é a última que morre”! Mas, mesmo que morra, renasce com uma nova possibilidade de vida.Infelizmente, não temos como controlar as coisas que acontecem conosco. Existem muitas esferas que fogem ao nosso controle e, na maioria das vezes, nos vemos na condição de passageiros e perdemos a possibilidade de escolher ou decidir.Quando nos deparamos com situações difíceis em nossa existência, muitas vezes nos sentimos atormentados e até perdemos o sono.Entretanto, é preciso pensar que apesar de todas as complicações da vida, temos sempre, pela graça de Deus, uma porta aberta que nos possibilita a passagem de uma realidade de desesperança para uma dimensão carregada de esperança.Aliás, nossa esperança está firmada em Jesus Cristo. Ele é o Senhor e o motivo de nossa esperança. Ele, que passou pela morte de cruz para demonstrar o grande amor de Deus para a humanidade, é o sinal histórico de que há sempre uma nova manhã, há sempre um novo dia.Enfim, é preciso pontuar que não há coisa alguma que seja impossível ser resolvida. Nenhum problema é para sempre! Nenhuma complicação persistirá por muitos anos.Sendo assim, cremos na benção de Deus nos acompanhando em todo tempo e motivando-nos a uma nova vida neste novo ano, o ano de 2012.Cremos que de uma forma especial, Deus estará conosco. Ele nos ama e se importa com nossas vidas.Portanto, não vamos esmorecer. É preciso ter esperança e viver no amor de Deus.Que Ele nos abençõe.Moisés Coppe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-2123129424586435958?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/2123129424586435958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=2123129424586435958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2123129424586435958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2123129424586435958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/12/um-ano-novo-cheio-de-esperanca.html' title='Um Ano Novo cheio de Esperança'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RvYPKVhR4hM/Tvx9wKQNwSI/AAAAAAAAAOk/7GBI3zEo7JI/s72-c/Buterfly-Happy-New-Year-2012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-2963849371065042693</id><published>2011-12-24T04:28:00.001-08:00</published><updated>2011-12-24T04:38:36.255-08:00</updated><title type='text'>O AMOR É O DOM SUPREMO NO NATAL (paráfrase de I Coríntios 13)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rj0rjImWZRA/TvXHSj98VrI/AAAAAAAAAOY/gIq5PTzkzp0/s1600/papai-noel-de-ferias.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="312" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-rj0rjImWZRA/TvXHSj98VrI/AAAAAAAAAOY/gIq5PTzkzp0/s400/papai-noel-de-ferias.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ainda que eu repetisse a história do Natal e cantasse todos os seus hinos, mas não tivesse amor, seria como metal que soa ou como sino que badala.Ainda que eu distribuísse presentes caros e despendesse muito valor em dinheiro ou realizasse grandes festas de Natal, se não tivesse amor, de nada adiantaria.Mesmo que ofertasse dádivas aos pobres ou cansasse meu próprio corpo trabalhando pelos necessitados, se não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.Somente com amor o Natal tem sentido: amor paciente, amor benigno, que não é invejoso, não trata os outros com leviandade, nem se ensoberbece.Se existe amor no Natal, o ser humano não busca os próprios interesses, não se porta com indecência, não se irrita, não suspeita mal, não permanece indiferente diante da injustiça, mas age em favor do próximo em nome do amor de Deus, manifesto em Cristo.É este amor divino, manifesto ao mundo através do infante de Belém que nos inspira e nos dá forças para tudo enfrentar, segundo a lógica da força deste amor que ajuda a tudo sofrer, tudo crer, tudo esperar, tudo suportar.Se existe amor, o Natal jamais acaba.Ainda que haja pinheirinhos, eles secarão; ainda que haja enfeites coloridos, eles se quebrarão; Ainda que hajam presentes e brinquedos, eles ficarão esquecidos, porque todas essas coisas são símbolos culturais do Natal e, eles passarão e se perderão.Quando éramos crianças, compreendíamos o Natal como crianças, agora que chegamos a ser adultos afastamo-nos das compreensões próprias de crianças para celebrar o genuíno sentido do Natal. Infelizmente, o mundo vê o Natal de forma deturpada.Agora, conhecemos em parte, mas um dia compreenderemos no todo o sentido real do Natal, cujo símbolo mor é a revelação de Jesus Cristo.Agora, pois podemos afirmar queNatal é fé,Natal é esperança,Natal é amor, estes três, mas a maior celebração é a do Natal amor.(Autoria desconhecida adaptado por Moisés CoppeFeliz Natal a Todos(as).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-2963849371065042693?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/2963849371065042693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=2963849371065042693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2963849371065042693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2963849371065042693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/12/o-amor-e-o-dom-supremo.html' title='O AMOR É O DOM SUPREMO NO NATAL (paráfrase de I Coríntios 13)'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rj0rjImWZRA/TvXHSj98VrI/AAAAAAAAAOY/gIq5PTzkzp0/s72-c/papai-noel-de-ferias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-1505381390874451613</id><published>2011-12-19T17:31:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T17:31:05.016-08:00</updated><title type='text'>Coar os Mosquitos e Engolir os Camelos</title><content type='html'>Não gosto da hipocrisia. Não gosto de pessoas que dizem ser o que não são ou fazem aquilo que não acreditam. Por isso, pago o preço da busca por uma coerência entre palavras e ações.Acho que Jesus também tinha problemas com a hipocrisia. No capítulo 23 do Evangelho de Mateus, há uma longa argumentação contra os que pregam e não vivem. Ora, o antigo adágio “coar mosquitos e engolir camelos”, citado por Jesus no embate com os fariseus e escribas denota a intencionalidade do mestre de Nazaré em criticar a hipocrisia. Jesus era um veemente combatente da hipocrisia. Aliás, em muitas outras narrativas neotestamentárias, a crítica à hipocrisia se exalta de forma categórica. De fato, a hipocrisia é uma atitude evidenciada por gente que mascara ou fantasia a sua própria vida real, não se assumindo como é ou como se encontra. Em geral, o hipócrita é o que se apega, tão somente, à aparência em detrimento da essência. Nessa perspectiva, os dados à hipocrisia falam mais do que fazem e fazem menos, muito menos do que dizem. O pior, dentro da perspectiva que estamos apontando, é que o hipócrita esconde muito das coisas que faz. O hipócrita faz coisas escondidas, mas não assume que as faz. Ora, todos temos os nossos quartos obscuros onde escondemos nossas mazelas, entretanto o hipócrita sequer admite o fato de ter mazelas. Num sentido mais aprofundado, portanto menos lato, a hipocrisia se estabelece realmente na lógica do adágio citado por Jesus.Na realidade, todos somos tentados a coar mosquitos e engolir camelos. Uma breve análise da vida social revela-nos que a todo tempo estamos aceitando dimensões escabrosas e injustas, bem como nos apegando a comentários sobre questões triviais e próprias da subjetividade de cada pessoa. Assim, apontamos o dedo com muita facilidade para as pessoas e as acusamos, na maioria das vezes, indevidamente. Isso ocorre porque nosso olhar fica preso a besteiras, próprias da subjetividade e liberdade de cada pessoa. Por outro lado, aquilo que é importante e significativo e que pode trazer uma maior qualidade de vida, fica no limbo, ou seja, côa-se mosquitos, coisas pequenas e subjetivas inerentes a cada pessoa, e engole-se camelos – dimensões comunitárias ligadas à prática do bem viver e da justiça social. Esse adágio combina com o ensinamento de Jesus que expressa que hipócritas são os que tentam tirar o cisco que há no olho do irmão enquanto há uma trave em seus próprios olhos. Realmente, é cruel essa atitude marcada pelo apontamento do dedo ao outro sem a percepção de si-mesmo. Pior ainda é o fato de que quem acusa o faz com amplo moralismo. Ora, os moralistas são pífios e insanos, porque não se auto-avaliam. Julgam e condenam os outros, mas ao fazerem isso, estampam inveja à coragem do outro. Confesso ficar enojado frente aos hipócritas que possuem asco frente aos mosquitos, mas saboreiam com gozo os camelos. Como se percebe, os adjetivos que acompanham os dados à hipocrisia são os piores. De fato, Jesus aponta que a atitude moralista parte, infelizmente, dos religiosos da época. Gente que ao invés de deturpar, criticar, apontar e condenar deveria, tão somente, existir para amar e abençoar.Deus tenha piedade dos hipócritas. Deus os ajude a enxergarem suas próprias mazelas ao invés de olharem os outros. Deus derribe dos santuários os que dizem e não fazem. Deus anule os que atam fardos pesados e difíceis de suportar. Deus nos livre dos que realizam a obra somente para serem vistos pelos outros. Deus torça o nariz em relação àqueles que fecham as portas do reino dos céus aos semelhantes. Deus tire dos caminhos dos que almejam a justiça, todos os hipócritas que coam mosquitos e engolem camelos. Para estes, fica o vaticínio de Jesus: “Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-1505381390874451613?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/1505381390874451613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=1505381390874451613' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1505381390874451613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1505381390874451613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/12/coar-os-mosquitos-e-engolir-os-camelos.html' title='Coar os Mosquitos e Engolir os Camelos'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4124245548368787940</id><published>2011-12-13T17:50:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T17:50:26.497-08:00</updated><title type='text'>A Música "Palavra"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Tr2aPNxnAns/TugA1jWaHBI/AAAAAAAAAOA/ljxyDlPi4OI/s1600/dialogo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="332" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-Tr2aPNxnAns/TugA1jWaHBI/AAAAAAAAAOA/ljxyDlPi4OI/s400/dialogo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu tenho uma apreciação dantesca pela música Palavra de Irene Gomes. A singela letra dessa canção é poetizada da seguinte maneira:Palavra não foi feita para dividir ninguém.Palavra é a ponte onde o amor vai e vem.Palavra não foi feita para dominarDestino da palavra é dialogar.Palavra não foi feita para opressão.Destino da palavra é a união.Palavra não foi feita para vaidadeDestino da palavra é a eternidadePalavra não foi feita pra cair no chão.Destino da palavra é o coraçãoPalavra não foi feita para semearA dúvida a tristeza ou o mal estarDestino da palavra é a construçãoDe um mundo mais feliz e mais irmão.De fato, é através da palavra que temos a oportunidade de construir possibilidades outras. Isso ocorre porque há um há um poder nas palavras. E provo isso com uma ilustração: Minha filha não gosta de coco. Assim, ela evita todo e qualquer alimento que contenha coco. Em fins de setembro de 2011, ela comeu um bolo apelidado “formigueiro”, sem saber que tinha coco, sempre afirmando que o bolo estava uma delícia. Aí, ela resolveu ler na embalagem a composição alimentícia do bolo e descobriu que tinha coco. Pronto, o drama estava montado, porque agora, o bolo gostoso possuía um elemento que ela não aprecia. Então, ela começou a comer o bolo com certa suspeita. Mas o que realmente importou? Por certo, o poder da palavra coco. Foi a palavra que provocou nela um estranhamento. Aquilo que estava saboroso passou e ser suspeito.É interessante notarmos como as palavras provocam em nós os mais diversos sentimentos e reações. Por isso, temos que ter um cuidado singular com a forma como conduzimos as palavras. Isso também é verdade quando analisamos a esferas dos relacionamentos. Ora, nessa esfera, se não temos coisa alguma de boa pra dizer para outrem, então é melhor não dizer nada. Aliás, nossa intencionalidade tem que ser sempre a voltada para a manifestação de palavras agradáveis às pessoas. Isso constroi a ponte onde o amor vai e vem.No livro de Provérbios, há um verso que muito me agrada e que corrobora com nossa breve narrativa. Trata-se de Provérbios 16.24: “Palavras agradáveis são como favo de mel. Doces para a alma e medicina para o corpo”.Há dois princípios interessantes nesse verso. O primeiro refere-se ao fato de que as palavras, como ditas, podem provocar a cura das emoções e a cura do físico numa dimensão holística. Em minha convicção, não se trata de mais um chavão evangélico, mas de um princípio que favorece a boa harmonização dos relacionamentos. Ora, se temos problemas na família e na igreja, um dos fatores fundamentais está relacionado ao fato de que usamos mal a palavra. Isso é muito verdadeiro, pois muitas vezes, mesmo sem saber, machucamos as pessoas com as palavras. Ora, todas as pessoas têm o direito de defenderem suas posturas e verdades, mas ao fazê-lo, devem se imbuir de uma atmosfera de boas resoluções relacionais, inscritas na esfera do shalom – paz, mesm na adversiadade. Pessoa alguma é obrigada a aceitar afrontas ou palavras deselegantes oriundas de quem quer que seja.Por isso, a música de Irene e o verso bíblico ressaltado se tornam boas referência para todos nós. Entendemos da música e do verso que as palavras agradáveis são pontes onde o amor se desloca trazendo amenos sentimentos e cura emocional e física. Acho que é isso que deve estar na pauta das nossas conversas: bons sentimentos e desejo de cura para o outro. Fora isso, não tem sentido.Então, cuidemos de nossas palavras, segundo a lógica: “destino da palavra é a construção de um mundo mais feliz e mais irmão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4124245548368787940?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4124245548368787940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4124245548368787940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4124245548368787940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4124245548368787940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/12/musica-palavra.html' title='A Música &quot;Palavra&quot;'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Tr2aPNxnAns/TugA1jWaHBI/AAAAAAAAAOA/ljxyDlPi4OI/s72-c/dialogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4921694390156810164</id><published>2011-11-24T05:00:00.001-08:00</published><updated>2011-11-24T05:00:56.796-08:00</updated><title type='text'>Sossego?</title><content type='html'>Na palma da mão desenho minha lidaCutuco a ferida que um dia se fez;E canto suave, um canto sinceroArfando sentidos do que tanto esperoOu mesmo a toada do que se desfez.Colhendo as flores da mata sombriaOnde o olhar se esguia pra ver o que háE aí se descobre na úmida almaque nunca sossega ou se perde na calmaQue somente se vive do jeito que dá.Moisés Coppe - 21.11.11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4921694390156810164?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4921694390156810164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4921694390156810164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4921694390156810164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4921694390156810164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/11/sossego.html' title='Sossego?'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4481402314631764612</id><published>2011-11-06T16:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T16:06:08.426-08:00</updated><title type='text'>Os Modernos Fariseus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ya5eTdhnHBs/TrcgkmTIJ2I/AAAAAAAAAN0/jQ6f6rTPvw8/s1600/acusadores.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="273" src="http://4.bp.blogspot.com/-ya5eTdhnHBs/TrcgkmTIJ2I/AAAAAAAAAN0/jQ6f6rTPvw8/s400/acusadores.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É curioso notar como as pessoas, principalmente os religiosos ou os modernos fariseus, se escandalizam com coisas pequenas. É incrível como ainda persiste em alguns lugares desse país a convicção de que o “testemunho”, no caso evangélico, está restrito ao comportamento “diferente do católico”. Eu ouvia na minha infância a máxima: “crente não bebe, não fuma, não dança, não joga.” Minha irmã mais nova, que gostava de dançar, uma vez disse para minha mãe que queria ser católica!Hoje, de modo geral, não é mais assim, porque muitos evangélicos já se deram conta de que testemunho cristão nada tem a ver com um monte de regras do que se deve ou não fazer, mas com a maneira como tratamos as pessoas.Contudo, há os que insistem na máxima para tentar manter as “aparências”. E muitos condenam publicamente o que eles mesmos praticam no privado, na clandestinidade. Por exemplo, ninguém deixa de comer porque a comida pode fazer mal; não se joga a Bíblia fora porque grupos religiosos usam-na de modo inadequado; não se deixa de votar porque há maus políticos etc; não se deixa de beber porque se pode ficar de porre. Há aqueles que, pelo uso em excesso, precisam se abster. Mas essa não é a realidade de todos. Por causa dessa consciência, há igrejas que servem na Ceia do Senhor, ao mesmo tempo, vinho e suco de uva. Entretanto, para muitos evangélicos, o problema de fundo é o farisaísmo. Farisaísmo tornou-se sinônimo de hipocrisia denunciada por Jesus porque os judeus do partido dos fariseus valorizavam mais a lei do que as pessoas. É muito fácil perceber a diferença entre a mensagem dos fariseus e a mensagem de Jesus: a dos fariseus afastava os pecadores e a de Jesus atraía os pecadores. Assim, qualquer anúncio, proposta, programa, intenção de santidade ou santificação precisa responder a seguinte questão: É de acordo com Jesus Cristo ou é de acordo com os fariseus? Jesus Cristo, sendo santo, nunca declarou “eu sou santo” e atraiu pecadores/as. Os fariseus, sendo pecadores, aparentavam-se santos e afastavam os pecadores/as.Os fariseus de hoje, os modernos fariseus, tentam a todo custo transformar Jesus Cristo num fariseu também. Se eles rasgassem as páginas do Novo Testamento ficaria explícito que não é a Jesus Cristo que eles seguem. Eles fazem pior: usam a tradição religiosa como fundamento da vida e o conteúdo dos Evangelhos não passam de ilustrações descontextualizadas para reforçar a tradição, um “verniz” para “melhorar a aparência”. Assim, muitos evangélicos são bons propagadores de suas doutrinas, mantenedores de suas tradições, adoradores de suas denominações. Mas quando se colocam diante da luz do Evangelho descobrem que são modernos fariseus.Há crentes, por exemplo, que transmitem uma imagem de Jesus que se estivesse escrita seria assim:Na festa de casamento em Caná da Galiléia Jesus sobe numa cadeira e diz: Somos abstêmios ao álcool como bebida! Joguem fora o vinho e sirvam chá!No templo, ao observar os cambistas, Jesus se aproxima, exulta de alegria e propõe: tenho uma multidão que me segue. Posso trazer todo mundo pra cá, o templo vai ficar lotado! Antes, porém, vamos combinar quanto vou levar nesse negócio. Os discípulos repreendem as crianças e as impedem de se aproximarem de Jesus. Ele os elogia: vocês são bons seguranças! Não quero crianças perto de mim, elas só brincam, atrapalham o culto e não dão o dízimo. A mulher que lava os pés de Jesus com lágrimas e os enxuga com os cabelos, recebe uma reprimenda: Você está louca?  Levem esta prostituta daqui! E, com medo de pensarem mal dele, explica para os que jantam à mesa que nunca havia visto aquela mulher.E na última ceia? Jesus diz: Há alguém aqui entre vocês que vai me trair. Judas Iscariotes, você está de disciplina! Não participa da Santa Ceia!Um Jesus assim conseguiria um cargo de secretário executivo do “Sinédrio”. Ele jamais seria condenado e morto.Os modernos fariseus são habilidosos em dizer quem está salvo e quem está condenado; em contar seus próprios feitos buscando aplauso do público; em impor sobre as pessoas costumes e regrinhas que eles mesmos não guardam. Mas o que mais salta à vista é a capacidade que os modernos fariseus têm de se escandalizarem. Eles se escandalizam com o jeito das mulheres se vestirem e se pintarem, se escandalizam com formas diferentes de cultuar, se escandalizam com quem come sangue, se escandalizam com quem bebe, se escandalizam com quem dança, se escandalizam com quem joga, se escandalizam com quem fuma.Lamentavelmente muitos crentes vivem como modernos fariseus. E não vai ser esse texto que vai fazê-los mudar. Talvez aconteça até o contrário: porque confrontados, se tornem teimosamente mais endurecidos no farisaísmo.E se continuam se escandalizando, quero sugerir que se escandalizem também com outros fatos: Pastor que troca membros da liderança a seu bel prazer; Pastor que manda embora da igreja membros que pensam diferente dele; Pastor que administra sozinho as finanças da igreja local; Pastor que se aproveita da fragilidade emocional de membros para subjugá-los;  Pastor que não visita os enfermos, os idosos, as viúvas e os pobres; Pastor que é refém dos membros de melhor condição econômica; Pastor que prega o evangelho da prosperidade; Pastor que aceita dinheiro de políticos para projetos ministeriais (ou moneysteriais?); Pastor obediente aos superiores e desobediente ao Evangelho; Pastor que utiliza os cânones apenas quando lhe convém; Pastor que gosta de ser bajulado; Pastor que gosta de bajular suas autoridades; Pastor que quer transformar sua igreja num movimento emocional;  Pastor ufanista; Pastor ditador; Pastor infalível.A lista pode ser maior, mas já é suficiente.Bem, eu vou ficando por aqui seguindo a lógica: Tudo com moderação, com temperança.  Se você não consegue ser temperante, é melhor continuar abstêmio. Mas seja abstêmio de verdade! Aos que são abstêmios no público, convido-os a sair da clandestinidade. Ninguém será julgado pelo que bebe ou come. E se Deus vê, o que importa se qualquer outra pessoa veja? O Reino de Deus não é comida e nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo, disse o apóstolo Paulo na carta aos romanos.Para finalizar, a vida é curta e nós temos que aproveitá-la da melhor maneira possível. Sem dramas! Sem condenações! Sem inveja! Sem hipocrisia! Mas, se ao final, os modernos fariseus, que são fiéis servos da vaidade e querem fazer-nos seus tentarem nos ver sem a graça do bom Deus, digo: Vencendo vem Jesus!Maurício Ramaldes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4481402314631764612?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4481402314631764612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4481402314631764612' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4481402314631764612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4481402314631764612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/11/os-modernos-fariseus.html' title='Os Modernos Fariseus'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ya5eTdhnHBs/TrcgkmTIJ2I/AAAAAAAAAN0/jQ6f6rTPvw8/s72-c/acusadores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-2119024654095474117</id><published>2011-10-31T13:16:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T13:16:45.952-07:00</updated><title type='text'>À propósito dos 494 anos da Reforma</title><content type='html'>“&lt;i&gt;Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor&lt;/i&gt;”. Rm. 6. 23.Ao lermos esse verso, precisamos perguntar: o que é pecado? Ora, sem delongas, pecado é toda e qualquer ação que contraria a justiça e o amor de Deus. O verso 18 de Romanos 1 afirma: “&lt;i&gt;A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça&lt;/i&gt;”. Assim, pecado não se refere a questões da vida cotidiana, mas sim a dimensões onde o ser humano se apossa da verdade com base na injustiça. As pessoas que assim agem mudam a glória de Deus e acabam sendo entregues à morte. Ora, dessa forma, a tribulação virá sobre os homens que desobedecem a verdade e praticam a injustiça, conforme: Rm 2.8.&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VyIGLE12FMY/Tq8CHTVYWJI/AAAAAAAAANo/fQRo7sv2NmM/s1600/reforma.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="274" width="291" src="http://3.bp.blogspot.com/-VyIGLE12FMY/Tq8CHTVYWJI/AAAAAAAAANo/fQRo7sv2NmM/s320/reforma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Isso implica dizer que todos estamos imersos em uma dimensão de pecado, como está escrito: “&lt;i&gt;Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer&lt;/i&gt;”. Rm. 3.10 a 12. Isso concorda com verso 23 do mesmo capítulo: “&lt;i&gt;Todos pecaram e carecem da gloria de Deus&lt;/i&gt;”. Dessa forma, somente é possível uma justificação por intermédio da graça, mediante a fé. É simples assim. Trocando em miúdos:1. Somos pecadores e ninguém escapa;2. Essa nossa condição muda a glória de Deus;3. Somos salvos dessa condição pela justificação;4. A justificação é gratuita;5. Ela é oferecida de graça;6. Por intermédio da fé;7. Pela redenção que há em Cristo Jesus.A Reforma Protestante que hoje é celebrada por nós, convida-nos a novamente refletirmos sobre esse grandioso presente: a graça de Deus. Além disso, a Reforma é a confirmação doutrinária de que “&lt;i&gt;Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo&lt;/i&gt;”. Rm. 5.1. Há uma reconciliação. Não ficamos á mercê dos nossos próprios instintos ou certezas, mas dependentes da graça de Deus, e isso é bom. E nesse ponto, fico com as palavras de Wesley: “&lt;i&gt;Se então os pecadores encontram favor de Deus é ‘por graça sobre graça!’ Se Deus ainda condescende em derramar bênçãos sobre nós, sendo a salvação a maior delas, que podemos dizer a respeito dessas coisas senão: ‘Graças a Deus por seu dom indizível’&lt;/i&gt;”, conforme relatado no sermão: “Salvação pela fé”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-2119024654095474117?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/2119024654095474117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=2119024654095474117' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2119024654095474117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2119024654095474117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/10/proposito-dos-494-anos-da-reforma.html' title='À propósito dos 494 anos da Reforma'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VyIGLE12FMY/Tq8CHTVYWJI/AAAAAAAAANo/fQRo7sv2NmM/s72-c/reforma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-1890568181932435920</id><published>2011-10-22T13:38:00.001-07:00</published><updated>2011-10-22T13:38:35.224-07:00</updated><title type='text'>CIdadã Honorária???</title><content type='html'>Acompanhando nesta sexta-feira, 21/10/2011, os noticiários que veiculavam nas rádios difusoras, fiquei mais uma vez embasbacado. Pois é, o gabinete da presidência da Assembleia Legislativa de Minas foi tomado nessa última quinta-feira por um clima de micareta. Literalmente, “rolou a festa”. É que a cantora baiana Ivete Sangalo recebeu o título de cidadã honorária do estado de Minas Gerais.O pedido foi requerido pelo deputado estadual Bruno Siqueira, que têm por principal colégio eleitoral – eleitoreiro? – a cidade de Juiz de Fora. Além do referido deputado, outros foram ao gabinete da presidência para, pelo menos, vislumbrarem de perto a beleza da cantora e constatar “o quê que a baiana tem”. Simpaticíssima, Ivete distribuiu beijos e autógrafos aos nobilíssimos homens do poder público, bem como a seus respectivos familiares. Imaginem vocês que o deputado Carlin Moura do PC do B postou em seu Twitter as imagens da, agora, honrada cidadã mineira. O deputado Adelmo Carneiro do PT discursou num tom de tietagem e assim, sucessivamente, outros deputados se desmancharam em elogios. E estavam presentes também os membros da Câmara Municipal, inclusive seu presidente Léo Burguês do PSDB. Mais uma vez, revelou-se a capacidade política de nossos governantes que insistem em manter a lógica romana bem sucedida de pão e circo. A questão ressaltada pela maioria da casa tinha por tônus a ideia de que o título à cantora baiana pode fomentar mais ainda o turismo de Minas.  Inclusive o próprio deputado Bruno Siqueira justificou o pedido nessa mesma linha de raciocínio, dizendo que a cantora divulga o estado e “ajuda” as economias das cidades, principalmente as pequenas. Em suas palavras: “Ivete esteve em Juiz de Fora, minha cidade natal, e mesmo sendo uma cidade de tamanho médio, foi grande a movimentação de pessoas, vindo de todas as regiões”. Preciso concordar com o Siqueira, pois realmente as nossas belezas naturais e culturais – rios, cachoeiras, lagos, serras, vales, montanhas, cidades históricas, cidades modernas, queijo, pão de queijo, culinária, brejeirices, músicas, músicos – deixam a desejar. É, realmente, precisamos da Ivete para alavancar o turismo. Assim, o pedido do deputado foi encaminhado pela Comissão de Cultura e sancionado pelo governador Anastasia.Ora, prezados leitores, a minha indignação se dá por um motivo que considero simplesmente moral. É que a constituição de uma cidade se dá mediante gente real que se esmera cotidianamente com o intuito de sobreviver e manter o estamento social. Na minha humilde concepção, é um absurdo sem proporções o encaminhamento de pedidos, tais como este aqui referido, de gente que nada tem a ver com a cultura do local. Não tenho absolutamente nada contra a Ivete Sangalo, mas, cá pra nós, a cantora não é melhor do que nenhum cidadão de nossa Gerais. Eu sei que artistas, em geral, são muito preocupados com a imagem que veiculam na mídia. Aliás, artistas vivem da imagem. Mas, aceitar um título como este oferecido é, no mínimo, um absurdo, principalmente porque o título deveria ser conferido a quem de mérito relevante e não a quem de representação. Um título de cidadão honorário deveria ser entregue a pessoas que tivessem relevância política para a cidade, estado ou nação, mas ao contrário, é dado segundo interesses subjetivos dos futuros candidatos em futuras eleições. De qualquer forma, para mim, falta bom senso de quem aceita tais homenagens.Ademais, com tantos problemas em tantas esferas sociais no conjunto do nosso estado, é cruel saber que nossos governantes, pífios em sua maioria, gastam tempo e dinheiro público para encaminhamentos como este. Então, cidadãos como eu ficam com uma pulga atrás da orelha e com uma pergunta sempre inquietante: o que está por trás dessa indicação? Infelizmente, não consigo ver outra coisa que os fins eleitoreiros. Ao final das contas, pelo menos o Siqueira passa do anonimato em sua bancada para a referência no imaginário coletivo. Hoje, Minas Gerais sabe quem é o dito “cidadão” que pediu título para a “cidadã”.Faço desse texto um manifesto político indignado. E não pensem que estou chateado ou mal resolvido. É que diante de besteiras como essa que eu ouvi e constatei, não consigo me conter. Quero a democracia e não a midiocracia! Quero a integridade e não a mediocridade. Portanto, com a finalidade de ser bastante prático, quero convidar todos a refletirem sobre as entregas de títulos como este a pessoas sem significado real. Aliás, em minha concepção, a pessoa sabe se ela merece ou não aquele título. Em muitos casos, se a pessoa for de notável presença no todo social ou possua envergadura política, social e econômica, tudo bem, não vamos ser radicais; mas, se por outro lado, a pessoa não tiver coisa alguma a ver com aquela cidade ou estado, é melhor se recolher a um canto qualquer e aguardar em silêncio a passagem dessa tentação de ser exaltado diante de outros. Seria sensato para estes rejeitarem concessões como essas.Ao final, com a finalidade de apaziguar a minha alma, fica para mim a seguinte frase de Weber: “O político deve ter: paixão por sua causa; ética em sua responsabilidade; mesura em suas atuações”. Na rede da filosofia político, me deito, e espero, sim, espero, hei de esperar... pelos homens simples que farão coisas simples sem segundas intenções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-1890568181932435920?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/1890568181932435920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=1890568181932435920' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1890568181932435920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1890568181932435920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/10/cidada-honoraria.html' title='CIdadã Honorária???'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4642912585788295827</id><published>2011-10-11T10:19:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T10:19:26.958-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SUBVERSÃO&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Qxyf_Wd05_I/TpR6jXt7wkI/AAAAAAAAANY/qb8ZRQY_KpA/s1600/subvers%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-Qxyf_Wd05_I/TpR6jXt7wkI/AAAAAAAAANY/qb8ZRQY_KpA/s400/subvers%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Explodiu em minha mente a constatação de que os ensinamentos de Jesus, especialmente as suas parábolas, possuem um grande teor subversivo. Eu sei que essa palavra possui uma forte carga de preconceitos. É que ela condiciona a mente a pensar em coisas que são negativas em sua essência. Mas, seguindo aqui um conselho de Stanley Jones, “as palavras, assim como as pessoas, precisam ser resgatadas”. Assim, vou tentar resgatar o sentido dessa palavra e pensar na espiritualidade subversiva e protestante, em si.Subversão é uma palavra polissêmica. Ela pode ser interpretada a partir de diversos prismas. Subversão tem a ver com movimentações intestinais que escatologicamente se impõem. É uma dimensão que ocorre sem que haja, necessariamente, uma causa. Subversão é acontecimento extático. É a ação da água represada que busca caminhos alternativos. É o mofo na parede ou no muro. É o esguicho transtornador que insiste em se lançar ao ar, num afã libertário. É a semente debaixo da terra que insiste, teimosamente, a buscar um lugar ao sol. Basicamente, subversão tem a ver com verter por baixo; fazer ruir estruturas; destruir conceitos; superar paradigmas.Quem me alertou sobre o teor subversivo da fé foi Eugene Peterson. Nos seus livros: A Espiritualidade Subversiva e O Pastor Contemplativo, ele ressalta a natureza da subversão como um princípio da espiritualidade humana coligada à ideia de Reino de Deus. Aliás, não há dimensão mais subversiva do que a do Reino de Deus. Essa nossa constatação se dá porque a natureza do Reino está ligada a algumas coisas que nada tem a ver com o mundo real. Nessa linha de raciocínio, todas as questões inerentes ao Reino de Deus acabam acontecendo nas entranhas estranhas da espiritualidade humana.A fé é a mola mestra da subversão. Fé é a qualidade da atitude que todos assumimos frente ao desconhecido. Uma fé subversiva não possui limites, pois não se condiciona a estruturas ou institucionalizações. Ela vai além e provoca ações e reações que mexem e remexem com as pessoas dadas a tranqüilidade e conforto. A subversão provoca pessoas a agirem e reagirem contra estigmas e postulações pré-fixadas. O agente, contaminado pelo espírito da subversão, não tem medo, não tem culpa, não se ressente, não se prostra, não se enquadra, subverte, independente das lógicas e dos mandos e desmandos. A fé é salto no escuro, já nos advertiu Kierkegaard no estágio religioso de sua filosofia existencial que critica o idealismo, principalmente o hegeliano, e salto no escuro é subversão sempre seguindo a lógica: “&lt;i&gt;Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se&lt;/i&gt;”, conforme este mesmo autor.Acho que o que vale a pena é a elaboração de temáticas que buscam elaborar jocosamente uma série de argumentos que criticam a ordem estabelecida e as lógicas do poder. Ora, a subversão ri daquilo que está evidente e reelabora a interpretação do mundo e das suas armações pelos caminhos inimagináveis de uma outra lógica. Realmente, os últimos serão os primeiros e quem quiser ganhar, vai perder. Portanto, trata-se de um processo ironicamente criativo, extremamente criativo. Somente os criativos podem se considerar subversivos.Jesus, inclusive admoestou seus discípulos a serem símplices como as pombas e astutos como as serpentes, conforme Mateus 10.16. Assim, a opção que se impõe a nós é a de subvertermos. Ora, não se trata de perverter, mas subverter: pensar, falar e agir diferente, segundo a lógica do que é atribuído a Che Guevara: &lt;i&gt;Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás!&lt;/i&gt; Ora, é realmente preciso acolher essa síntese marcada pela postura firme, pela serenidade e pela ternura sempre. Assim, pode-se empreender uma guerra e até estabelecer o posicionamento das armas, mas não se pode perder a serenidade. É o estabelecimento dialético entre o lúdico e o lúcido. Dessa forma, os olhos demonstram a firmeza e a ternura. A convicção e a tranqüilidade. A iluminação de um futuro antecipado frente a um presente complexo. Nesse estágio de iluminação, tranqüilidade e consistência, coisas e fatos podem acontecer e ninguém pode prever, pois não há afeição plena ao poder. O subversivo possui um encantamento pelas pessoas e luta contra sistemas e instituições. Acho que essa é a lógica abraçada e empenhada anteriormente pelos reformadores protestantes.  Subversão é o que eu abraço nesse momento. Seja ela bem-vinda em minha alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4642912585788295827?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4642912585788295827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4642912585788295827' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4642912585788295827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4642912585788295827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/10/subversao-explodiu-em-minha-mente.html' title=''/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Qxyf_Wd05_I/TpR6jXt7wkI/AAAAAAAAANY/qb8ZRQY_KpA/s72-c/subvers%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-72843718485380633</id><published>2011-09-19T11:30:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T11:33:19.897-07:00</updated><title type='text'>Santidade é amizade com Deus</title><content type='html'>“Não existe nada melhor do que ser amigo de Deus”. Com essa letra poética, Adhemar de Campos compôs uma das mais belas canções da nossa hinologia atual. Realmente, a letra dessa canção concorda com uma crucial verdade bíblica: o desenvolvimento da santidade se dá na perspectiva da amizade com Deus.João, em sua primeira carta pastoral, definiu Deus de forma enfática: “Deus é amor” (1 João 4.8). Essa é uma premissa fundamental para a fé cristã. Tudo o que pensamos a respeito de Deus precisa passar, de antemão, por essa confissão de fé. O cristianismo não pode prescindir dessa expressão que é basilar para a interpretação da Bíblia. Assim, temos que sempre achar nas sagradas letras a presença de Deus amor.A partir dessa ideia de que Deus é amor, podemos desenvolver nossa argumentação sobre o significado da santidade, pois não temos o direito de pensar em santidade sem a dimensão do amor e da amizade. Isso quer dizer que nosso relacionamento com Deus é um relacionamento amistoso. Para que essa ideia fique clara, torna-se fundamental fazermos uma distinção entre a santidade marcada pela lógica das obras e a santidade marcada pela ênfase da amizade.&lt;b&gt;1. A santidade marcada pelas obras.&lt;/b&gt;A igreja evangélica brasileira prega muito sobre a santidade. Entretanto, quando nós avaliamos criticamente essas pregações, deparamo-nos com uma santidade marcada pelas obras. Diariamente, somos convocados a realizar práticas e rituais com o intuito de nos fazermos santos. E isso se torna um problema, pois não é dessa forma que alcançamos Deus. E se a pessoa não consegue realizar essas práticas (orar em todo tempo, jejuar todos os dias, louvar 24 horas, ir à igreja freqüentemente, evangelizar a cada oportunidade), ela é considerada “menos espiritual”. Não estou dizendo para deixarmos de fazer essas coisas, entretanto elas precisam ser a resposta a um relacionamento e não o caminho para movermos o coração de Deus. Ele não precisa disso. Nesse movimento de fazer porque Ele quer ou requer de nós, nos lançamos, tão somente a uma prática de religiosidade. O nosso relacionamento com Deus tem que ser marcado pela dimensão da Graça. “Pela graça, sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus. Não por obras, para que ninguém se glorie”. Efésios 2.8.Então, não é por obras que vamos nos aproximar de Deus. A santidade que almejamos vai um pouco mais além.&lt;b&gt;2. A santidade marcada pela amizade.&lt;/b&gt;A amizade é a mais elevada manifestação do amor humano. Sobre esse aspecto Ed René Kivitz expressa: “Amigos são aqueles com quem podemos viver sem máscaras, porque não tememos ser rejeitados. Amigo é aquele que conhece você por dentro e, mesmo assim, continua seu amigo. O relacionamento de vocês extrapolou a fase dos possíveis desapontamentos e condições para a manutenção da amizade”. (Vivendo com propósitos, p. 182). Em minha modesta concepção, este pensamento cabe dentro da dinâmica da santidade marcada pela amizade. Ora, Gálatas 5.1 atesta que somos seres livres e como seres livres devemos nos relacionar com Deus livremente. Não por intermédio de práticas ou ritos, mas numa profunda e íntima amizade com Ele. Jesus exemplificou isso ao dizer aos seus discípulos, depois de alguns anos de relacionamento com eles, que ele não os chamaria mais de servos, mas de amigos. Compreendo, assim, que essa afirmação de Jesus eclodiu no coração dos discípulos provocando-lhes diversas reações positivas. Na dimensão da lógica de Jesus, a intimidade tem a ver com a amizade. Podemos dizer que não existe nada mais profundo do que a intimidade com Deus. Dessa forma, todas as nossas práticas se tornam, tão somente, frutos da nossa amizade com o Senhor. Oramos porque somos amigos de Deus. Jejuamos porque somos amigos de Deus. Vamos à igreja porque somos amigos de Deus e assim por diante, sem aquela pretensão de querer alcançar favores ou bênçãos.&lt;b&gt;3. Sede santos!&lt;/b&gt;João Wesley definiu a santidade como um processo na vida dos cristãos. Quando perguntado, já nos últimos minutos da sua vida se havia alcançado a perfeição cristã ou a santidade, ele respondeu: “O melhor de tudo é que Deus está conosco”.Abraão foi chamado amigo de Deus. Isso se deu porque sua vida baseava-se em uma estrita intimidade com Deus. A obra ou a ação de Abraão estava diretamente ligada à ideia de uma relação amistosa, e não à obediência cega, surda e muda a uma divindade qualquer. Por isso, sua relação é diferenciada. De igual modo, temos que nos entregar a uma genuína amizade com Deus, pois é isso o que realmente nos distingue numa sociedade individualista e consumista. O desenvolvimento de uma amizade com Deus nos tornará mais humanizados e conscientes de que a força propulsora de nossas vidas espirituais se qualifica numa conversa com Deus ao entorno da mesa, com muitos risos manifestos e uma sincera manifestação da amizade ao som de um convite: Sede santos, porque Eu sou santo. Nada mais santo que isso.&lt;b&gt;Conclusão.&lt;/b&gt;Enfim, eu gostaria muito que os nossos discursos e ênfases sobre a santidade permeassem o terreno da amizade. Acho que isso é muito mais honesto e significativo. Mais do que a máscara ou a maquiagem para se parecer cristão, trata-se de aceitar o desafio de ser realmente cristão. Ora, só é cristão quem se relaciona com Deus de forma íntegra, sem estereótipos, sem cera, sinceramente. Temos que defender com alegria e liberdade o fato de que o nosso Deus nos ama e quer se relacionar conosco, prioritariamente, na esfera da amizade. Aceitemos esse desafio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-72843718485380633?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/72843718485380633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=72843718485380633' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/72843718485380633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/72843718485380633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/09/santidade-e-amizade-com-deus.html' title='Santidade é amizade com Deus'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-6982422954110304083</id><published>2011-09-16T04:34:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T04:36:53.041-07:00</updated><title type='text'>Nossa gloriosa semana de trabalho...</title><content type='html'>&lt;b&gt;Segunda&lt;/b&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zhn3RSM4SMQ/TnMzFjAIz2I/AAAAAAAAAMY/gg75Bsn5miM/s1600/calend%25C3%25A1rio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="115" width="148" src="http://4.bp.blogspot.com/-zhn3RSM4SMQ/TnMzFjAIz2I/AAAAAAAAAMY/gg75Bsn5miM/s320/calend%25C3%25A1rio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Terça&lt;/b&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AbRnA6jIrZE/TnMzPRqaSEI/AAAAAAAAAMg/2GHHIt5-u1M/s1600/calend%25C3%25A1rio1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="114" width="153" src="http://1.bp.blogspot.com/-AbRnA6jIrZE/TnMzPRqaSEI/AAAAAAAAAMg/2GHHIt5-u1M/s320/calend%25C3%25A1rio1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Quarta&lt;/b&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dlb_w0YUjiw/TnMzWhhplLI/AAAAAAAAAMo/7wXmjX5LmQg/s1600/calend%25C3%25A1rio2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="116" width="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-dlb_w0YUjiw/TnMzWhhplLI/AAAAAAAAAMo/7wXmjX5LmQg/s320/calend%25C3%25A1rio2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Quinta&lt;/b&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1VEKLwltsis/TnMzeonmvII/AAAAAAAAAMw/0lTtAz6YBuM/s1600/calend%25C3%25A1rio3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="114" width="160" src="http://2.bp.blogspot.com/-1VEKLwltsis/TnMzeonmvII/AAAAAAAAAMw/0lTtAz6YBuM/s320/calend%25C3%25A1rio3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Sexta&lt;/b&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RhAh85Zu0tQ/TnMzlGvQWUI/AAAAAAAAAM4/XMqI574GC9c/s1600/calend%25C3%25A1rio4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="123" width="149" src="http://2.bp.blogspot.com/-RhAh85Zu0tQ/TnMzlGvQWUI/AAAAAAAAAM4/XMqI574GC9c/s320/calend%25C3%25A1rio4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Sábado&lt;/b&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JmAta_cg2Xk/TnMzu46oOcI/AAAAAAAAANA/RAEH2I6yNrk/s1600/calend%25C3%25A1rio5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="123" width="149" src="http://1.bp.blogspot.com/-JmAta_cg2Xk/TnMzu46oOcI/AAAAAAAAANA/RAEH2I6yNrk/s320/calend%25C3%25A1rio5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Domingo à tarde&lt;/b&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2dvip9tCleo/TnMz39JU2sI/AAAAAAAAANI/Likg4lwwV0Q/s1600/calend%25C3%25A1rio6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="123" width="163" src="http://1.bp.blogspot.com/-2dvip9tCleo/TnMz39JU2sI/AAAAAAAAANI/Likg4lwwV0Q/s320/calend%25C3%25A1rio6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Domingo à noite&lt;/b&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3kvFvr0KgJ8/TnMz-x6_HBI/AAAAAAAAANQ/Pc1Pxn53xaE/s1600/calend%25C3%25A1rio7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="125" width="163" src="http://4.bp.blogspot.com/-3kvFvr0KgJ8/TnMz-x6_HBI/AAAAAAAAANQ/Pc1Pxn53xaE/s320/calend%25C3%25A1rio7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E tudo começa de novo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-6982422954110304083?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/6982422954110304083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=6982422954110304083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/6982422954110304083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/6982422954110304083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/09/nossa-gloriosa-semana-de-trabalho.html' title='Nossa gloriosa semana de trabalho...'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zhn3RSM4SMQ/TnMzFjAIz2I/AAAAAAAAAMY/gg75Bsn5miM/s72-c/calend%25C3%25A1rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-2102637358037103858</id><published>2011-09-10T07:12:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T07:15:37.492-07:00</updated><title type='text'>Os caminhos de Mandela: lições de vida, amor e coragem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PVGsIDQ-Nsw/Tmtt2SfSFgI/AAAAAAAAAMQ/HAqyuYhRz4o/s1600/nelson-mandela-prof_682565c.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="202" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-PVGsIDQ-Nsw/Tmtt2SfSFgI/AAAAAAAAAMQ/HAqyuYhRz4o/s320/nelson-mandela-prof_682565c.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tenho tido a oportunidade de ler diversos livros interessantes. Um deles foi escrito por Richard Stengel e tem por temática uma série de ensinamentos baseados na vida de Nelson Mandela – o líder negro que lutou contra o apartheid na África do Sul. Aliás, Stengel teve a oportunidade de conviver com Mandela e a partir disso escrever o livro cujo título é o mesmo do nosso sucinto artigo. O livro tem por coluna vertebral uma citação de Mandela: “&lt;i&gt;Na África existe um conceito conhecido como ubuntu – o sentimento profundo de que somos humanos somente por intermédio da humanidade dos outros; se vamos realizar qualquer coisa neste mundo, ela será devida em igual medida ao trabalho e às realizações dos outros&lt;/i&gt;”(p. 9). Ubuntu – palavra tem origem no provérbio zulu – umuntu ngu muntu ngabantu – “&lt;i&gt;uma pessoa é uma pessoa por meio de outras pessoas&lt;/i&gt;”. Ora, essa perspectiva de que somos um com os outros é fundamental para a nossa vida social, principalmente numa sociedade marcada pelo individualismo. Depois de ter feito um poético prefácio, contando um pouco sobre a personalidade de Mandela cujo nome verdadeiro é &lt;b&gt;Rolihlahla&lt;/b&gt; (agitador de árvores), Stengel evidencia algumas lições de vida que são importantes para todas as pessoas. Vamos a elas:1.	&lt;b&gt;Coragem não é a ausência de medo&lt;/b&gt;. Podemos fingir que somos corajosos. Alguém tem que sempre parecer corajoso. “&lt;i&gt;No começo da década de 1980, não muito antes de Mandela ter sido transferido da Ilha Robben, um prisioneiro levou uma cópia das obras reunidas de Shakespeare para todos os prisioneiros políticos da ala C e pediu que marcassem suas passagens favoritas. Mandela não hesitou. Foi até Júlio César, ato 2, cena 2 e marcou o trecho: Covardes morrem muitas vezes antes de suas mortes. O bravo sente o gosto da morte uma única vez. De tudo que vi, o mais estranho é que os homens tenham medo, já que a morte, um fim necessário vem quando vem&lt;/i&gt;”. (p. 40 e 41).2.	&lt;b&gt;Seja ponderado&lt;/b&gt;. É preciso ficar calmo em situações turbulentas. Perca o controle e você perde a situação. Às vezes, ser calmo aproxima-se de ser sem graça, mas isso não parece incomodar Mandela. Ele sempre preferiu pecar por ser calmo e sem graça do que ser excitante e excitável (p. 55).3.	&lt;b&gt;Lidere na frente&lt;/b&gt;. Líderes devem não apenas liderar, mas ser vistos liderando – isso é parte do perfil do trabalho (p. 61). Tomar a dianteira/ fazer coisas que não necessariamente chamam a atenção. Não aceitar vantagens especiais e realizar a tarefa que todos executam. Depoimento de Mandela, últimas palavras que falou em público até finalmente ser solto da prisão em 1990. “&lt;i&gt;Durante a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer&lt;/i&gt;” (p. 63). Quando você lidera na frente, não pode deixar seus companheiros muito atrás. (p. 70). “&lt;i&gt;É absolutamente necessário, às vezes, o líder agir independentemente, sem consultar ninguém e apresentar o que fez à organização. Há casos dessa natureza, em que vou tomar uma decisão e confrontá-la com você, e a única questão que você tem de considerar é se o que fiz está no interesse do movimento. Quero dizer, se tivesse discutido a questão [das negociações] com meus companheiros antes de ter me reunido com o governo, eles teriam recusado. Não estaríamos tendo negociações hoje&lt;/i&gt;” (p. 72). Liderar na frente é uma grande responsabilidade. No âmbito dessas responsabilidades, é importante mudar de ideia quando as circunstâncias mudam. Isso é bom senso (p. 72).4.	&lt;b&gt;Lidere na retaguarda&lt;/b&gt;. A notoriedade precisa ser compartilhada e a liderança é simbólica (p. 77). É por intermédio da capacitação dos outros que partilhamos nossa própria liderança e nossas ideias. Mandela sabia que não há nada que faça outra pessoa gostar mais de você do que lhe pedir sua ajuda – quando você reconhece a opinião dos outros, aumenta a lealdade deles a você. O principal estilo de liderança não era se lançar à frente, mas ouvir e conseguir o consenso (p. 82). “&lt;i&gt;O modelo africano de liderança é mais bem expresso como ubuntu, a ideia de que as pessoas recebem o poder de outras pessoas, que nós nos tornamos melhores por meio da interação altruísta com os outros&lt;/i&gt;” (p. 83). Desde a infância, ele sabia que a liderança coletiva se baseava em dois pontos: a maior sabedoria do grupo comparada à individual e o maior investimento do grupo em qualquer resultado atingido por meio do consenso. Era uma vitória dupla (p. 85).  5.	&lt;b&gt;Represente o papel&lt;/b&gt;; As aparências importam e temos somente uma chance de causar a primeira impressão (p. 89). Para Mandela, a roupa é importante, ou seja, há uma importância simbólica na aparência (p. 92). Importante também refletir sobre as interpretações de suas ações pela mídia e leitores (p. 94). “&lt;i&gt;As aparências constituem a realidade&lt;/i&gt;” (p. 94) pois elas unem o símbolo e a essência (p. 94). Nessa linha de raciocínio, é preciso cultivar a ideia de que se é um homem de disciplina. Mandela tornou-se o que ele queria ser (p. 101).6.	&lt;b&gt;Tenha um princípio essencial&lt;/b&gt; – todo o resto é tática. Nelson Mandela é um homem de princípio – exatamente um: direitos iguais para todos, independentemente de raça, classe ou gênero. Quase todo o resto é tática (p. 105).“&lt;i&gt;Mandela é um completo pragmatista que estava disposto a chegar a um acordo, mudar, adaptar e refinar suas estratégias, desde que isso levasse á terra prometida&lt;/i&gt;” (p. 105).7.	&lt;b&gt;Veja o que há de bom nos outros&lt;/b&gt;; Embora muitos o consideravam portador de certa cegueira e até de certa ingenuidade, Mandela procurava ver o lado bom das pessoas, até que elas provassem o contrário. Isso era fundamental. “&lt;i&gt;Acredita nisso, julgando que o que há de bom nas outras pessoas melhora as chances de que revelarão o melhor de si&lt;/i&gt;” (p. 119). Assim, ele não estava disposto a ver somente o lado sombrio das pessoas. “&lt;i&gt;Julgam que considero demais o que há de bom nas pessoas. Então, é uma crítica que tenho de tolerar, e tentei me ajustar, porque, sendo assim ou não, é algo que julgo benéfico. É bom supor, agir com base no fato de que os outros são homens de integridade e honradez, se é dessa forma que você julga aqueles com os quais trabalha. Acredito nisso&lt;/i&gt;” (p. 130 e 131).8.	&lt;b&gt;Conheça o seu inimigo&lt;/b&gt;. Importa ir direto ao coração do inimigo e não se dirigir somente ao cérebro. O que move as pessoas são razões do coração e não da cabeça. Dirija-se ao coração deles. Aprenda a língua e a cultura e desenvolva a política em correlação ao esporte – o rúgbi para Mandela possuía essas duas dimensões. Um dos seus personagens preferidos em quadrinhos é Pogo que afirma em uma das suas estórias: “&lt;i&gt;Encontramos o inimigo e ele somos nós&lt;/i&gt;” (p. 148). Da mesma forma, no momento da sua vitória contra o inimigo, evidenciar uma postura: “O momento do seu maior triunfo é quando você deve ser o mais compassivo. Não os humilhe sob nenhuma circunstância. Deixe-os, na verdade, salvar as aparências. E então você terá transformado seu inimigo em seu amigo”. (p. 148).9.	&lt;b&gt;Mantenha seus rivais por perto&lt;/b&gt;. Nunca deixar de prestar atenção nos inimigos. É preciso mantê-los perto.10.	&lt;b&gt;Saiba quando dizer não&lt;/b&gt;. Em muitas circunstâncias, o “Não” se torna o princípio mais importante.11.	&lt;b&gt;É um jogo demorado&lt;/b&gt;. É preciso pensar a longo prazo. Nossa cultura, infelizmente, recompensa a velocidade. Não é a velocidade da decisão, mas a sua direção. Milagres, se existem, são feitos pelos homens. Não se pode contar com a sorte ou a intervenção divina. A pergunta ‘você é feliz’ é uma questão superficial e indiscreta. Tudo pode mudar no último capítulo.12.	&lt;b&gt;O amor faz diferença&lt;/b&gt;. Há um Romantismo pragmático na vivência de Mandela. Um dia pode ser tempo suficiente para toda a intensidade.13.	&lt;b&gt;Desistir também é liderar&lt;/b&gt;. O fundamental é estabelecer o caminho, não comandar o navio. “Quando você sai do palco não pode ficar enfiando a cabeça pela cortina”(201). Ceder significa passar para o lado vencedor. Assim, se vence também (203).14.	&lt;b&gt;Sempre ambos&lt;/b&gt;. Mandela aprecia a música: Song of my self, de Walt Whitman. Sua tradução: Eu me contradigo?Muito bem, então me contradigo. (sou enorme, contenho multidões). A consistência, por si só, é uma falsa virtude e que a inconsistência não é automaticamente uma falha. Por que não isso e aquilo? Por que uma coisa só? Ver todos os lados, falar com todos os lados e tentar reconciliar todos os lados, Mas nem sempre é possível deixar todo mundo feliz. Gradações cinzas não são fáceis de articular.15.	&lt;b&gt;Encontre sua própria horta&lt;/b&gt;. Finalmente, é preciso buscar um lugar onde se possa se perder para se encontrar.Ao final das apresentações centrais desse livro, somente expresso: Um pouquinho de boa auto-ajuda não faz mal a ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-2102637358037103858?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/2102637358037103858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=2102637358037103858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2102637358037103858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2102637358037103858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/09/os-caminhos-de-mandela-licoes-de-vida.html' title='Os caminhos de Mandela: lições de vida, amor e coragem'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PVGsIDQ-Nsw/Tmtt2SfSFgI/AAAAAAAAAMQ/HAqyuYhRz4o/s72-c/nelson-mandela-prof_682565c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-6023308986206958263</id><published>2011-09-01T09:18:00.000-07:00</published><updated>2011-09-01T09:18:36.548-07:00</updated><title type='text'>O Escândalo do Abuso Religioso</title><content type='html'>Concluí a leitura de &lt;i&gt;Feridos em nome de Deus&lt;/i&gt;, escrito pela jornalista &lt;i&gt;Marília de Camargo César&lt;/i&gt; e publicado pela editora &lt;i&gt;Mundo Cristão&lt;/i&gt;. Fiquei consternado com os depoimentos, testemunhos e narrativas que, por um lado, revelam seríssimas questões emocionais na vida de pessoas como nós, e por outro, denunciam os abusos religiosos cometidos por líderes em nome de Deus, que se apoiam em pincelados textos bíblicos. Cheguei à conclusão incipiente de que o abuso espiritual é um escândalo para a Igreja na atualidade.O que mais me impressionou na leitura foi o fato de que ela despertou na minha consciência, diversas outras narrativas que envolviam pessoas conhecidas, que passaram por situações similares.Excetuando-se as Igrejas que procuram aliar a ética à simplicidade do Evangelho com a vontade de cuidar das pessoas, independente de suas situações particulares, Marília denuncia os “&lt;i&gt;pastores com curriculum obscuros&lt;/i&gt;” que encantam o mundo chamado evangélico com imagens baratas (p. 16). Há, realmente, um abuso espiritual por parte de líderes que querem ou que almejam que seu poder – através das palavras ou de gestos grotescos – prevaleça sobre outrem. Os que não se curvam ou os que não se deixam levar pelos condicionamentos dos(as) “pastores(as)” recebem o rótulo de rebeldes. Além disso, o arcabouço do livro deixa claro que esses “&lt;i&gt;pastores&lt;/i&gt;” são também vítimas de abusos sofridos no passado, o que gera uma infindável corrente marcada por pessoas feridas, que continuam ferindo mais ainda.O problema secundário levantado pelo texto de Marília refere-se à evidência de líderes eclesiásticos que apoiados em versículos bíblicos tais como: 1 Samuel 15. 23: “&lt;i&gt;Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei&lt;/i&gt;”; Mateus 10.41: “&lt;i&gt;Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo&lt;/i&gt;”; 1 Coríntios 5: 13: “&lt;i&gt;Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo&lt;/i&gt;"; 2 Coríntios 9.6: “&lt;i&gt;E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará”, invocam sobre si mesmos uma autoridade sobrenatural&lt;/i&gt;". Assim, tudo o que falam ou fazem se torna “voz de Deus”. &lt;b&gt;Kirie Eleysson&lt;/b&gt;. Ora, estes líderes buscam a dominação dos fiéis pertencentes a uma comunidade mediante a interpretação fundamentalista da Bíblia. Então, esse problema tem a ver, justamente, com esse uso indiscriminado da Bíblia como instrumento de manipulação, frente às pessoas de boa índole que querem, tão somente, buscar a Deus e resolver seus problemas. Num ambiente de culto, marcado por ansiedades, medos, culpas, ressentimentos, saudades, enfim, desesperos por parte dos fiéis, o terreno se torna fértil para o abuso espiritual. Eis o terreno fértil para campanhas abusivas.Em minha concepção, torna-se preponderante achacar toda e qualquer forma de abuso religioso. Como fez Jesus, diante das tentações do maligno, é preponderante fugir da mística de um semideus. Diante dessas sucintas considerações, quero evidenciar alguns posicionamentos com a finalidade de fugirmos do risco do abuso espiritual ou religioso.&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FgX-38x6zds/Tl-wQLfPy2I/AAAAAAAAAMI/nEHe93P7NzI/s1600/abuso.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="225" width="227" src="http://1.bp.blogspot.com/-FgX-38x6zds/Tl-wQLfPy2I/AAAAAAAAAMI/nEHe93P7NzI/s320/abuso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em primeiro lugar, é preciso afirmar de forma contundente que o pastor ou a pastora nada mais é do que um ser humano com todas as fragilidades, incongruências, imperfeições, contradições e pecados. O pastor e a pastora não é um mediador de Deus, ele é, tão somente, um servo, um membro do Corpo que teve a oportunidade de estudar e se preparar com o intuito único de ajudar outros companheiros e companheiras na trajetória cristã.Em segundo lugar, como a própria Bíblia declara, todos os seres humanos têm acesso direto a Deus, sendo completamente desnecessários os intermediários. Só há um mediador entre Deus e os seres humanos: Jesus Cristo, o justo. 1 Timóteo 2.5.Em terceiro lugar, tudo o que ocorre em nossa vida decorre da manifestação da Graça de Deus. Essa dimensão da gratuidade é o que favorece a todos nós a percepção de que todos os acontecimentos que nos sobrevêm encontram a resposta final na perspectiva da Graça de Deus. Assim, situações complexas e distintas de alegria ou sofrimento, somente encontram sentido na percepção dessa Graça. Como nos atesta a Bíblia: “Pela Graça, sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus, não por obras para que ninguém se glorie”. Efésios 2.8-9.Em quarto lugar, a leitura e a interpretação da Bíblia não pode ser fundamentalista. A Bíblia precisa ser lida a partir da realidade cultural e do modus vivendis de cada pessoa. Ela não é um instrumento de tortura, mas uma bússola que indica o caminho.Em último lugar, nossa fé está em íntima conexão com o Senhor da vida. Dessa forma, antes de aplicarmos à nossa vida as palavras deste ou daquela líder, precisamos colocá-las diante de dois crivos: a. isso que ouvi está em sintonia com a Bíblia e com o Evangelho do Senhor da vida? b. essa palavra gera-me culpa e medo?Diante desses dois questionamentos, confrontamos os posicionamentos e nos salvaguardamos dos impropérios vociferados por aqueles que se auto-denominam homens ou mulheres de Deus.Enfim, convido todos(os) a dizerem &lt;b&gt;NÃO&lt;/b&gt; a toda e qualquer forma de abuso espiritual. É o mínimo que podemos fazer frente a este escândalo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-6023308986206958263?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/6023308986206958263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=6023308986206958263' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/6023308986206958263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/6023308986206958263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/09/o-escandalo-do-abuso-religioso.html' title='O Escândalo do Abuso Religioso'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FgX-38x6zds/Tl-wQLfPy2I/AAAAAAAAAMI/nEHe93P7NzI/s72-c/abuso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-6912958198698431809</id><published>2011-08-11T08:03:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T08:07:27.947-07:00</updated><title type='text'>Vela apagada na noite escura</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rwmzgU2nqiE/TkPusxDWLBI/AAAAAAAAAL4/ybvvcys8ja4/s1600/09_Vela_apagada.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="255" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-rwmzgU2nqiE/TkPusxDWLBI/AAAAAAAAAL4/ybvvcys8ja4/s400/09_Vela_apagada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tive a oportunidade de tatear no escuro. Confesso que o sentimento que me envolveu no momento de minha perdida busca foi dos mais complexos e terríveis. Não é fácil ficar sem a luz. Aliás, o mundo só existe por causa da luz. Sem luz, nada do que existe, é.&lt;br /&gt;Aconteceu tal situação de tateamento por causa de um descolamento de retina ocorrido em 2004. Nessa época, percebi nitidamente o drama de se desejar luz na escuridão.&lt;br /&gt;No campo da existência e das realizações, coisa igual ocorre, mas aqui, os monstros imaginários assustam. No escuro, tudo é labiríntico e o Minotauro aguarda, espreita, bufa com insano instinto. Não quero encontrá-lo. Não saberei como vencê-lo.&lt;br /&gt;Luzes e lanternas não servem, pois já não são encontradas, não existem e o vento insiste em diminuir, extenuar, apagar enfim, o sibilar da pequena chama no cabedal de uma vela.&lt;br /&gt;A vela se apaga.&lt;br /&gt;A ela continua apagada. Já foi usada em alguma crise passageira, e já não há fogo de esperança que a faça luzir novamente.&lt;br /&gt;Assim, continuo bravamente a tatear.&lt;br /&gt;Eu sei que em algum momento, a angústia que me atormenta passará. Se esmiuçara em fuligens que serão dispersadas pelo vento da imaginação. Somente a imaginação pode me fazer vislumbrar situações diferentes diante do meu caminho. As minhas "virtús" não bastam para a resolução da escuridão da minha trajetória. Preciso da "fortuna". Valei-me bom Maquiavel pois o que me resta é, tão somente, a vontade pela "fortuna", o acaso, o inusitado.&lt;br /&gt;E mesmo que a vela nunca mais se acenda, continuarei a confabular com minha imaginação. E ela já não me amedronta na escuridão. Mesmo me apresentando os monstros imaginários, insisto em vencê-los. Preciso superar-me. A vela continua apagada na noite escura, mas eu sei, em algum momento, o dia raiará. Assim espero, contra a esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-6912958198698431809?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/6912958198698431809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=6912958198698431809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/6912958198698431809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/6912958198698431809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/08/velas-apagadas-na-noite-escura.html' title='Vela apagada na noite escura'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rwmzgU2nqiE/TkPusxDWLBI/AAAAAAAAAL4/ybvvcys8ja4/s72-c/09_Vela_apagada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-2321374142035062643</id><published>2011-08-01T14:48:00.000-07:00</published><updated>2011-08-01T14:53:29.537-07:00</updated><title type='text'>É POSSÍVEL SANTIDADE SEM SANIDADE?</title><content type='html'>Todas as vezes que um vendedor me oferece um produto, eu o pergunto se ele já possui ou adquiriu o que vende. A resposta, invariavelmente, é: não! E aí eu questiono por que o vendedor de um determinado objeto não o possui. Parto da premissa de que as pessoas somente podem falar ou vender sobre o que realmente possuem ou acreditam.&lt;br /&gt;E nesse ponto, estabeleço uma crise considerável. É que somente consigo defender o que acredito piamente. Não dá pra defender ideias e ideais de estruturas que se tornam esquisitas, esquizofrênicas ou até, desconfiáveis. Acontece que, por uma razão óbvia, só dá pra defender causas que sejam, no mínimo, passíveis de uma pequena estrutura ética. Eu não quero ser um vendedor de coisas que não acredito, mas sim, responsável pelo que apresento, vivo ou prego. Nessa perspectiva, creio na santidade que é elemento indispensável para a crença que se exalta diante das circunstâncias contraditórias das estruturas.&lt;br /&gt;Assim, quando observo de perto a estrutura da igreja evangélica brasileira me perturbo, pois o que vejo são sinais de muita burocracia, traduzida pela metáfora da santidade e pouca sanidade. Aliás, não é tanto com a igreja evangélica que eu me perturbo, mas com as tolices que são feitas no meio dela. Eu sei que a igreja é sempre maior que as babaquices que lideres fazem em nome de Deus, por isso confesso estar abestalhado com as muitas maluquices feitas sem o mínimo de critério. E o pior é que, segundo os arautos da “&lt;i&gt;visão&lt;/i&gt;”, tudo lhes é permitido, pois estão sob a égide de que há uma permissão de Deus. Mas, que Deus? Não o Deus da Bíblia. Talvez, um outro, sei lá qual... E aí, se perpetuam as ilógicas dos semideuses que nada mais querem do que enriquecer com a fé alheia.&lt;br /&gt;Essa "santidade" (?) exigida aos fiéis de uma determinada comunidade é emburrecida, pois requer deles e delas a irresponsabilidade de responderem aos seus líderes com uma frase peculiar às brincadeiras pueris: “faremos tudo o que nosso mestre mandar”. E se não fazem o que o mestre quer, acabam sendo rotulados de rebeldes e posteriormente, de feiticeiros. Fazem, assim, os fundamentalistas que lêem passagens bíblicas sem contextualização e se apegam à literalidade. Ademais, a santidade exigida não requer graça. É a salvação pelas obras. Tem que jejuar. Tem que orar. Tem que participar dos cultos. Tem que dizimar. Tem que participar das campanhas. Tem que... Em outras palavras, salvação pelas ações, pelas obras. Mas onde fica a graça? Para os acirrados defensores da “&lt;i&gt;visão&lt;/i&gt;”, salvação pela graça é um mero e esquecido discurso teológico, ilógico.&lt;br /&gt;A "santidade" (?) exigida pelos arautos da visão é marcada, ainda, por uma lógica empresarial. O líder eclesiástico – recuso-me usar aqui a palavra pastor – para se evidenciar, precisa ser um cara bem vestido, que dirija um carrão, durma em hotéis estrelados, tenha visibilidade midiática e ame o poder a ponto de se candidatar a político de sua cidade, e só. Doravante, precisam se contentar com a mediocridade, pois não lhes sobra competência maquiavélica para ascender ao poder supremo de uma nação. Friso aqui que competência maquiavélica é uma das principais qualidades para os que se amealham ao poder.&lt;br /&gt;Entretanto, eu não quero nenhuma santidade sem sanidade. Desejo de todo coração uma santidade com sanidade. E pra que fique claro o sentido do que quero abordar, torna-se fundamental dar o significado do termo sanidade: 1. Qualidade de são. 2. Saúde; normalidade física ou psíquica. 3. Higiene, salubridade. 4. O estado higiênico de um lugar, a salubridade de uma terra.&lt;br /&gt;Como se pode perceber, não dá pra conceber santidade sem sanidade. É que a santidade precisa de um recurso equilibrado para melhor se qualificar dentro da experiência espiritual humana. Embora a sanidade seja passível de muitas críticas, pois o mundo é “louco” e experienciado pelos “loucos”, ela se torna um referencial importante para o critério de plausibilidade. Ora, sanidade não tem a ver somente com saúde mental, mas com a admissão de uma sensibilidade que permite estabelecer limites aos todos complexos da vida. A igreja evangélica fala dos loucos por Jesus, mas o evangelho não aborda essa temática. Ele fala que “&lt;i&gt;a loucura de Deus é mais sabia que a sabedoria humana&lt;/i&gt;” (1 Coríntios 1.25) ou que “&lt;i&gt;Deus usa as coisas loucas pra envergonhar as sábias&lt;/i&gt;” (1 Coríntios 1.27). Não que a loucura seja uma coisa boa, ela é insana. O que os referidos textos revelam é o fato de que as manifestações de Deus, consideradas loucas por muitos, são sinais profundos de sabedoria, para além dos saberes deste mundo.&lt;br /&gt;Então, diante da pergunta proposta inicialmente, afirmo com convicção que é impossível uma santidade sem sanidade. Não podemos, em nome de uma pretensa atmosfera espiritual, assumir uma postura desconectada da realidade ou da cultura na qual estamos inseridos. Minha argumentação segue a linha daquilo que o teólogo &lt;b&gt;Karl Barth&lt;/b&gt; recordou aos jovens alunos em 1963: “&lt;i&gt;Pegue sua Bíblia e pegue seu jornal. Leia os dois, mas interprete os jornais a partir da Bíblia&lt;/i&gt;”. E ainda, aos mesmos alunos, no mesmo dia, ele disse: “&lt;i&gt;Eu sempre oro pelos doentes, pelos pobres, pelos jornalistas, pelas autoridades do Estado e pela igreja – nesta ordem&lt;/i&gt;”. (Revista Time, 31/05/63). Nessas palavras de Barth, encontram-se fundamentos importantíssimos para a nossa proposta de santidade com sanidade. O fato de participarmos de um culto com alto nível de espiritualidade sem uma conexão com a realidade cultural ou das vivências sociais caracteriza-se como uma patologia. É preciso negá-la, enfim.&lt;br /&gt;Sou um defensor da santidade, mas não me venham com chorumelas, coisas insignificantes. Quero é a profundidade de uma vida espiritual conectada à realidade social e à vida das pessoas. Santidade sim, com sanidade. Por isso, sou a favor de uma santidade subversiva. Mas esta é outra conversa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-2321374142035062643?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/2321374142035062643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=2321374142035062643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2321374142035062643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2321374142035062643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/08/e-possivel-santidade-sem-sanidade.html' title='É POSSÍVEL SANTIDADE SEM SANIDADE?'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-3622725088818430582</id><published>2011-07-11T21:17:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T14:44:57.406-07:00</updated><title type='text'>Quem avisa amigo é!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-i6E1qUuiYus/ThvKvKWoIwI/AAAAAAAAALw/Iez61CDSdck/s1600/Quem-avisa-amigo-e.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="235" src="http://2.bp.blogspot.com/-i6E1qUuiYus/ThvKvKWoIwI/AAAAAAAAALw/Iez61CDSdck/s400/Quem-avisa-amigo-e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto a vocês, mas eu estou intuindo um tempo muito complexo para a instituição metodista nos próximos anos. E falo de instituição no seu sentido lato, abrangente.&lt;br /&gt;Analisando as propostas que estão sendo discutidas neste concílio geral da igreja metodista, ficam evidentes tais intuições, pois tudo indica um fechamento de ideias ainda maior.&lt;br /&gt;Como já deu pra perceber, estou tentando fazer uma distinção entre igreja e instituição, embora saiba que essa distinção consiste-se em uma aporia. Resolvi insistir nisso e propor alguns avisos. Vivemos uma sociedade marcada por avisos. Somos avisados todo o tempo, o tempo todo. Comerciais nos avisam, painéis nos avisam, panfletos nos avisam, pessoas nos avisam. Somos cercados, inevitavelmente, por avisos.&lt;br /&gt;Por isso, considerando-me um amigo da igreja, resolvi avisar. Meus avisos não são despretensiosos, senão honestos e marcados por um estrito senso de responsabilidade. Acontece que, por uma razão óbvia, se sei que alguma coisa não está caminhando bem, então tenho a obrigação de avisar. Afinal de contas, &lt;b&gt;quem avisa amigo é&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Primeiro Aviso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;As primeiras decisões deste concílio geral favorecerão ainda mais o clericalismo nas esferas da igreja. Infelizmente, e para desespero do corpo leigo (&lt;i&gt;embora não gosto muito dessa terminologia&lt;/i&gt;), este conclave vai dar mais amplitude aos pastores e às pastoras. Acontece que por causa de um desespero velado, as estruturas de poder da igreja precisam, inevitavelmente, de uma reação ante aos distúrbios que estão gerando a ausência de crescimento da igreja. Setores de poder da igreja acreditam que somente por intermédio do crescimento numérico, permeado pela visão do pastor ou da pastora, as coisas poderão ter uma perspectiva diferenciada. Que venham os famigerados “encontros com Deus” e suas “benesses”, bem como a lógica: "se não concordar, sai fora"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segundo Aviso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ocorrerá um maior distanciamento da dimensão da missão. Quando se diz que tudo é missão, nada é. Assim, este concílio geral vai brincar de pensar e refletir missão, como os anteriores. Acontece que a igreja metodista nunca encarou e nunca pensou o que realmente é a missão. Ora, é claro que missão é uma palavra incrementada para se falar e se fazer o básico, ou seja, “&lt;i&gt;amar a Deus e ao próximo como a si mesmo&lt;/i&gt;”. Inventaram essa palavra para se falar do básico, mas, infelizmente, o básico sequer é feito. Missão hoje, na igreja metodista, está maquiada de múltiplas coisas, menos do essencial que é encontrar as pessoas nas suas angústias e contradições e apresentá-las a Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Terceiro Aviso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Será reafirmada de forma mais enfática a dimensão não-ecumênica da igreja. E isso será reafirmado porque a igreja nunca refletiu detidamente sobre a questão ecumênica. Aliás, a igreja nunca estudou a história do ecumenismo. Ora, ecumenismo é coisa de protestante. A igreja católica, excetuando-se alguns setores mais progressistas, não é ecumênica coisa alguma. Prova disso é a Dominus Iesus publicada pelo santo ofício. Mas nós, protestantes, temos na veia esse sangue ecumênico. Aliás, somos ecumênicos porque a vida é ecumênica. Se estamos doentes e vamos ser atendidos por um médico, não perguntamos a ele sobre sua religião ou fundamentos de fé. Queremos sim é a resolução de nosso problema. Que se dane a proposta religiosa. A vida é sempre maior, muito maior que opções religiosas. Confirmei isso ao conversar muitas vezes com missionários que trabalharam em missões no exterior. Estes sempre me disseram que no &lt;i&gt;front&lt;/i&gt;, questões confessionais ou religiosas ficam apequenadas. Esse é o ecumenismo que creio. Mas o atual concílio geral vai manter sua postura de segregação religiosa. O outro vai continuar sendo o demônio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quarto Aviso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;As instituições de ensino da Rede Metodista de Educação serão vendidas. Ora, é sabido que há tempos, as nossas instituições estão passando por momentos difíceis. Essa situação tem várias facetas. Elas vão desde o abuso da instituição eclesial em relação ao “repasse” de verbas para a “missão” da igreja até a disputa acirrada no mercado da educação. Então, poucas pessoas, as mais lúcidas, se lembrarão da proposta inicial da igreja que era a de “salvar e educar”. Ora, as nossas instituições surgiram em terras brasileiras com um propósito especial de formar uma geração de líderes para a nação segundo os princípios bíblicos. Entretanto, educação agora é um apêndice maldito que precisa ser excluído ou um câncer que precisa urgentemente de um tratamento quimeoterápico. É, a coisa vai ficar feia para as instituições. Mas que ninguém se engane, com a venda das instituições capítulos outros serão escritos e movimentos outros surgirão, infelizmente, para a cisão da igreja metodista. &lt;i&gt;Kirie eleisson&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quinto Aviso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O colégio episcopal terá mais poder para dirimir sobre a vida dos clérigos da igreja, principalmente no que se refere àqueles que discordarem do sistema. Que seja assim, pois, pelo menos, haverá mais transparência por parte do colégio em relação ao sistema que dirigem e, principalmente, posturas mais coerentes sobre o que realmente pensa o colégio. Pelo menos, não serão ironizados aqueles que se apresentam críticos do sistema. É triste saber que membros de um colégio que se responsabiliza pela unidade da igreja riem e caçoam de grupos que tecem críticas ao sistema. Que o tal poder seja dado ao colégio, o parafuso espane e “&lt;i&gt;salve-se quem puder&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu gostaria realmente que todas essas minhas colocações fossem somente uma variação tresloucada de um peregrino espiritual, mas não são, infelizmente. No repartir dos despojos, sobrará pouca coisa. Triste fim para uma igreja que, por seus ideais, sempre pareceu bem maior do que sempre foi.&lt;br /&gt;Pelo menos, sobra-nos ainda as palavras vivas de João Wesley quando deixou evidente que seu medo não era de que o movimento metodista deixasse de existir, mas sim que ele se tornasse um movimento sem efeito para a sociedade, uma religião fria.&lt;br /&gt;Se acabar, que pelo menos acabe com dignidade. Detestaria a ideia de morrer institucionalmente num movimento fracassado pelas suas frustrações bestiais. Podemos perder tudo, menos a nossa característica de ser um exemplo para as pessoas e para a sociedade.&lt;br /&gt;Deus tenha misericórdia da igreja metodista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-3622725088818430582?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/3622725088818430582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=3622725088818430582' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3622725088818430582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3622725088818430582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/07/quem-avisa-amigo-e.html' title='Quem avisa amigo é!'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-i6E1qUuiYus/ThvKvKWoIwI/AAAAAAAAALw/Iez61CDSdck/s72-c/Quem-avisa-amigo-e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-2484202967140139067</id><published>2011-07-10T19:44:00.000-07:00</published><updated>2011-07-10T19:44:35.919-07:00</updated><title type='text'>Eu sonho! Quer sonhar comigo?</title><content type='html'>Sonhar é efêmero. Mas eu sou teimoso e mesmo diante de todos os sinais que aludem ao passageiro, eu continuo insistindo em sonhar. A bem da verdade, não forço os sonhos. Eles acontecem naturalmente enquanto olho pra frente com olhar fixo no horizonte. É que sempre acredito que para além dos montes, coisas podem acontecer.&lt;br /&gt;O profeta Joel vaticinou: “Vossos filhos e filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos e vossos jovens terão visões”. Jl 2. 28. Sabe como é, completados 40 anos, começo a sonhar. &lt;br /&gt;Assim, sonhos acontecem em minha mente e em meu coração. E, particularmente, sonho muito, sonho sozinho. Mas o poeta disse que sonho que se sonha só é apenas um sonho que se sonha só. O bom mesmo é sonhar junto. Para o mesmo poeta, sonhar com o outro é realizar. Eu gosto dessa ideia. Gosto também de pensar no fato de que a conjugação dos nossos sonhos pode favorecer a construção de um ideal.&lt;br /&gt;Por encarar a vida como um grande desafio, às vezes eu fico meio sem opção, principalmente porque a vida, invariavelmente, me prega peças e me constrange a sentimentos paradoxais. Nesses momentos marcados por certa complexidade, não tenho opções, a não ser lançar meu olhar para frente e sonhar. É, como disse, o que me sobra.&lt;br /&gt;Mas com o que sonho? Ora, sonho com realidades, simplesmente. E as realidades ocorrem quando pessoas sonhadoras como eu começam a sonhar também.&lt;br /&gt;Sonho com gente se dedicando às pessoas empobrecidas.&lt;br /&gt;Sonho com gente radicalizando posturas contra o consumismo.&lt;br /&gt;Sonho com gente convivendo em uma igreja tão somente por amor a Deus.&lt;br /&gt;Sonho com gente sinalizando o Reino de Deus em todas as esferas da sociedade.&lt;br /&gt;Sonho com gente harmonizando suas relações interpessoais mediante o diálogo.&lt;br /&gt;Sonho com gente criticando menos e agindo mais.&lt;br /&gt;Sonho com gente criando respostas e soluções ao invés de problemas.&lt;br /&gt;Sonho com gente acreditando que é possível efetivar um mundo mais humanizado.&lt;br /&gt;Sonho com gente abraçando gente.&lt;br /&gt;Sonho com gente que tenha atitudes de fé.&lt;br /&gt;Sonho com gente que viva a vida na dimensão da Graça de Deus.&lt;br /&gt;Sonho com gente que proteste pela justiça em todos os níveis.&lt;br /&gt;Sonho com gente que trabalhe na igreja sem esperar coisa alguma em troca.&lt;br /&gt;Sonho com gente que partilhe o amor em atos concretos.&lt;br /&gt;Sonho com gente que acredita, mesmo que a figueira esteja estéril.&lt;br /&gt;Sonho com gente que não precisa de coisa alguma para ser fiel.&lt;br /&gt;Sonho com gente que crê, mesmo sem ver.&lt;br /&gt;Sonho com gente que seja sincera, sem cera, coerente com palavras e gestos.&lt;br /&gt;Sonho com gente alegre e viva, sentada em uma mesa farta, celebrando a presença do autor da vida.&lt;br /&gt;Sonho, enfim, com gente como você, se disponibilizando para fazer diferença, servindo ao Senhor com liberdade e ajudando outros a conhecerem o amor revelado em Jesus.&lt;br /&gt;Quem sabe você não deseje sonhar comigo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-2484202967140139067?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/2484202967140139067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=2484202967140139067' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2484202967140139067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2484202967140139067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/07/eu-sonho-quer-sonhar-comigo.html' title='Eu sonho! Quer sonhar comigo?'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-3008837305795130830</id><published>2011-06-30T09:31:00.000-07:00</published><updated>2011-06-30T09:32:34.571-07:00</updated><title type='text'>Se excluírem meus(minhas) irmãos(ãs), terão que me excluir também!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YpQYVyg7vnU/TgyktCs49lI/AAAAAAAAALo/i1oZVhJZtUM/s1600/EXCLUS%257E1.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="292" src="http://3.bp.blogspot.com/-YpQYVyg7vnU/TgyktCs49lI/AAAAAAAAALo/i1oZVhJZtUM/s400/EXCLUS%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Desde que assumi o desafio de acompanhar os irmãos e irmãs de Belém do Pará tive a impressão de estar numa empreitada evangélica cuja tônica seria, tão somente, a da evidenciação dos valores que acredito e prego. Ao contrário do que muitos colegas disseram, não entrei nessa sem saber o que realmente estava acontecendo. Eu entrei, sabendo de fato, sobre cada minúcia. Um mote me perseguiu naquele momento de decisão: “&lt;i&gt;tua luta é minha luta; teu problema é o meu problema; tua vitória é minha vitória; tua derrota é a minha derrota&lt;/i&gt;”. É claro que gostaria de ficar com as três dimensões anteriores. Entretanto, quero afirmar que a derrota ou exclusão de membros da igreja metodista de Belém se desenha estranhamente. Entretanto, expresso com veemência tácita: &lt;b&gt;se excluírem meus irmãos e minhas irmãs, terão que me excluir também&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Ora, é muito fácil acusar os membros de uma igreja de rebeldes. É muito fácil provocar o abuso espiritual sobre gente que faz parte da nossa recente história metodista em terras brasileiras. Digo que isso tem um nome: covardia!&lt;br /&gt;Li em blogs e ouvi muitos comentários absurdos de gente que não se conscientizou do que é e do que faz. Fiquei enojado com o grau de maniqueísmo presente em pessoas que existem tão somente para amarem a Deus e ao próximo como a si. O que li e ouvi foram distúrbios mesquinhos marcados pela lógica do exclusivismo religioso, típico de uma arena romana. Realmente, a estrutura da igreja metodista está mais próxima do papismo do que da reforma protestante.&lt;br /&gt;Se por um acaso, um lampejo de sensatez chamar alguns à ordem, descobrir-se-á que toda e qualquer hierarquia foi destruída pela certeza de que Deus está em todos os lugares, pois que é vento que sopra onde quer, não só na igreja metodista ou nas chamadas evangélicas, mas onde deseja. Se Deus quer atuar aqui ou acolá, o problema é d´Ele, não nosso. E sabemos bem que Deus está agindo no mundo sem a nossa pretensa santidade.&lt;br /&gt;Eu mesmo tenho visto Deus agir de formas inusitadas. E sempre foi assim. Pedro teve que comer coisas que ele não queria porque Deus purificou. Mas muitos santos atuais não querem, sequer, considerar a visão. Mesmo que Deus diga que a coisa é boa, eles a rejeitarão usando, inclusive, o nome daquele que foi acusado de maioral dos demônios.&lt;br /&gt;É triste perceber pastores se manifestando de forma agressiva e boçal sem o mínimo de critério e sem conhecimento de causa. Mas eu sei que a verdade vem à tona, cedo ou tarde. Ela vem. Sim, vem. Espero que venha...&lt;br /&gt;Assim, absorto em um turbilhão de comentários maliciosos, clamo aulicamente por justiça. O sofrimento pode ser até aceito e assimilado, mas o sofrimento provocado por líderes religiosos tem que ser extirpado urgentemente. Por isso, o sofrimento dos meus irmãos e das minhas irmãs de Belém do Pará, tanto para a comunidade Nova Aurora ou para os que comungam na central, provocado por pessoas que existem para abençoar, somente abençoar, não pode ser por mim aceito. Persigo aqui uma lógica existente na cultura mineira: “&lt;i&gt;Se mexer com a minha família, mexe comigo&lt;/i&gt;”. Mexendo com eles, mexem comigo. Se eles(as) forem excluídos(as), que me excluam também. A mesma coragem que líderes possuem para decidir a vida dos leigos precisa ser demonstrada a pastores, na mesma moeda, na mesma medida.&lt;br /&gt;Diriam os práticos, diante dessa minha argumentação: “&lt;i&gt;se não está satisfeito, cai fora&lt;/i&gt;”. Com prazer o faria se não existissem tantas boas pessoas metodistas nesse Brasil de meu Deus. Não fico por causa de questão subsidiária, tampouco por segurança econômica. Por graça de Deus não sou como alguns que dependem da igreja para sobreviver. &lt;b&gt;Eu sei de muitos que estão representando papéis para permanecerem em suas posições, mas o coração está muito longe daquilo que dizem ou pregam&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;O que acontece com estes(as) quando colocam a cabeça no travesseiro? Duvido que haja sossego a não ser que a vida pastoral se configure no campo da indiferença.&lt;br /&gt;Não quero criar contendas, mas não vou abrir mão de pensar diferente. Podem me chamar de rebelde, de feiticeiro, de aproveitador, de fazer politicagem, mas não me acusarão de duas caras. Pelo menos, falo o que penso e me exponho, doa a quem doer. Vou expor meus pontos de vistas e dou direito a todos(as) exporem os seus. Só não vitimem as pessoas em nome de uma pretensa santidade maniqueísta e exclusivista. Acho que o pastorado deve ser sempre o &lt;b&gt;símbolo da unidade entre as contradições&lt;/b&gt;. Ter uma postura e uma convicção é fundamental para a nossa ética de convicção, mas não podemos abandonar a nossa ética de responsabilidade para com os outros.&lt;br /&gt;Enfim, em todo esse processo somente me importei com algumas pessoas e aprendi a amá-las. Poderiam ser pessoas de qualquer outro lugar. Belém é uma terra esquecida pela igreja metodista. O que existe lá é muito pouco. Aliás, um diálogo amigável e respeitoso entre as partes poderia resolver o problema. Isso é muito possível desde que as pessoas não sejam obrigadas a concordar com todas as coisas, afinal de contas, a liberdade é um valor incomensurável para a vida cristã.&lt;br /&gt;Que fique evidente o fato de que a mesma coragem para exclusão de membros leigos seja também praticada aos membros clérigos. Acho que isso é, no mínimo, agir com integridade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-3008837305795130830?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/3008837305795130830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=3008837305795130830' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3008837305795130830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3008837305795130830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/06/se-excluirem-meusminhas-irmaosas-terao.html' title='Se excluírem meus(minhas) irmãos(ãs), terão que me excluir também!'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YpQYVyg7vnU/TgyktCs49lI/AAAAAAAAALo/i1oZVhJZtUM/s72-c/EXCLUS%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-7474171311039110408</id><published>2011-06-17T06:42:00.000-07:00</published><updated>2011-06-17T06:45:18.337-07:00</updated><title type='text'>É hora de Desistir!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GtMNhzSl2qE/TftZwHpP6HI/AAAAAAAAALg/WPFap3olFjM/s1600/dessiit.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="204" width="205" src="http://1.bp.blogspot.com/-GtMNhzSl2qE/TftZwHpP6HI/AAAAAAAAALg/WPFap3olFjM/s400/dessiit.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando nos cansamos, a alternativa é uma: desistir. Assim, quero nesse singelo texto fazer a minha lista de desistência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Desisto de querer controlar tudo em minha vida para confiar bem mais na graça maravilhosa de Deus;&lt;br /&gt;2. Desisto de viver a vida na linha da mediocridade para ser mais ativo nos relacionamentos e na influência de pessoas;&lt;br /&gt;3. Desisto de achar que tudo conspira contra a minha vida e que as pessoas estão sempre falando de mim;&lt;br /&gt;4. Desisto de viver uma vida cristã sem compromisso com a realidade social;&lt;br /&gt;5. Desisto de achar que a minha pretensa vida santa é o que as pessoas precisam para serem melhores;&lt;br /&gt;6. Desisto de querer uma igreja que seja do meu jeito para assumir o fato de que eu sou e faço a igreja;&lt;br /&gt;7. Desisto de pensar que o problema da igreja é por causa daquele que não vem ou não se interessa por ela. O problema da igreja sou eu;&lt;br /&gt;8. Desisto de ser mero expectador da obra de Deus para me lançar como autêntico ceifeiro na seara;&lt;br /&gt;9. Desisto de achar que as músicas evangélicas são os fundamentos da minha fé. Elas me motivam, mas não são mais que motivações;&lt;br /&gt;10. Desisto de perceber a igreja como uma empresa para vê-la, tão somente, como um organismo vivo formado por pessoas contraditórias como eu;&lt;br /&gt;11. Desisto de viver uma vida espiritual fria e sem vigor para abraçar a experiência de um coração aquecido e de uma mente esclarecida;&lt;br /&gt;12. Desisto de jogar a culpa no outro, pois a ausência de êxito de dá pela minha falta de dedicação;&lt;br /&gt;13. Desisto de cargos, posições e status, pois o mais importante é o serviço na dimensão do Reino, não importa onde;&lt;br /&gt;14. Desisto de orar somente pedindo para orar agradecendo;&lt;br /&gt;15. Desisto de orar pedindo o amor para vivê-lo radicalmente no cotidiano;&lt;br /&gt;16. Desisto de ser um membro da igreja para ser autêntico cristão no mundo;&lt;br /&gt;17. Desisto de ver os milagres de Deus para crer no Deus que opera em nós tanto o querer como o efetuar;&lt;br /&gt;18. Desisto de ir à igreja por obrigação para ir com alegria;&lt;br /&gt;19. Desisto de criticar as pessoas para estabelecer uma autocrítica;&lt;br /&gt;20. Desisto de abraçar meu ego para ser mais solícito e altruísta;&lt;br /&gt;21. Desisto, enfim, de desistir, pois quero continuamente renascer para a esperança. Cristo me ajudando, me motivando, me agraciando. Assim seja para com todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moisés Coppe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-7474171311039110408?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/7474171311039110408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=7474171311039110408' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7474171311039110408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7474171311039110408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/06/e-hora-de-desistir.html' title='É hora de Desistir!'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GtMNhzSl2qE/TftZwHpP6HI/AAAAAAAAALg/WPFap3olFjM/s72-c/dessiit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4120345446803641987</id><published>2011-06-10T06:54:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T07:01:48.274-07:00</updated><title type='text'>Não vamos deixar pessoa alguma para trás</title><content type='html'>Por mais que todos nós lutemos contra a estrutura de pensamento maniqueísta – que divide o mundo entre o bem e o mal –, sempre nos debatemos no cotidiano com essa tônica em nossas discussões e falácias. Invariavelmente, buscamos separar ovelhas de bodes e assim, quem sabe, estabelecermos diferenças em relação a si e ao outro.&lt;br /&gt;Entretanto, agir dessa forma somente provoca mais cisões e separações. De alguma forma, precisamos compreender que não há uma luta entre bem e mal, mas sim, uma luta entre princípios, pois como bem sabemos, nós pensamos diferente em relação a quase todos os temas inerentes à vida. E é bom que seja assim.&lt;br /&gt;Numa modernidade como a nossa, quem sabe líquida, para usar aqui a expressão de Zygmunt Bauman, fechamentos de ideias não cabem. Embora seja evidente o fato de que muitas comunidades procuram determinar zelosamente seus limites, compreendo que o campo das &lt;i&gt;ágoras&lt;/i&gt; continua a ser o terreno fértil onde as possibilidades mais criativas podem surgir. E elas surgem dos relacionamentos e da boa resolução destes. Por isso, acho que o melhor caminho é sempre a harmonização dos sentimentos, quando possível, é claro.&lt;br /&gt;Ora, todos somos sínteses de contradições. Pessoa alguma pode ab-rogar o direito de ser pura ou isenta de paradoxos. Pessoa assim não existe e todos nós sabemos disso. Então, como sínteses de contradições, pendulamos entre as paixões e as razões e, muitas vezes, nos perdemos em ambas. Por isso, não concordo com as argumentações que polarizam as pessoas, sendo que sempre é mais sensato polarizar as ideias. Digo isso porque recentemente passei por uma situação de julgamento das minhas ideias e posturas. Claro que as ideias e posturas tinham a ver com pessoas. Entretanto, em algum momento as paixões falaram mais alto e as pessoas passaram a se ferir com palavras e com comportamentos. Eu, particularmente, quero afirmar meu compromisso com as pessoas e confirmar que na situação em que todos nós estamos envolvidos não há vencedores. Todos nós perdemos, infelizmente. Quero afirmar que em todo tempo em que estivemos atentos à nossa questão de apoio aos belenenses metodistas sempre entendi que era uma luta dos irmãos e das irmãs confessantes. Não era eu sozinho, mas todos nós que amamos essa igreja. Portanto, em nenhum momento me vi como solução ou salvador da pátria. Quem sou eu pra ambicionar isso? Um mero pastor que gosta de sê-lo. Eu, mesmo depois do veredito da comissão de disciplina, estou bem, somente preocupado com os rumos das minhas irmãs e dos meus irmãos da igreja metodista em Belém.&lt;br /&gt;Agora, não é hora de nos engalfinharmos e nos debatermos em sentimentos difusos. Vamos aquietar o coração e continuar a nossa luta contra as hostes das ideias equivocadas, sem perder a ternura pelos outros. Nessa perspectiva, não lanço nenhum tipo de crítica aos colegas pastores que participaram da comissão de disciplina. Sinceramente, são meus amigos que, em outros momentos, me pastorearam. Entretanto, neste momento, foram passageiros em um processo que não criaram, mas precisavam salvaguardar de alguma forma. Tiveram razões para isso. Como pastor, eu sei que eles estavam aplicando a disciplina a eles também. Aprendi isso com um autor norte-americano chamado Eugene Peterson. Ele sempre disse que quando um pastor cai, todos caem com ele. Quando um pastor peca, todos pecam com ele. Quando um pastor é disciplinado, todos o são com ele, e assim por diante. Acho que ele tem razão. &lt;br /&gt;Nas letras do Hino 293 – Grande Amor:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ó Senhor, não te separes do rebanho terrenal,&lt;br /&gt;Une a igreja estreitamente, dá-lhe vida fraternal;&lt;br /&gt;Abençoa todo crente, ilumina-lhe o andar,&lt;br /&gt;E que todos se comprazam em teu nome proclamar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda acredito que é por intermédio do amor responsável que todos nós poderemos fazer diferença em nossa vida e em nossa igreja, o Senhor nos ajudando.&lt;br /&gt;Assim, pensando em todo esse processo, acho que agora é hora de nos recolhermos à caverna com o intuito de nos sararmos ou de sararmos uns aos outros. Essa é hora de aliviarmos as tensões e estendermos os nossos braços em direção ao outro, mesmo o outro que pensa opostamente diferente. Não é essa a nossa causa?&lt;br /&gt;Continuaremos a lutar pelo que acreditamos, mas não vamos deixar pessoa alguma para trás.&lt;br /&gt;Abraços fraternos a todos.&lt;br /&gt;Moisés Abdon Coppe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4120345446803641987?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4120345446803641987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4120345446803641987' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4120345446803641987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4120345446803641987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/06/nao-vamos-deixar-pessoa-alguma-para.html' title='Não vamos deixar pessoa alguma para trás'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4560414179266952785</id><published>2011-05-14T19:46:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T19:46:19.382-07:00</updated><title type='text'>Considerações aos Metodistas Brasileiros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hBw35W6CcC0/Tc8-ZTd3osI/AAAAAAAAALM/z2ahHdiMLB0/s1600/brasil.bmp" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="84" width="80" src="http://2.bp.blogspot.com/-hBw35W6CcC0/Tc8-ZTd3osI/AAAAAAAAALM/z2ahHdiMLB0/s400/brasil.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Juiz de Fora, Páscoa de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos metodistas brasileiros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando com Deus.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Gamaliel – Atos 5. 38-39&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Essa circunstância, portanto, não é uma desculpa adequada para não reconhecer a obra de Deus; especialmente se consideramos que sempre aprouve a Deus realizar alguma grande obra sobre a terra, quando mesmo nos tempos mais remotos, ele saiu relativamente do modo comum; seja para excitar a atenção de um grande número de pessoas que, de outra forma, poderiam não nota-lo, seja para separar o orgulhoso e soberbo de coração daqueles de espírito humilde e singelo; os primeiros, conforme ele previu, confiando em sua própria sabedoria, tropeçariam naquela pedra e se quebrariam; ao passo que os últimos, inquirindo com sinceridade, logo reconheceriam que a obra era de Deus.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;João Wesley &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados irmãos e irmãs,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de 18 anos de dedicação exclusiva à Igreja Metodista, passando pela primeira e segunda designação junto às Igrejas Metodistas de Conselheiro Lafaiete – MG e Vila Galvão - SP, tendo por primeira nomeação a Igreja Metodista de Vila Planalto – SBC, seguindo-se as nomeações para as Igrejas Metodistas em Goiabeiras – ES, Central em Belo Horizonte, Benfica em Juiz de Fora, Pastoral do Instituto Metodista Granbery, Jardinópolis, e atualmente Bela Aurora, todas essas seis últimas ligadas à IV Região, sendo extremamente grato a Deus pela oportunidade de servi-lo na dimensão do Reino nestas distintas comunidades de fé, sob a orientação do Espírito Santo, sempre colocando à disposição meus dons e talentos para a equiparação do corpo de Cristo, me apresento aos metodistas brasileiros, na condição de membro da Igreja Metodista, para tecer algumas considerações sobre a dinâmica de acolhimento de irmãos e irmãs metodistas da cidade de Belém do Pará, região Norte do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que a situação que envolveu esse acolhimento é inusitada e, talvez, tenha ocasionado alguns constrangimentos para muitas pessoas, mas, por uma razão óbvia, aprendi desde cedo, os caminhos inerentes à mística do ministério pastoral e fui ensinado pelos meus pastores o significado do apoio e acolhimento ao diferente, mesmo o muito diferente. A máxima “Pensar e deixar pensar”, tão fundamental para a dinâmica de uma Igreja conciliar, ou que se pretende conciliar, máxima esta exorcizada por muitos na atualidade, sempre serviu, pelo menos na concepção de muitos metodistas, como um paradigma para a fundamentação relacional, tão cara aos princípios mais basilares do Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi, também, a compreender as pessoas a partir de seus pontos de vistas. Como lembra-nos Leonardo Boff: “Todo ponto de vista é apenas a vista de um ponto”. (A águia e a galinha. Petrópolis: Vozes, 2008). Nessa lógica, sempre parti da premissa que acordos e conciliações são possíveis, mesmo sabendo que essas possibilidades perpassam os caminhos ásperos e sedimentados da discussão. Os beócios preferem o caminho da ditadura e da determinação, muitas vezes traduzida pela metáfora da “visão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi, por fim, a respeitar os meus líderes, mesmo quando não concordava com eles. Sofri, muitas vezes, fazendo coisas que nada tinham a ver comigo. Entretanto, não quero mais fazer ou realizar coisas que não são compatíveis com o que penso em relação ao Evangelho. O abuso de poder, por parte de líderes não pode ser acolhido no coração de quem quer que seja, principalmente das pessoas ligadas ao povo chamado metodista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho me incita a viver outra lógica, marcada por ideais tais como: a. felicidade como resultante da perseguição por causa da justiça; b. ser último para ser primeiro; c. humilhar-se para ser exaltado; d. se tornar como criança ao invés de ser adulto na busca pelo poder; e. amar aos inimigos ao invés de persegui-los; e. perder para ganhar. Acontece que, por uma razão que me é estranha, esses princípios somente são cobrados daqueles que abraçam a fé evangélica e se dedicam voluntariamente aos princípios desta ou daquela denominação, enquanto que os líderes ficam num patamar diferenciado. Para estes, o Evangelho somente serve para os outros. Para mim, é inconcebível a ideia de um(a) pastor(a) ou bispo(a) não pedir perdão, quando de um erro ou palavra mal posta, à um(a) irmão(ã) em Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho consciência de que na atualidade, líderes, visando a tranquilidade do arraial impõem sua visão e se afirmam diante da obediência dos liderados. Não poucos(as) pastores(as) têm vociferado em seus púlpitos palavras de abuso, determinando uma obediência muda para que os membros da igreja não se tornem feiticeiros, numa grotesca e fundamentalista alusão a 1 Samuel 15.23. Ao contrário disso, sempre busquei o caminho da elegância e da educação, dando minha resposta, tão somente, através da dedicação e do serviço, com os olhos fitos nos princípios da justiça, mesmo quando era derrotado em decisões conciliares ou em qualquer tipo de reunião. A vontade alheia sempre foi por mim respeitada. Aliás, somente consigo compreender a missão na Igreja e a teologia, ou o que se requer dela, na sua forma encarnada, como práxis, diaconia, serviço, conciliações, justiça e Reino. Sempre me esmerei no intuito de ser realmente pastor. De ser um companheiro e amigo nas horas das alegrias e também das dificuldades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastoreio, assim, as ovelhas do rebanho que não é meu, é de Deus. Visito-as e acolho-as em suas possíveis crises existenciais.&lt;br /&gt;Por esses motivos apresentados, nunca me imiscuí de acolher pessoas que se achegavam com o coração aberto para a transformação ou a busca por uma nova vida, uma nova aurora. Inclusive, desde o momento que aceitei o desafio de pastorear a Igreja Metodista de Bela Aurora, tive a oportunidade de acolher irmãos e irmãs de outras localidades da própria cidade de Juiz de Fora. Acolhi-os com amor, entretanto, na contramão de tudo o que aprendi, ouvi de alguns pastores expressões tais como: “Pode levar. Deus tira um e manda dez”, ou então: “Só quero aqui os que estão na visão”. Muitas vezes, tais expressões vinham acompanhadas da frase: “O Bispo deu liberdade pra gente fazer assim”, frases que expressam uma particularidade que nunca considerei e não vou considerar porque é pífia.&lt;br /&gt;Dessa forma acolhi 42 membros oriundos de outras Igrejas Metodistas da cidade de Juiz de Fora e um membro da cidade de São Paulo, que no passado fora pastor metodista. Todos, muito queridos por mim. Hoje, sou grato a Deus pela oportunidade de ter essas pessoas ao meu lado. Toda essa situação fez de Bela Aurora uma Igreja atípica, bastante similar a outras comunidades presentes no Brasil. Inclusive, recentemente ouvi de algumas pessoas, cujos nomes eu não citarei, que a Igreja Metodista de Bela Aurora se tornou uma Igreja de pessoas decepcionadas ou descontentes. Uma Igreja de rebeldes. Palavras que repudio embora reconheça a veracidade da constatação. Repudio porque nesses comentários estão as verdades sem o amor cristão. Mas, por outro lado, reconheço a veracidade porque acolhi ao longo desse tempo pessoas que ficaram tristes por causa dos rumos que seus pastores deram ao kerigma cristão. Infelizmente, essas pessoas foram deslocadas de seus respectivos nichos eclesiásticos por pressão, coação, opressão, abuso religioso e indiferença dos pastores e pastoras. Paro por aqui, pois a lista ficaria elástica demais. Felizmente, estas pessoas não deixaram de ser metodistas. Elas têm sido pastoreadas por mim, até que o Senhor da vida me permita fazê-lo. E faço isso com muito esmero e dedicação, com a plena visualização de minhas particularidades, contradições e deficiências. Tenho aprendido a ser e me revelar como realmente sou, sem medo ou hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso, entretanto, que gostaria que fosse diferente. Eu queria que estas pessoas continuassem perpetuando a alegria de celebrar junto aos(às) seus(suas) antigos(as) amigos(as) nas suas respectivas Igrejas. Esse afastamento provocou lutos outros que ainda estão sendo elaborados. Quero somente lembrar que as causas que levaram esses irmãos ao afastamento são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Uso indiscriminado de campanhas financeiras travestidas de campanhas de vitória através da oração;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Excesso de pregadores de distintas denominações nos púlpitos de nossas Igrejas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Obrigatoriedade de participação no encontro metodista do pacto ou encontro com Deus, para exercimento de funções junto a Igreja;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Aceitação indiscriminada de toda e qualquer proposta ou “visão” dos(as) pastores(as). Sobre este último aspecto, é curioso notar que na atualidade, a discordância dos leigos quanto às ideias e formas dos pastores tem a ver com rebeldia. Os chamados “rebeldes” são encaminhados para a “santa inquisição metodista”. O princípio do sacerdócio universal de todos os crentes foi completamente abolido de muitas igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o problema do autoritarismo na Igreja por parte das ordens sacerdotais não é novo e já foi denunciado por Martinho Lutero. Em suas próprias palavras: “&lt;i&gt;Pois daí vem essa detestável tirania dos clérigos com relação aos leigos. Confiam na unção corporal pela qual suas mãos são consagradas e, depois, na tonsura e na veste. Não só creem que são mais que os cristãos leigos, que são ungidos com o Espírito Santo, mas quase os consideram como cachorros indignos de serem enumerados juntamente com eles na Igreja. Por isso, atrevem-se a mandar, exigir, ameaçar, pressionar e espremer em todo o sentido. Resumindo: o sacramento da ordem foi e continua sendo uma maquinação belíssima para consolidar todas as monstruosidades que se cometeram e ainda se cometem na Igreja. Aqui desaparece a fraternidade cristã, aqui os pastores se transformam em lobos, os servos em tiranos, os eclesiásticos em mais que mundanos&lt;/i&gt;”. (Do Cativeiro Babilônico da Igreja. In: Martinho Lutero: Obras Selecionadas. São Leopoldo: Sinodal, 1989, vol. 2, p. 414). Embora os(as) pastores(as) não estejam ligados(as) à ordem numa configuração sacramental, parece que se imbuem desse espírito. Ora, é evidente o fato de que existe um grande hiato eclesiológico de características medievais na Igreja atual. Numa similar linha de raciocínio, John Wesley, que num primeiro momento era extremamente zeloso, fanático e clerical para com a Igreja, após a experiência de Aldersgate, em 1738, percebeu que mais do que razões e convicções, era necessário uma busca pela dimensão soteriológica e pelo acolhimento ao outro, na dimensão do coração aquecido, em outras palavras, um coração cheio de amor e apaixonado pelas pessoas, não mais pela Igreja. Nessa perspectiva, pastores e pastoras são pessoas com funções distintas, que evidenciam no todo de seus respectivos serviços eclesiásticos, tão somente, o amor humilde aos outros. O pastor José Carlos de Souza corrobora: “&lt;i&gt;Se, pelo batismo, todos os cristãos são feitos sacerdotes, não poderiam prevalecer diferenças relativas a status ou dignidade, porquanto é impossível sustentar quaisquer privilégios com base nas Escrituras ou na Igreja Antiga. A única distinção cabível repousa na diversidade de funções necessárias para que a Igreja cumpra a sua missão (cf. Rm 12 e 1 Co 12-14), porém, isso não fundamenta nenhum direito ou prerrogativa especial. A autoridade eclesiástica é serviço, assentado exclusivamente na conveniência humana e prática. A fim de evitar a desordem e o caos, a comunidade de fé escolhe aqueles que hão de exercer, em seu nome, os ofícios que, a rigor, pertencem a todos. A ordenação é apenas o rito – jamais o sacramento – pelo qual a congregação reconhece publicamente aqueles que são chamados para o cuidado pastoral e, sobretudo, para a pregação da Palavra. Contudo, a qualquer tempo, esse encargo pode ser requerido de volta, se a comunidade assim discernir&lt;/i&gt;”. (SOUZA, José Carlos. Leiga, Ministerial e Ecumênica. SBC: EDITEO, 2009, p. 96). Assim, somente podemos conceber o ministério pastoral na Igreja Metodista como um espelho da comunidade. As pessoas precisam se sentir representadas pelo(a) seu (sua) pastor(a). Nessa mesma linha de raciocínio, acho que não dá mais para fecharmos os olhos a essa constatação que pode alterar os rumos eclesiológicos. Torna-se imperativo a sensibilidade. Para mim, o problema eclesiológico (estrutura, episcopado, poder, governo, pastores e leigos) é o grande nó que o próximo Concílio Geral terá que desatar, se não se ater aos joguinhos inerentes às eleições dos bispos e bispas!?!?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, tive a oportunidade de participar do último Concílio Geral e vi, ouvi, senti e, infelizmente, participei sem comungar de um dos mais atrozes momentos da história da igreja metodista em terras brasileiras. Fiquei pasmo em descobrir ali os “reais” interesses que moviam as orações e as celebrações. Eu, inclusive, tinha conversado com um bispo informando-lhe que os burburinhos pré-concílio eram terríveis e que a Igreja seria atropelada por decisões unilaterais. Sugeri até mesmo o cancelamento do Concílio, o que não foi possível. As eleições dos bispos e da bispa foram momentos de desrespeito, infâmia, discórdias, maledicência, jogo sujo... Ouvi de um bispo, em particular, o desabafo indignado em relação a pastores que, pela frente, batiam as mãos nas costas dele e por trás, queriam a sua degola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive posições em relação à estrutura da Igreja Metodista. Partilhei muitas com colegas pastores e pastoras. Sinalizava e clamava por mudanças, mas contava com o fato de que as coisas fossem feitas ao meio-dia e não à meia-noite. Quando percebi, junto a outros colegas, que as questões estavam tendo uma visão unilateral marcada pela injustiça e a comentários repugnantes, busquei a oposição. Decorreu disso uma série de preconceitos em relação a minha pessoa e a difamação por intermédio de várias falácias. Por exemplo, pelo fato de ter participado de uma visita a um irmão querido na cidade de Belisário, num encontro que ficou conhecido como Encontro de Belisário, recebi vários telefonemas de amigos me perguntando sobre a campanha para bispo. Espalharam que eu havia promovido o encontro para me lançar a bispo. Só se eu fosse muito burro. Se eu quisesse assim fazê-lo, iria certamente para um grande centro. Não sou de esconder as coisas. E por causa dessa falácia, meu nome figurou em uma lista nos corredores do último Concílio Regional da Igreja Metodista da IV Região, em 2009, como nome não elegível para a composição da delegação da IV Região. Por um acaso dos céus, documentos e e-mail´s caíram em minhas mãos atestando as falcatruas que ocorreram, principalmente na sala destinada à oração. Depois de ter recebido os referidos documentos, conversei com uma pessoa que participou diretamente dos fatos e ela me confirmou o acontecido. Fiquei boquiaberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi, então, reafirmar minha posição perante a Igreja Metodista. Posição herdada dos anos de estudos teológicos e da convivência com líderes com certos princípios éticos. Em minha concepção, existem dois tipos de homens: os que falam e os que fazem. Quero figurar entre os segundos. Chega de palavras. Quero abraçar ações que dignifiquem o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estas e outras convicções de fórum estritamente pastoral, resolvi acolher os 17 irmãos e irmãs de Belém do Pará e arrola-los como membros em nossa Igreja Metodista de Bela Aurora. Informo que, além desses, ainda serão acolhidos diversos adolescentes e crianças, que ainda não professaram a fé. A abertura desse processo de acolhida se deu justamente pelo precedente que abri ao acolher o ex-pastor da Igreja Metodista que, como disse, mora em São Paulo. São todos sacerdotes. Seguiu-se, assim, a lógica de um antigo adágio mineiro: “Porteira por onde passa um boi, passa uma boiada”. Para ser mais elegante: “Por onde passa uma ovelha, passa um rebanho”, formando um novo aprisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a nítida clareza de que agi, insisto, num foro estritamente pastoral, numa brecha de lei canônica e numa ampla porta aberta, marcada pela (i) lógica do Evangelho de Jesus. Não fiz coisa alguma pensando em denegrir ou afrontar a imagem de quem quer que seja. Entretanto, sei que acabei apontando e denunciando o problema da autoridade, que em minha compreensão, é o calcanhar de Aquiles da Igreja atual. Ora, autoridade é fundamental para a dinâmica da práxis missionária da Igreja, mas é preciso considerar que uma autoridade somente pode ser exercida em três variáveis: pelo caminho da legalidade (que se caracteriza pela imposição da lei ou da força de coerção); pelo caminho da legitimidade (que ocorre quando uma comunidade percebe o carisma de seu líder ou pessoa responsável e legitima sua autoridade); e pelo caminho ideal, numa espécie de dialética entre legalidade e legitimidade, desde que a legitimidade seja a tônica do discurso, porque marcada pela conquista e serviço. Assim, acredito piamente que autoridade, com princípios bíblicos, é conquistada pelos caminhos relacionais na dialética de uma legalidade afirmada, posteriormente legitimada na vivência com a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse fórum pastoral, não creio ter ferido a ética. Para os que acham que a feri, pergunto: que ética? Será que alguém poderia legal e legitimamente reclamar pela ética neste momento tão complexo que vive a Igreja? Confesso que, em todo este processo, não pensei em condicionar ou ferir a ética. Ao contrário, fiz o que apontou o meu coração. Segui minhas convicções pessoais, seguindo um velho conselho de Max Weber. Aboli, por um lapso de tempo a minha ética de responsabilidade e pelo afã da ética de convicção, acolhi estes(as) irmãos(ãs) pensando no critério evangélico. Resolvi seguir um princípio apreendido nas sagradas letras que afirma: “Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações”. 1 Tessalonicenses 2.4. Pensei cá com os meus botões que o evangelho atingiria maior tonalidade mediante o grandíssimo abraço aos irmãos de Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decorreu desse abraço a formulação de uma queixa contra a minha pessoa por parte da liderança da REMA e da igreja central de Belém. A queixa questiona minha atitude, principalmente pelo fato dos(as) irmãos(ãs), que foram acolhidos por mim, estarem em disciplina. Ora, que disciplina? A que vem arbitrariamente do púlpito? A que vem como abuso do poder? Quando percebo que alguém está se desviando dos princípios da igreja ou mesmo da fé evangélica, procuro essa pessoa, vou a casa delas. Desejo ouvi-las e conciliá-las. Como se pode estabelecer disciplina eclesiástica para membros na Igreja Metodista sem os percalços canônicos? Expliquem-me, por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informo também que nos primeiros contatos com estes(as) irmãos(ãs) acolhidos(as), ficou claro para mim a perspectiva de que eles(as) não queriam ir para Igrejas Batistas ou Igrejas Presbiterianas, entre outras, mas queriam continuar membros da Igreja Metodista. Assim, assumi o acolhimento pensando em coisas estranhas que acho, não fazem mais parte do nosso convívio eclesiástico, tais como, por exemplo: unidade, conexidade, liberdade de espírito, pastoreio, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informo aos irmãos que trabalhei tão somente para resguardar a unidade da Igreja. Eu sei que às vésperas de um Concílio Geral, essa minha ação pastoral pode parecer ação politica para evidenciação de minha pessoa. Tenho o coração no altar e todos os mais próximos sabem muito bem que as decisões tomadas se deram por uma estrita devoção ao Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, todas essas ações estão fazendo surgir um ponto missionário em Belém do Pará. Um meu amigo me disse que meu erro foi declarar que se tratava de um ponto missionário. Na concepção dele, se eu tivesse dito que era uma “célula”, não haveria problemas. Eu até estou pensando em abrir “células” em Belo Horizonte, em Vitória e onde estiverem metodistas decepcionados com os rumos da Igreja. Aliás, sobre este aspecto acho que vale a pena perguntar sobre que igreja que o colégio episcopal quer? Acho que o colégio deveria escrever uma carta pastoral dizendo: “queremos que os metodistas brasileiros sejam assim! Quem não concordar, sai fora”. Isso tem sido dito. Acho, sinceramente, que deveria ser escrito e posto no maravilhoso altar das cartas pastorais do colégio para a igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a minha ação de acolhimento, tão somente isso, não é uma ação esporádica com tonalidade puramente teórica. Como já evidenciei, o Evangelho para mim é Evangelho encarnado e, como tal, precisa ser prático seguindo a lógica do serviço. Por isso, tenho estado com o grupo mensalmente. Celebramos a Ceia do Senhor e nos apoiamos mutuamente. Pergunto-me: por que essas pessoas foram excluídas? Por que tinham que aceitar a imposição de uma visão pastoral? Por que as decisões conciliares não foram respeitadas? Por que não se pôde sentar em uma mesa para saborear uma deliciosa maniçoba ou o pato no tucupi e buscar amizades?&lt;br /&gt;Mesmo diante dessas questões de ordem prática, eu estou sendo questionado em minha ação de acolhimento. Eu disse na primeira reunião da comissão de disciplina que se eu tivesse adulterado com mulheres da igreja local, ou dado um calote em estabelecimentos da cidade, ou ainda, se tivesse tido uma vida irresponsável em relação às finanças e organização da minha igreja, então eu diria estar arrependido, choraria, pediria perdão, receberia uma exortação, uma disciplina de três meses, e tudo voltaria “tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da encruzilhada em que resolvi me envolver, marcada pela dicotomia entre lei e pessoas, preferi as pessoas, preferi estar ao lado dos mais enfraquecidos. Se os sentimentos dessas pessoas fossem ao menos ouvido, certamente nada disso teria acontecido. Ora, eu não criei esta situação, somente entrei nela para, quem sabe, ajudar na resolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados(as) irmãos(ãs), teria muito a escrever ou narrar, mas sei que os(as) senhores(as) têm mais a fazer. Quero somente finalizar dizendo que não envolvi CLAM, tampouco Concílio nessa situação. Somente conversei com os membros da Igreja e ouvi seus sentimentos. Como a Igreja possui pessoas que também foram acolhidas de forma similar, o apoio foi irrestrito e, creio, unânime. Então, a decisão foi de foro estritamente pastoral, um ato de governo pastoral. Não envolvi os membros através dos mecanismos legais que estruturam a Igreja. Assim, a responsabilidade é tão somente pastoral, embora legitimamente apoiada pelos irmãos e irmãs de Bela Aurora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo, assim, esse meu breve relato, solicitando aos(às) meus(minhas) irmãos(ãs) metodistas que se manifestem contra arbitrariedades, que denunciem os abusos de poder, que reclamem pelo genuíno Evangelho de Jesus Cristo, que busquem a justiça, que digam não ao “papismo” que afronta a simplicidade do Reino que é sempre uma dimensão modesta, de pequenas ações. Ora, quem faz a Igreja é o povo, não os(as) pastores(as), os(a) bispos(a); quem dá dízimo para a manutenção da Igreja são as pessoas de coração sincero que amam a Igreja. A Igreja precisa ser ouvida. Curioso vir à minha mente uma emblemática passagem dos Evangelhos em que o Mestre de Nazaré expressa: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou til jamais passará da Lei, ate que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”. Mateus 5. 17-20.&lt;br /&gt;No amor de Cristo, Senhor da Vida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moisés Abdon Coppe&lt;br /&gt;Membro e pastor na Igreja Metodista de Bela Aurora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4560414179266952785?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4560414179266952785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4560414179266952785' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4560414179266952785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4560414179266952785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/05/consideracoes-aos-metodistas.html' title='Considerações aos Metodistas Brasileiros'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hBw35W6CcC0/Tc8-ZTd3osI/AAAAAAAAALM/z2ahHdiMLB0/s72-c/brasil.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-338602856047444881</id><published>2011-05-09T06:16:00.000-07:00</published><updated>2011-05-09T06:16:44.520-07:00</updated><title type='text'>Carta Aberta aos Membros da IMBA</title><content type='html'>“M&lt;i&gt;etodista é quem tem o amor de Deus derramado em seu coração pelo Espírito Santo que lhe foi dado; quem ama o Senhor seu Deus com todo seu coração com toda a sua alma e com toda a sua mente e com todas as suas forças. Deus é a alegria em seu coração e desejo de sua alma, que clama constantemente: “A quem tenho no céu senão a Ti? Fora de ti não desejo nada na terra! Meu Deus e meu tudo. Tu és a rocha em meu coração e minha porção para sempre!&lt;/i&gt;”. (John Wesley. Obras. Tomo V, p. 19.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Indubitavelmente, o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. A marca do amor é uma marca metodista, e é ele que nos constrange a abnegação dos prazeres deste mundo no qual estamos inseridos para, na concretude dos dias, vivenciar a realidade cotidiana do amor humilde diante das pessoas. Por isso, podemos afirmar, categoricamente, que participamos do propósito de Deus para a salvação do mundo, pela dedicação amorosa e por intermédio das regras gerais que assim rezam: 1. Não praticar o mal. 2. Zelosamente, praticar o bem. 3. Atender às ordenanças de Deus. “Fundamentada nesses princípios, a Igreja confia que os metodistas preservem a sua tradição e continuem a ser reconhecidos como pessoas de vida regrada. Os metodistas são: moderados nos divertimentos; modestos no trajar; abstêmios do álcool como bebida; empenhados no combate aos vícios; observadores do Dia do Senhor, especialmente dedicado ao culto público, ao cultivo espiritual, pelo estudo da Bíblia, e ao descanso físico; observadores dos princípios da Igreja e dos meios de graça que ela oferece, participando dos ofícios divinos e da Ceia do Senhor; praticantes do jejum e da oração individual e em família; honestos em negócios; fraternais nas relações de uns com os outros; tolerantes e respeitadores das ideias e opiniões alheias; praticantes de boas obras; benfeitores dos necessitados; defensores dos oprimidos; promotores de instrução secular e religiosa; e operosos na obra de evangelização”. (Conf. Cânones, p. 48). Essas marcas metodistas se caracterizam como evidentes sinais de uma ética de responsabilidade, para usar aqui uma linguagem weberiana, a ser empenhada no cotidiano, visando, tão somente, o anúncio de um projeto de salvação que tenha por objetivo a libertação da pessoa das amarras do mundo moderno. Aliás, a dimensão da salvação é o tônus maior que nos lança aos princípios basilares da fé cristã. Como Igreja do Senhor, sinalizamos a salvação a tempo ou fora de tempo, como uma irrupção do presente visando uma vida abundante em Jesus Cristo, realidade última.&lt;br /&gt;Com essas palavras iniciais, essencialmente bíblicas, pastorais e metodistas, apresento a todos os irmãos e irmãs algumas constatações oriundas desse tempo de convivência amistosa, visando a partilha de opiniões, oriundas deste momento singular em que estamos posicionando a nossa fé, e refletindo sobre o novo tempo que se abre para cada um de nós. O objetivo mais específico deste documento é proporcionar uma agenda para os anos vindouros com a finalidade de recriação da Igreja, marcada pelos dons e ministérios e por uma vivência alternativa para a realidade atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucinto Histórico&lt;br /&gt;Há três anos, tenho tido o privilégio de pastorear esta comunidade com temor e tremor. Desenvolvi meu ministério nesses anos enfatizando quatro práticas pastorais: pregação, ensino, discipulado e visitas. No decorrer desses anos, vivenciamos diversas experiências significativas que marcaram nossa vida, chão e missão. Dentre elas, destaco: intercâmbios com as Igrejas Metodistas de Botafogo – RJ e Goiabeiras – ES; série de conferências com os pastores Antônio Carlos Ferrarezi, Ewander Ferreira de Macedo, Ronan Boechat, Márcio Abreu de Freitas e os bispos Nelson Luiz Campos Leite, Mariza de Freitas, Roberto Alves de Souza; acampamento em Nova Almeida; &lt;br /&gt;Ao longo desse período também tive a oportunidade de participar da Coordenação Regional de Ação Missionária – COREAM e atender a todas as convocações episcopais para Concílios Regionais e Ministeriais pastorais.&lt;br /&gt;Celebramos Ceias do Senhor, recebemos novos membros, batizamos muitas crianças, celebramos casamentos e realizamos ofícios fúnebres de pessoas ligadas ao bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desafios Ministeriais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;No ano de 2010, nos vimos envolvidos com uma série de dificuldades para a organização ministerial, e ainda nos vemos. Acontece que, por causa da contingência da vida, nossos ciclos sociais se alteram, às vezes, vertiginosamente. Assim, as pessoas, no afã de organizarem suas vidas pessoais e familiares optam pelo afastamento de suas funções ministeriais junto à Igreja. Assim, muitos ministérios que organizam a vida eclesial tiveram que ser alterados e outros, ainda, precisam ser. Ainda bem que, para a realização da obra de Deus, não é necessário tanta burocracia. Deus age como vento, como pode como quer e onde quer (Conf. João 3), e incita-nos ao contentamento e à alegria. De qualquer forma, não podemos deixar de lado nosso compromisso com a obra, bem como nossa dedicação como membros do Corpo de Cristo e participantes do projeto salvífico de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O acolhimento aos irmãos de Belém do Pará&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nessas últimas semanas, nossa Igreja se viu envolvida em uma série de acontecimentos inusitados, oriundos de uma ação pastoral marcada pelo abraço e pelo acolhimento ao outro. Recebemos 17 novos membros em nossa Igreja, provenientes da cidade de Belém do Pará; outro estado, outra cultura, outro povo... . Essa ação provocou em todo o cenário metodista nacional uma série de discussões, compreensões e críticas as mais diversas. A partir dessa ação, a Igreja Metodista de Bela Aurora passou a fazer parte da pauta de muitas reflexões, necessárias para o presente momento, em todas as esferas da vida eclesial: local, distrital, regional e nacional.&lt;br /&gt;Toda essa situação nos colocou no “olho do furacão”, por três motivos específicos. Em primeiro lugar, porque essa foi uma ação que nunca dantes acontecera no Brasil, pelo menos, não nessa proporção. Em segundo, porque ferimos alguns princípios do código de ética pastoral, contrapondo-os a outros princípios éticos, tais como amor ao próximo e respeito, que em nossa concepção, respaldam melhor o que pensamos dos legados missionários da Igreja Metodista em terras nacionais. E em último, porque acabamos sendo pechados como uma “Igreja de resistência”. Ora, essa expressão é mal posta, pois não estamos resistindo à coisa alguma. Nós estamos, tão somente, colocando em prática o que aprendemos ao longo de toda a nossa trajetória como metodistas, recriando nossa fé mediante aspectos doutrinários que se tornaram fundamentos para a vida eclesial e sempre estiveram na pauta das melhores discussões conciliares, como: unidade, conexidade, liberdade. O fato é que, neste momento, serei inquirido por uma comissão de disciplina que buscará, pelos caminhos pastorais, uma solução aprazível para o caso. Reitero a todos e todas que acolhi os irmãos e irmãs de Belém por amor a eles e por uma estrita devoção ao Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Novas possibilidades&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, este novo tempo que se apresenta para nós é um tempo de novas possibilidades. Seguimos assim as linhas do que disse Jesus: “o que põe a mão no arado não pode olhar para trás” (Lucas 9. 62). Por isso, precisamos intensificar mais ainda as nossas ações e o nosso compromisso com o Senhor da vida. Nós temos que nos apresentar ao mundo como a possibilidade de nova vida. Aliás, a nossa nova vida precisa ser o elemento crucial que vai ressignificar o contexto no qual estamos inseridos. O nosso cristianismo não pode ser uma estrutura marcada somente pela teoria, mas primordialmente por nosso compromisso. É o nosso compromisso amoroso, melhor dizendo, comprometimento com a obra, que pode mostrar para as pessoas a qualidade de nossa fé, vida e missão. Resumindo: assim como Deus se apresenta a nós, graciosamente, para nos amparar e nos abençoar por exclusiva graça e dedicação voluntária, nós nos colocamos também em dedicação voluntária para com o próximo, para com as pessoas. Isso se dá de duas maneiras: no cotidiano, com nosso tratamento educado e carinhoso junto aos nossos familiares, principalmente, e às pessoas que aparecem vez por outra ou cruzam os nossos caminhos; e na vida congregacional, quando nos reunimos com pessoas que possuem o mesmo paradigma e a mesma utopia que nós. É na vivência comunitária que precisamos nos ater mais com o intuito de celebrarmos a Deus com intensidade de coração e espiritualidade viva. Sobre este aspecto, quero ressaltar o quão importante é congregarmos continuamente e experimentarmos o amor de Deus na comunhão e nos meios de graça. Somente esse amor de Deus pode nos ajudar a melhor compreendermos o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Considerações Pastorais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A partir dessas abordagens, quero ressaltar algumas questões de ordem mais prática, pensando nos anos vindouros e em todas as possibilidades missionárias que advirão, sem excetuar, é claro, os desafios inerentes à nossa jornada.&lt;br /&gt;a. Precisamos recriar nossa vida comunitária, estabelecendo novos princípios relacionais. Ora, somos diferentes e pensamos de forma diferente, mas não podemos, de forma alguma, desrespeitarmos o outro na sua forma de pensar diferente. Somos uma Igreja eclética, formada por adultos, jovens, juvenis e crianças, e como tal, nossas celebrações possuem e possuirão características ecléticas, sem hegemonia de qualquer pensamento, mas com aglutinação das diferenças. Como nos atesta a Escritura: “Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos”. (1 Coríntios 12. 4-6).&lt;br /&gt;b. Trabalharemos na valorização de todas as expressões artísticas que, de uma forma ou de outra, celebram a vida com Deus. Os nossos cultos serão espaços para a louvação através do canto coral, do louvor jovem, das coreografias e de toda e qualquer participação que vise, tão somente, engrandecer o Senhor da vida, segundo a lógica: “Todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia”. (Salmo 150. 6).&lt;br /&gt;c. Estudaremos refletidamente e nos posicionaremos contrários a toda e qualquer forma de apologia à teologia da prosperidade. Seremos implacáveis a todo e qualquer movimento que, sob a força da estrutura gospel midiática, visa alienar as pessoas de suas vidas reais. Com respeito e atenção, selecionaremos nossas músicas, nossas expressões artísticas, nossa mensagem, para que o Evangelho seja, realmente, a essência de nosso proceder. “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. [...]. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”. (Mateus 7. 15-23).&lt;br /&gt;d. Valorizaremos nossos espaços cúlticos, destinados à oração, ao estudo da palavra e à orientação doutrinária. Aconselhamos que todo membro metodista “belaurorense” deve eleger, no mínimo, dois espaços para a vivência, crescimento e celebração. Não se trata de pressão, mas de evidenciação da qualidade de nosso compromisso com o projeto de salvação do Senhor entre nós. O Plano para a Vida e Missão da Igreja assim expressa: “O Culto deve ser amplamente participativo, em que a comunidade tenha vez e voz; ser inserido no dia a dia da comunidade na qual está localizada; expressar as angústias, lutas, alegrias e esperanças do povo, ofertando-as a Deus”. (Cânones, p. 85).&lt;br /&gt;e. Uma marca vital da Igreja Metodista é a escola dominical. Esse espaço destinado especificamente ao estudo da palavra é elemento de grande fomento de comunhão. Sabemos que, na atualidade, existem muitas formas de acesso ao conhecimento bíblico. São muitas as versões de Bíblias com comentários, existem também muitos comentários escritos por estudiosos da Bíblia e são muitas as informações adquiridas via web. As possibilidades de acesso ao conhecimento em qualquer tempo e momento esvaziaram o espaço da escola dominical. Creio na necessidade de recriação desse espaço para a revitalização da Igreja. Para o PVM, “a Educação Cristã é um processo dinâmico para a transformação, libertação e capacitação da pessoa e comunidade. Ela se dá na caminhada de fé e se desenvolve no confronto da realidade histórica com o Reino de Deus, num comprometimento com a Missão de Deus no mundo, sob a ação do Espírito Santo, que revela Jesus Cristo segundo as Escrituras”. (Cânones, p. 96).&lt;br /&gt;f. Empenharemos nosso compromisso com as pessoas através do discipulado cristão. Entendemos que a IMBA deve se comprometer em espaços para a dinâmica do discipulado, para além dos paradigmas: templo, tempo, culto e pastor. Acreditamos que a emergência de grupos pequenos pode fazer emergir também uma Igreja dinamizada pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo. Os pequenos grupos são uma valorosa herança wesleyana e num contexto atual, marcado por subjetivismos e individualismos, repartir o “pão” nas casas se torna pilar para uma Igreja que se pretende viva.&lt;br /&gt;g. Buscaremos a dialética entre um coração aquecido e uma mente esclarecida. Ora, esses dois aspectos serão panoramas sempre evidentes em nossa temática diária como Igreja. É nos rudimentos de uma teologia wesleyana que encontramos a possibilidade de afirmar que o metodismo não é isso ou aquilo, mas isso e aquilo. O metodismo foi um movimento efervescente na Inglaterra do séc. XVIII, num período marcado pela constituição do império colonial e pela incipiente revolução industrial na Inglaterra. Nesse período, a sociedade sofreu transformações que obrigaram os indivíduos a novas adaptações de vida. Isso gerou desemprego, miséria e desigualdade social. Foi um processo de mutações sociais aceleradas e as mudanças nas vidas das pessoas tornaram-se obrigatórias. Nesse contexto, o metodismo irrompe como movimento libertário com características amplamente sociais e distintas para a época. Segundo Heitzenrater: “Em suas reflexões sobre a origem e crescimento do metodismo, Wesley sempre deu ênfase à espontaneidade de suas origens e à imprevisibilidade de seu desenvolvimento.” Isso implicaria dizer que o metodismo histórico foi um movimento que surgiu e se desenvolveu de maneira imprevisível, ainda que Wesley entendesse que o mesmo “tinha sido levantado por Deus para um propósito específico e apropriado.” A imprevisibilidade do movimento metodista na Inglaterra é marcada pela forma como Wesley faz teologia: no caminho, na vida, mediante os desafios impostos pelo tempo. De qualquer forma, o movimento exerceu um papel fundamental como “pequena igreja dentro da grande igreja”. (Richard Heitzenrater. Wesley e o povo chamado metodista, p. 33).  Isso quer dizer que o movimento não se desenvolveu com características divisionistas, ao contrário, possuía o clamor pela renovação e comunhão. É preciso ainda lembrar que o propósito que sempre norteou o metodismo foi: reformar a nação, especialmente a Igreja e espalhar a santidade sobre a face da terra. Então, não há nenhuma possibilidade de se pensar o metodismo em perspectiva originária institucional. É preciso pensá-lo a partir do seu eixo propulsor da renovação como coração aquecido e mente esclarecida.&lt;br /&gt;h. Sem perder o foco de que a salvação se dá por intermédio da graça, nos dedicaremos ao cultivo de práticas espirituais, evidenciando a oração, o jejum e a leitura da palavra como elementos fundamentais da vida devocional cristã. Dessa forma, também cumpriremos nossa missão “realizando o Culto de Deus, pregando a Sua Palavra, ministrando os Sacramentos, promovendo a fraternidade e a disciplina cristãs e proporcionando a seus membros meios para alcançarem uma experiência cristã progressiva, visando o desempenho de seu testemunho e serviço no mundo”. (Cânones, p. 145).&lt;br /&gt;i. Seguiremos o aforismo de Wesley: “Ganhe o máximo que você puder. Economize o máximo que você puder. Dê o máximo que você puder”. Nessa perspectiva evidenciaremos o zelo de dizimarmos e ofertarmos na causa do Senhor, não por coação, constrangimentos ou qualquer outro elemento de ordem violenta, mas de boa vontade, de bom coração. Se pretendemos ser uma Igreja forte, precisamos contribuir conjuntamente nesse propósito.&lt;br /&gt;j. Rogamos a todos(as) para se esforçarem na participação ativa das reuniões da Coordenadoria Local de Ação Missionária – CLAM e dos Concílios Locais. É de fundamental importância a participação dos membros nos processos decisórios da IMBA. Aliás, nesse próximo ano vamos intensificar as reuniões conciliares com o intuito de seguirmos o princípio democrático. Ora, democracia é sempre a ditadura da maioria. Não é a melhor forma de governo, mas a necessária para esse tempo de imposições.&lt;br /&gt;k. Precisamos vencer todo o qualquer processo de partidarismo que porventura detectarmos entre nós. É crucial a participação de todos neste processo de aproximação de ideais com a finalidade de, no possível e quando depender de nós, termos paz com todos os homens.&lt;br /&gt;l. Vamos dinamizar a lógica do sacerdócio universal de todos os crentes, entendendo que o desenvolvimento saudável da Igreja não se dá somente por atuação do pastor ou pastores, mas, primordialmente, por intermédio de cada membro empenhado no serviço cristão e doação ao outro Em minha concepção, a maior herança da Reforma Protestante é a doutrina do sacerdócio universal de todos os crentes. Ora, tal evidência possibilitou a superação do hiato entre “clero” e “plebe”. Segundo Richard Shaull: “Não pode existir na igreja uma posição mais elevada que a do crente que recebe de Deus o extraordinário Dom de perdão e justificação. Qualquer pessoa que aceita isto pela graça é escolhida por Deus e elevada a uma posição sem igual. Além do mais, não pode existir um chamado mais elevado do que aquele que foi dado a cada crente para transmitir esta mensagem, com sua oferta de vida aos demais e para expressar esta fé em serviço de amor a eles”. (Richard Shaull. Protestantismo e Reforma, p. 45). Essa citação pode ser resumida na lógica de Lutero que afirmava que o cristão é “um Cristo para o outro”. (Idem, p. 46). Isso quer dizer que o cristão, além de conservar atividades de abnegação, humildade e altruísmo, deve se esforçar para desenvolver uma dinâmica de vida fundamentada na prática do amor às pessoas. Tal possibilidade não é privilégio de místicos, ordens religiosas ou segmentos afins, mas de todos(as) que se relacionam com Deus, visando  uma expressão mais presente da fé na realidade contingente.&lt;br /&gt;m. Cientes de todos os processos administrativos que envolvem a Igreja Metodista em suas instâncias local, distrital, regional e geral, precisamos trabalhar por uma organização do pensamento que nos ajude a consolidar as ênfases de nossa ação missionária. Somos uma parcela do Corpo de Cristo e precisamos nos desenvolver de forma tal que a maturidade seja a ênfase maior de nossa prática em geral. Somente uma Igreja madura bíblica e doutrinariamente será capaz de enfrentar possíveis e futuros desafios oriundos de mandos e desmandos de líderes autoritários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Cremos na necessidade de uma renovação espiritual para a nossa comunidade. Uma Igreja não pode ser somente politizada, deve ser também uma comunidade que sinaliza a essência do Reino de Deus com dons e ministérios.&lt;br /&gt;Queridos irmãos e irmãs, o tempo que ora se revela para nós é um tempo de grandes possibilidades. É um tempo de percepção do nosso papel como homens e mulheres no contexto local e nacional. Creio que Deus está nos desafiando a sermos um pequeno castiçal a iluminar rostos e vidas.&lt;br /&gt;Nessa linha de raciocínio: “A única alternativa para que a Igreja se torne, efetivamente, um sinal de vida e esperança, seja pôr em prática a recomendação paulina, incansavelmente repetida por Wesley: ‘ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus’; abraçar a via da kenosis, do autoesvaziamento; renunciar à condição de igreja autoridade-poder, para ser, paradoxalmente, igreja povo-comunhão-serviço. Renúncia ao poder; abdicação de todos os sinais externos que a afastam do convívio com as pessoas comuns; adoção prudencial de estruturas que agilizem a sua comunicação com o tempo presente; enfim, interconexão com todos os órgãos que partilham metas comuns, mesmo que por caminhos diferentes; são passos importantes para que, esvaziada de si mesma, a Igreja seja sinal do amor de Deus”. (José Carlos de Souza. Leiga, Ministerial e Ecumênica, p. 227).&lt;br /&gt;Com essas palavras finais, afirmo que é meu desejo e minha oração que todos vivenciemos tempos novos onde a Graça e o Amor de Deus sejam a tônica maior de todas as nossas ações.&lt;br /&gt;Em Cristo, Senhor da vida,&lt;br /&gt;Moisés Coppe&lt;br /&gt;01/01/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-338602856047444881?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/338602856047444881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=338602856047444881' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/338602856047444881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/338602856047444881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/05/carta-aberta-aos-membros-da-imba.html' title='Carta Aberta aos Membros da IMBA'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4893676908181267837</id><published>2011-04-28T06:11:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T06:15:44.337-07:00</updated><title type='text'>SABERES E SABORES DA PÁSCOA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LVyQg6ZIoUQ/TblnirQcD1I/AAAAAAAAALE/9JYzQ1VJcD8/s1600/p%25C3%25A1scoa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="257" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-LVyQg6ZIoUQ/TblnirQcD1I/AAAAAAAAALE/9JYzQ1VJcD8/s400/p%25C3%25A1scoa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos celebram a Páscoa anualmente. Essa é uma data memorável que edifica a vida e faz a gente renascer na esperança. O evento pascal, que vai além da celebração do domingo é, em nossa concepção, a marcação de um tempo de saberes e sabores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Saberes&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Páscoa trás no arcabouço de suas mais precisas definições múltiplos saberes que orientam a vida e todas as demandas relacionais das pessoas. Esses saberes têm a ver com o sentido da palavra hebraica “pessach’. Ora, “pessach” significa, por um lado, o ato de manquejar ou de dar pequenos saltos, mas também, significa passagem. Independente da dualidade da definição, importa afirmar que a dimensão do que concebemos por Páscoa, leva-nos, necessariamente a pensar em algo que ocorre em um caminho.&lt;br /&gt;Essa palavra ganhou um peso importante na configuração do evento fundante da nação Israel, a saber, o êxodo. O processo que culminou com a fuga dos pré-israelitas da dominação empregada pelo Egito, conhecido como êxodo, foi celebrado com a imolação de um cordeiro e a celebração familiar num ato memorial de suma importância para as crianças e para os anciãos. Nesse processo de libertação, a celebração familiar era também um culto ao Deus da vida.&lt;br /&gt;Há outro saber a ser evidenciado nesse período da Páscoa: a ressurreição. Ora, de antemão, podemos afirmar que refletir sobre a ressurreição é ato de fé. Sabemos que a ressurreição é a base da fé cristã. É através da ressurreição que compreendemos melhor a dimensão de Deus amor, pois Ele não aceitou a morte de seu Filho e o ressuscitou. No arcabouço da ressurreição nos deparamos com a esperança e, dessa forma, nos vemos diante de janelas abertas em situações complexas. O evento da ressurreição nos ensina a compreender que o fim pode não ser o fim, e que há sempre novas possibilidades que ocorrem pela mão de Deus. A ressurreição é um importante saber para os cristãos. É a passagem do caminho tortuoso nas areias escaldantes do deserto para a trilha em mata atlântica à beira mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sabores&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Páscoa também é composta de sabores. Não somente os saborosos ovos de chocolate e os deliciosos quitutes do almoço de domingo, mas também os elementos que compõem a memória do povo judeu e de outros povos de tradição cristã. O Rubem Alves foi quem disse: “dize-me o que tu comes e eu te direi quem és”, ou ainda aquela outra máxima muito evidenciada por ele mesmo: “Como, logo existo”, numa clara analogia ao cogito de Descartes. Indubitavelmente, o que nós comemos tem a ver com a nossa experiência existencial e com a cultura que vivemos. Tenho tido a satisfação de andar por esses brasis e saborear suas culturas e povos. Ainda não tive a oportunidade de saborear culturas além-mar, tampouco saborear as tipicidades dos nossos “hermanos”. Entretanto, em breve confirmarei, in loco, os sabores que constroem gentes e humanidades por esse mundão de meu Deus.&lt;br /&gt;Assim, diante dessas singelas argumentações, preciso afirmar que os sabores da Páscoa, para mim, têm a ver muito mais do que com chocolate, coisa que gosto muito, mas com uva, vinho, pão e peixe. Uma celebração autenticamente pascal se estabelece mediante os sabores simples e inigualáveis desses elementos. Acho que as nossas celebrações deveriam vir acompanhadas de múltiplos tipos de uvas: rosadas, Itália, rubi, moscatel; regadas com vinho carbenet sauvignon, de preferência; pães, desde os ázimos, passando pelo tradicional pão francês ou pão de sal, até aqueles que são apelidados com a singela metáfora ‘sonho’. E, por fim, peixes: a pescada frita, a moqueca capixaba de badejo ao molho de camarão muitos camarões, o filhote com azeite de dendê, a pescada amarela, a traíra sem espinhas e, até mesmo, a sardinha em lata na mesa de um boteco.&lt;br /&gt;A Páscoa é, assim, um tempo de saberes e sabores. Eu, particularmente, não sei qual o melhor. Gosto dos dois. Gosto dos saberes e gosto dos sabores. Mas eu gosto mesmo é de celebrar as passagens da vida com vistas a uma dinamicidade da esperança. E a Páscoa, pelo menos em minha concepção, é um período convidativo para isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4893676908181267837?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4893676908181267837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4893676908181267837' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4893676908181267837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4893676908181267837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/04/saberes-e-sabores-da-pascoa.html' title='SABERES E SABORES DA PÁSCOA'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LVyQg6ZIoUQ/TblnirQcD1I/AAAAAAAAALE/9JYzQ1VJcD8/s72-c/p%25C3%25A1scoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-7684653836617065910</id><published>2011-04-21T18:54:00.000-07:00</published><updated>2011-04-21T19:01:15.322-07:00</updated><title type='text'>Tetelestai - Está Consumado</title><content type='html'>Texto Bíblico: João 19. 28-30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;28  Mais tarde, sabendo então que tudo estava concluído, para que a Escritura se cumprisse, Jesus disse: “Tenho sede”.&lt;br /&gt;29  Estava ali uma vasilha cheia de vinagre. Então embeberam uma esponja nela, colocaram a esponja na ponta de um caniço de hissopo e a ergueram até os lábios de Jesus.&lt;br /&gt;30  Tendo-o provado, Jesus disse: “Está consumado!” Com isso, curvou a cabeça e entregou o espírito.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinceramente acredito que todos nós temos uma apreciação especial pelo evangelho de João. Essa nossa apreciação não diminui em absolutamente coisa alguma o valor dos demais evangelhos, chamados também de evangelhos sinóticos - Mateus, Marcos e Lucas.&lt;br /&gt;Entretanto, o evangelho de João possui um lugar especial em nossa devoção e a temática dorsal que se evidencia nele toca, de uma forma precisa, em nossa espiritualidade pascal. Ora, o referido evangelho, escrito aproximadamente no ano 100 da nossa contagem comum, nasce e se constitui a partir do pilar fundamental da nossa fé, a saber, a ressurreição. Além de se pontuar como uma crítica ao gnosticismo e ao docetismo, que pregavam que Jesus não sofreu em carne, pois era um espectro, uma espécie de fantasma, o evangelho de João estabelece as suas narrativas com base num fato: O Cristo veio em carne e ressuscitou. A evidência do aspecto humano de Jesus, no nosso texto em questão, fica clara na expressão: Tenho Sede!&lt;br /&gt;Esse fato, a ressurreição, evidencia a tonalidade de nossa crença. Indubitavelmente, Cristo ressuscitou e isso é ponto pacífico para todos nós. Como bem nos lembra o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 15. 14: “&lt;i&gt;E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé&lt;/i&gt;”. Mas não podemos estabelecer a nossa fé somente nesse fundamento pascal. Existem outros que, unificados, constituem-se naquilo que eu chamaria de pilares da espiritualidade. O primeiro é a ressurreição de Cristo, o segundo são os ensinamentos de Jesus ao povo e aos discípulos e o terceiro, igualmente importante, é o evento da paixão e morte de Jesus. Infelizmente, não damos tanta importância a estes últimos elementos que compõem os pilares porque tendemos mais à evidenciação da ressurreição. Analogicamente, seria como se víssemos um filme, diga-se de passagem, já visto e nos preocupássemos, tão somente, com a final do mesmo. Ressaltar somente o final do filme é, no mínimo, ignorar toda a importância do enredo. E, no caso do filme como na vida e missão de Jesus, o enredo não é menos importante que o final do filme. Dessa forma, quero dar relevância ao evento da paixão, pondo-o em lugar de destaque.    &lt;br /&gt;Parto da premissa de que Jesus escolheu doar-se em favor de cada um de nós. A entrega na cruz foi uma decisão daquele que viveu neste mundo como o mais sublime filho de Deus ou como aquele que encarnou o amor de Deus de uma forma viva e real. Inclusive, no Getsêmani, segundo Mateus 26. 36-46, a essência da filiação ao Pai se tornou evidente e nas três orações que fez, mesmo diante do sono silencioso dos discípulos, Jesus pediu o afastamento do cálice e também a manifestação da vontade de Deus. A situação vivida por Jesus no Getsêmani não tem a ver com o cumprimento cego às ordenanças de um Deus cujos propósitos estão pré-estabelecidos, mas com uma atitude relacional que envolve respeito mútuo e decisões difíceis. Tanto isso é coerente que o Pai não emite respostas a seu filho.&lt;br /&gt;Então, como um ato genuíno de real escolha, Jesus resolve demonstrar ao mundo até que ponto pode chegar o amor de Deus. Como dissemos, não se trata de um encaminhamento cego aos propósitos de um ser superior, mas de uma decisão consciente sobre o que realmente importa e sobre o que realmente é necessário. Jesus morreu por nós, tão somente, por amor e não por obrigação.&lt;br /&gt;É nesse contexto que podemos e devemos entender as palavras recitadas por Jesus na cruz do calvário. Dentre as quais nos deparamos com a expressão &lt;b&gt;tetelestai&lt;/b&gt; – está consumado. Tetelestai era a expressão presente nos carimbos que marcavam escravos adquiridos nos diversos mercados a céu aberto. Em outras palavras, queria dizer que a mercadoria, no caso escravos, estava liquidada. Na boca de Jesus, a expressão ganha uma conotação teológica, marcada pela idéia de que todos os seres humanos, escravos do pecado, a partir de Jesus, encontram a liberdade e a possibilidade de viver a vida sob os auspícios da maravilhosa graça de Deus. E nesse ponto em especial, precisamos evidenciar uma hermenêutica que tenha a ver com a nossa espiritualidade nesse momento atual, bem como a nossa forma de ser igreja.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, precisamos compreender que a igreja evangélica brasileira e porque não dizer, a igreja metodista precisa compreender e reaprender os sentidos embutidos na expressão tetelestai. Ora, Deus nos criou para a liberdade e confirmou a libertação na vida e obra de Jesus. Conforme o testemunho de Paulo em Gálatas 5,1: &lt;i&gt;foi para a liberdade que Cristo nos libertou&lt;/i&gt;. Dessa forma, temos que nos manter sóbrios e não nos submetermos, de novo, a jugo de escravidão. Mas eu vejo muito peso na igreja atual e em sua caminhada. Vejo o peso do autoritarismo, das campanhas financeiras travestidas de campanhas de oração e das múltiplas evidências de um projeto de santidade que não tem a ver com amizade com Deus, mas com a salvação pelas obras. Precisamos perguntar, então, sobre o que significa liberdade e se, de fato, a igreja é uma arca liberta como bem queria Martinho Lutero. Não consigo ver outro caminho para a igreja a não ser o caminho de uma liberdade marcada pela disciplina ética e pelo amor ao próximo.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, tetelestai nos convoca à convicção e à afirmação de que Cristo é o Senhor da vida. Ao afirmar que tudo está consumado, Jesus está se postando como o Kirie, o Senhor. E nesse ponto se evidencia uma outra pergunta: Temos tratado o Senhor como Senhor ou estamos transformando-o em um “garoto de recados”, carregando-o com nossas petições marcadas pela lógica do egoísmo e por nossa vontade de prosperar? Ora, a prosperidade bíblica, antes de ser a celebração mordaz das conquistas de posses e de bens, é a ausência de necessidades na dimensão maravilhosa do shalom – paz, mesmo na adversidade. Frases como “eu determino” ou “eu ordeno” enfraquecem a convicção de Cristo como Senhor da vida e o relegam a um lugar equivocado, onde a fé nada mais é que um mero formalismo de expressões e jargões evangélicos cantados ou aplicados aos parabrisas de muitos carros. Ao assumirmos tetelestai e ampliarmos nossa convicção de que Cristo é o Senhor, nos reposicionamos, numa práxis bíblica, como servos e servas, pessoas que existem, tão somente, para se dedicarem aos outros.&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, a expressão tetelestai nos convoca ao silêncio da oração e à reclusão ao recôndito do coração. Diante do brado do crucificado, não temos outra opção a não ser a de nos sensibilizarmos com o sofrimento injusto do justo, da morte criminosa do sem nenhum crime, da violência sobre o corpo e a exposição daquele que só espargiu o sublime amor. Tal silêncio e reclusão visam, tão somente, fazer-nos comprometidos com o sofrimento de milhares de gentes que estão ou se tornam atormentadas por sofrimentos voluntários e involuntários. Ora, os sofrimentos voluntários são decorrentes das escolhas pessoais e das escolhas da humanidade. Já os sofrimentos involuntários são decorrentes de uma dimensão que nos não gostamos muito, conhecida como acaso. Quem definiu de forma brilhante as dimensões do voluntário e do involuntário foi o filósofo cristão Paul Ricoeur. Na verdade, nossa grande inquietação reside na dimensão do involuntário. E essa inquietação vem acompanhada da seguinte pergunta: por que Deus não intervém diretamente e com mais vigor diante de situações complexas e difíceis? No recente livro de Philip Yancey, de título Pra que serve Deus. Em busca da verdadeira fé, Yancey, numa direção específica argumenta: “&lt;i&gt;A pergunta ‘Pra que serve Deus?’ é uma pergunta aberta cuja resposta Deus investiu em nós, seus seguidores. Nós somos os que foram chamados a mostrar uma fé que tem importância para o mundo que observa.&lt;/i&gt;”&lt;br /&gt;Diante da pergunta pra que serve Deus? Jesus respondeu: tetelestai e desta forma, mostrou para o mundo a dimensão do amor de Deus e a fé que move montanhas, abrindo múltiplas possibilidades de nos entendermos e de nos posicionarmos perante o mundo. Diante dos sofrimentos, nossa atitude e postura são respostas de Deus para as pessoas. Mais do que palavras de efeito, precisamos viver ações solidárias marcadas por verdades encharcadas de amor, o mais perfeito.&lt;br /&gt;Finalmente, podemos efetivar algumas considerações, dentre as quais destacamos:&lt;br /&gt;a. Jesus doou-se por nós para que compreendêssemos a grandiosa dimensão do amor de Deus pelo mundo. Como evidenciado em João 3.16, Deus amou o mundo e deu Jesus a este, não para morrer, mas para viver o amor;&lt;br /&gt;b. A expressão tetelestai é o brado teológico que afirma o fato de que a escravidão não mais existe. Jesus foi à feira livre e comprou as pessoas para si. Carimbou-as e lhes garantiu um jugo suave e um fardo leve;&lt;br /&gt;c. A igreja precisa reaprender o significado de tetelestai e viver a tônica da liberdade marcada pela ética e pelo amor. Santo Agostinho em suas confissões sugeriu uma expressão simbólica: Ama e faze o que quiseres, ou seja, quando o amor está no ar, tudo se torna mais significativo;&lt;br /&gt;d. Uma bandeira precisa ser levantada urgentemente, e essa bandeira contém a inscrição: Jesus é o Senhor! Nós, os servos e servas! Ou assumimos essa postura perante o mundo e de forma mais particularizada perante a nossa cidade de Juiz de Fora, ou seremos, nada mais, nada menos que um sino que badala e não provoca mudanças;&lt;br /&gt;e. Temos que ressaltar a sensibilidade em nosso coração. Nós não podemos aceitar em nossas comunidades a indiferença e o desrespeito, mas assumirmos, em gênero, número e grau o fato de que o sentido de nossa vida está em não nos alhearmos aos sofrimentos da sociedade e do mundo. Nessa direção, em um sermão pregado em Santa Maria, Oxford, em 1744, Wesley, lendo o texto de Atos 4.31-36, enfatizou que os apóstolos reunidos em oração sentiram o lugar em que estavam tremer e todos ficarem cheios do Espírito Santo, e, “com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus”. “&lt;i&gt;Wesley ressalta que, nos versos seguintes, não há menção aos sinais extraordinários e às línguas que acompanharam o primeiro Pentecostes, mas antes os sinais, que acompanharam esse encher do Espírito, resultaram do fato de que era um  coração e a alma, o que levava a um mútuo partilhar dos recursos. Por terem sido tomados por uma evidência do amor de Deus o Pai, e de seu amor aos ímpios, através do Filho, agora aceitos no Bem-Amado”, foram capacitados  estender esse amor aos outros. ‘Os que assim amam a Deus não podem deixar de também amar a seus irmãos, não em palavras somente, mas em obras e em verdade’. A igreja de Jerusalém alcança e ‘alimenta os famintos, veste os nus, auxilia os órfãos e os peregrinos, visita e ajuda os que estão enfermos ou presos e dá todos os bens para sustento dos pobres’&lt;/i&gt;”. &lt;strike&gt;Runyon. A Nova Criação, p. 231&lt;/strike&gt;.  &lt;br /&gt;Assim, num dia como esse, marcado pela evidenciação memorial dos brados e da morte de Jesus, somos, uma vez mais, convidados a nos postarmos perante a cruz. Não para a singela contemplação poética, mas para sentirmos o que o crucificado sentiu ao doar-se e bradarmos em alto e bom som ao quatro cantos da terra: tetelestai e agirmos na transformação do mundo e da sociedade, expressando: está consumado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-7684653836617065910?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/7684653836617065910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=7684653836617065910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7684653836617065910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7684653836617065910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/04/tetelestai-esta-consumado.html' title='Tetelestai - Está Consumado'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-7885042762206791296</id><published>2011-04-13T10:58:00.001-07:00</published><updated>2011-04-13T10:58:59.870-07:00</updated><title type='text'>A TRAGÉDIA NA ESCOLA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-S-nIJr1Jp30/TaXkXOGyDEI/AAAAAAAAAK0/Mq1efZRIvic/s1600/ataque-escola-tasso-silveira-3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="280" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-S-nIJr1Jp30/TaXkXOGyDEI/AAAAAAAAAK0/Mq1efZRIvic/s400/ataque-escola-tasso-silveira-3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todos estamos estarrecidos e inconformados com a ocorrência dessa última quinta-feira, dia 07 de abril de 2010, em uma Escola pública localizada em Realengo, no Rio de Janeiro, a escola Tasso da Silveira. Mais uma vez, a cidade maravilhosa, que é tão pechada por causa da violência, se vê amedrontada por um ataque insano a crianças e professoras num dia habitual de atividades.&lt;br /&gt;Um jovem, por certo vítima de preconceitos e violência na vida pueril, atirou à queima roupa em pequenas brasileiras e pequenos brasileiros que, como eu e você, tinham todo o direito a vida. O ocorrido comoveu a nação brasileira e, mais uma vez, acendeu a luz vermelha quanto ao fato de que situações inusitadas podem acontecer em qualquer lugar onde as realizações inerentes à vida ocorrem. Mas, por uma razão óbvia, é certo que não esperamos que tais incidentes ocorram em escolas. Para nós, escolas, igrejas, shoppings e outros recintos privados não são locais propícios para a ocorrência de fatos como esses.&lt;br /&gt;É claro que diante dessa tragédia, múltiplas perguntas nos surgem, principalmente aquela que vaticinam: onde está Deus que não impede tais situações? É realmente incrível a nossa facilidade em lançar a culpa para o Outro, principalmente para o Outro que só destila amor. As perguntas duvidosas nos surgem porque temos dificuldades em aceitar as nossas limitações humanas e entender que a vida e suas nuanças sempre nos pregam peças e apresentam surpresas.&lt;br /&gt;A surpresa que amedrontou o povo carioca e que comoveu a nação brasileira foi, como já dissemos, de uma crueldade insana. Por isso, sobram as perguntas e faltam-nos as respostas.&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: aqueles que acusam Deus de permitir tais infortúnios se esquecem de que no Brasil ainda persiste uma má distribuição de renda. No Brasil, pobre tem pouco acesso a terapia. No Brasil, os melhores projetos educacionais, como o da escola em tempo integral, foram abortados. No Brasil, também, professores e professoras que deveriam existir tão somente para exercerem as tarefas de ensino se vêm obrigados(as) a cuidar das crianças para além dos limites da sala de aula. No Brasil, enfim, a violência dentro das escolas é um reflexo da violência que ocorre dentro das casas. Há uma repetição de gestos e palavras. Para ser mais preciso, de agressões e xingamentos. Será Deus o culpado disso tudo?&lt;br /&gt;Nosso papel cristão, num momento como esse, passa, necessariamente, pelo silêncio e pela oração solidária às famílias enlutadas. Lágrimas me surgem ao pensar nos sonhos, sorrisos e brinquedos que foram calados. Nosso papel passa também pelo clamor profético. Não podemos nos calar frente aos desafios como o que essa tragédia nos aponta. Mais do que isso, deveríamos encher as caixas de mensagens e sairmos às ruas com uma fita preta atada ao braço, declarando com fé e vigor a essência significativa do evangelho que é para todos, não somente para alguns.&lt;br /&gt;E ao final do dia, quando o corpo desejar o tombamento, tamanho o sentimento de saudade, só nos caberá procurar um canto qualquer com o intuito de chorar com o Deus que também chora lágrimas de indignação, a morte destas crianças.&lt;br /&gt;Kirie Eleisson.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-7885042762206791296?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/7885042762206791296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=7885042762206791296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7885042762206791296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7885042762206791296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/04/tragedia-na-escola.html' title='A TRAGÉDIA NA ESCOLA'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-S-nIJr1Jp30/TaXkXOGyDEI/AAAAAAAAAK0/Mq1efZRIvic/s72-c/ataque-escola-tasso-silveira-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-5984211255883771052</id><published>2011-03-31T11:03:00.000-07:00</published><updated>2011-04-11T11:00:01.169-07:00</updated><title type='text'>Foi inevitável</title><content type='html'>Foi inevitável. Pela manhã de 30 de março de 2011, ao ouvir as notícias que anunciavam o falecimento do ex-vice presidente José Alencar, lembrei-me do meu pai Luiz Tecli Coppe. É que os dramas da personagem mais conhecida do Brasil me fizeram reviver os momentos dramáticos e traumáticos vivenciados pelo meu pai - um menos conhecido - que também lutou bravamente contra o câncer no intestino. Ele faleceu em dezembro de 2004.&lt;br /&gt;Falar da morte de uma pessoa querida e amiga não é tarefa fácil, entretanto, minhas memórias surgiram como as larvas de um vulcão do Pacífico e não pude contê-las. A comoção tomou conta do meu viver. As analogias foram inevitáveis.&lt;br /&gt;Não posso falar de Alencar pois nunca fui próximo a ele. Falo, então, de quem conheci bem.&lt;br /&gt;Meu pai foi um cara legal. Um sujeito de muitas paixões, marinheiro e amante da vida e da simplicidade. Ele trabalhava como Técnico em Instrumentação pneumática e eletrônica, na extinta Siderúrgica Mendes Júnior, instalada na cidade de Juiz de Fora - MG. Nessa empresa, no desenvolver competente de sua função, ele conhecia todos os manômetros pelo nome e dava manutenção a cada um deles com precisão cirúrgica. Na intimidade da casa, era duro e firme com as palavras, mas profundamente sensível às belezas do cotidiano e determinado no cuidado com a esposa e filhos, continuamente exaltando a bandeira da honestidade, santa honestidade. Ele sempre se assumiu como um apaixonado por futebol, carro, religião, sinuca, samba canção e praia. Era muito fácil vê-lo emocionado frente a um momento de revelação da sensibilidade, fossem elas artísticas ou naturais. Enfim, um capixaba com espírito carioca, profundamente brasileiro.&lt;br /&gt;O maior legado que esse homem me deixou foi o da humildade. Nunca foi de esnobar ou mostrar ser o que não era. Sempre nutrirei profunda admiração por esse legado.&lt;br /&gt;Entre 2000 e 2004, ele lutou bravamente contra o câncer. Nunca perdeu a esperança e, como Jó, enfrentou sua luta pessoal com resignação. Nunca o vi difamando os céus, sequer as pessoas. Nem mesmo a fraqueza do corpo provocada pelas múltiplas quimio e radioterapias foi capaz de fazê-lo tombar em ressentimentos.&lt;br /&gt;Tive o privilégio de conviver com ele nos últimos 10 meses de sua vida depois de uma decisão arrojada de mudar-me, com a família, da cidade de Belo Horizonte para Juiz de Fora. Nesse tempo de aproximação, se estabeleceu em minha mente um misto entre alegria e indignação. Não era fácil perceber meu pai naquela situação.&lt;br /&gt;Então, diante do ocorrido recente, estampado na mídia, foi realmente inevitável não estabelecer comparações, guardadas as devidas proporções.&lt;br /&gt;A vida continua e ela continuará a pregar peças em outros Coppes, Alencares, Marias e Sebastianas. A vida continua e sempre apontará as nossas fraquezas, as nossas limitações, as nossas lutas.&lt;br /&gt;E diante desse quadro, não me sobra alternativas a não ser silenciar-me saudosamente em meio a preces.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-5984211255883771052?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/5984211255883771052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=5984211255883771052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5984211255883771052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5984211255883771052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/03/foi-inevitavel.html' title='Foi inevitável'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4154339933961022675</id><published>2011-03-18T10:11:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T10:07:50.343-07:00</updated><title type='text'>Travessia, Travessa e Travessuras - uma crônica sobre o primeiro culto oficial da  "nova" comunidade em Belém do Pará</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YlGWiEMzSdg/TYOQ90ODCMI/AAAAAAAAAKU/RmksXeECnSs/s1600/DSC_0016.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="133" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-YlGWiEMzSdg/TYOQ90ODCMI/AAAAAAAAAKU/RmksXeECnSs/s200/DSC_0016.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O poeta Milton Nascimento lançou em 1967 a música Travessia. Excetuando-se os dramas de ordem existencial presentes na letra da música, o estribilho assim se expressa: &lt;i&gt;Solto a voz nas estradas, já não quero parar. Meu caminho é de pedras, como posso sonhar? Sonho feito de brisa, vento vem terminar. Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque cargas d´água, enquanto me dirigia ao encontro dos irmãos e irmãs de Belém, na nova comunidade de fé, localizada à Travessa Três de Maio, veio-me a mente essa canção do referido poeta mineiro. Num piscar de olhos, entretanto, cheguei à conclusão de que, na verdade, a memória, esse palácio brilhante e cheio de informações - &lt;i&gt;conforme definição de Agostinho em suas Confissões&lt;/i&gt; - fazia suas conexões intensas e emaranhadas sobre os caminhos e descaminhos da vida. Em outras palavras, se estabeleciam e se conectavam a Travessia, a Travessa, e as Travessuras neste novo momento. A emoção tomou conta do ser...&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-68915c3dnho/TYORxSwVo2I/AAAAAAAAAKc/xBHZEc_c7aE/s1600/DSC_0039.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="133" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-68915c3dnho/TYORxSwVo2I/AAAAAAAAAKc/xBHZEc_c7aE/s200/DSC_0039.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me vi atravessando a travessia travessa e percebi que não estava só. Muitos outros travessos estavam comigo, conosco.&lt;br /&gt;Nessa travessia travessa encontrei pessoas, gente como a gente que quer viver, tão somente, a singularidade do Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, há sabores e saberes em Belém. Plenitudes mistagógicas que precisam ser reveladas. É um outro Brasil com cara de brasis.&lt;br /&gt;Dentre todos os sublimes momentos ali vivenciados, entremeados de visitas, conversas e comida típica, celebramos a Ceia do Senhor, num momento de culto, onde rememoramos a vida e acolhemos a Palavra de Deus com alegria, temor e tremor. As palavras seriam poucas para expressar os sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mwI-lwa1sdU/TYOSVn8yPaI/AAAAAAAAAKk/QZjHcnxf9KI/s1600/DSC_0057.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="133" width="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-mwI-lwa1sdU/TYOSVn8yPaI/AAAAAAAAAKk/QZjHcnxf9KI/s200/DSC_0057.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, sucintamente é isso.&lt;br /&gt;Com o anelo de que as metáforas aqui apresentadas revelem pelo menos um pouco do muito experienciado, quero convidar todos(as) a continuarem se esmerando nessa travessia. Por isso, também resolvi partilhar com todos(as) algumas imagens fortes de um metodismo que, teimoso, insiste em sobreviver frente aos novos ventos de doutrinas.&lt;br /&gt;Assim, a travessia travessa de múltiplos confessantes continua e ela será contada e cantada por muitos. Isso acontecerá porque, ao final das contas, quem criou essa travessia travessa foi aquele que nós conhecemos como Senhor da Vida. Assim cremos. A Ele, todo louvor.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-X_BSCG2vfpI/TYOUKwF4VcI/AAAAAAAAAKs/6Zh8J5AThLM/s1600/DSC_0055.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="133" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-X_BSCG2vfpI/TYOUKwF4VcI/AAAAAAAAAKs/6Zh8J5AThLM/s200/DSC_0055.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moisés Coppe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4154339933961022675?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4154339933961022675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4154339933961022675' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4154339933961022675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4154339933961022675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/03/travessia-travessa-e-travessuras.html' title='Travessia, Travessa e Travessuras - uma crônica sobre o primeiro culto oficial da  &quot;nova&quot; comunidade em Belém do Pará'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YlGWiEMzSdg/TYOQ90ODCMI/AAAAAAAAAKU/RmksXeECnSs/s72-c/DSC_0016.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-8261715059172543665</id><published>2011-03-15T14:31:00.000-07:00</published><updated>2011-03-15T14:34:33.793-07:00</updated><title type='text'>Vamos ser o que a gente realmente é</title><content type='html'>Às vezes, as lágrimas rolam saudosas quando um fato inusitado nos visita a alma. Sempre sou visitado por esses lampejos de gratuidade que aparecem do nada – &lt;i&gt;ex nihilo&lt;/i&gt;. Tenho passado semanas difíceis, marcadas por uma espécie de avaliação lancinante de minha caminhada e um pouco de ansiedade acompanhada de perguntas sobre o sentido de minha peregrinação nesse mundo cada dia mais insensível.&lt;br /&gt;Hoje, pela madrugada, me vi aturdido por pensamentos desconectados que insistiam em construir pontes entre o nada e o vazio. A cabeça doía, pois eu insistia em controlar as chamas que rapidamente se tornaram labaredas. Debrucei-em em oração diante da constatação de que outra coisa não havia pra fazer. De vez em sempre, passo por esse caminho apertado e espinhoso marcado pelo encontro com a minha própria essência.&lt;br /&gt;Não se trata de nenhuma crise de fé, mas de simples constatação da realidade e da impotência diante de fatos e situações porque a maioria das coisas que queria que acontecessem não acontecem, pois não dependem de mim. E os nós já apertados, se estreitam ainda mais. Como disse, não se trata de falta de fé, pois sinto Ele perto, até demais. Sei que a Sua Graça não me deixa, de forma alguma.&lt;br /&gt;Mesmo com essa consciência, ainda me sinto perseguido por alguns "abortos" “poimênicos” que ocorreram em minha jornada. Abortos ministeriais que não sei se serão reparados. Abortos que envolveram pessoas que eu amava, pessoas que considerava da minha própria família. Quero deixar claro que os abortos poimênicos não foram espontâneos. Foram provocados por necessidades alheias à minha vontade e, principalmente, pelo sistema do qual faço parte. De qualquer forma, se ainda há equilíbrio em minha vida é porque no momento certo tomei a decisão por um projeto marcado pela ênfase: &lt;b&gt;eu e minha casa serviremos a Ele&lt;/b&gt;. Mas o peso desses abortos ainda me persegue. Não que eu me considere algo ou alguma coisa, uma espécie de salvador da pátria, mas tenho me esforçado, veementemente, para ser autêntico, em palavras e em gestos, e toda autenticidade possui seus riscos. Não me considero solução de situação alguma. Somente tenho saudade de algo que não tive porque “optei” não ter. Sempre fugi da linha perversa da mediocridade, o que não é fácil, pois acabo me encontrando comigo mesmo, meu maior inimigo.&lt;br /&gt;E assim, sigo questionando os que preferem a aparência de ser o que não são. Aliás, tenho me deparado com muitas pessoas que vivem dessa forma. Quando eu era adolescente, havia um comercial de um xampu chamado Denorex. O bordão dizia: “&lt;i&gt;Parece xampu, mas não é; parece remédio, mas não é. Denorex: parece, mas não é&lt;/i&gt;”. Acho que tem muita gente buscando parecer o que não, em outras palavras, buscando ser santo, sem ser. Cansei desse tipo de gente. Gosto de quem paga preço pela sua honestidade e clareza de pensamento, sem fazer tipo. Por isso, onde estiver, sempre me lembrarei com respeito e orgulho das pessoas que são o que são. Infelizmente, conheço poucos que aprenderam a viver como o mestre de Nazaré, sem máscaras.&lt;br /&gt;Por isso, quero, tão somente, agradecer aqueles que agem com sinceridade, vivem com sinceridade e demonstram o anelo carinhoso pela dimensão do Reino de Deus. Acho que, ao final das contas, o que vale é a gente não tentar colocar poano novo em roupa velha, nem, tampouco, vinho novo em odre velho. Vamos ser o que a gente realmente é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-8261715059172543665?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/8261715059172543665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=8261715059172543665' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8261715059172543665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8261715059172543665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/03/vamos-ser-o-que-gente-realmente-e.html' title='Vamos ser o que a gente realmente é'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-8778038447904661669</id><published>2011-02-10T07:28:00.000-08:00</published><updated>2011-02-10T07:28:38.405-08:00</updated><title type='text'>INQUIETANTES PALAVRAS DO FILHO DO HOMEM</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EY1LDBsr6_w/TVQEHpRzESI/AAAAAAAAAKM/2rks6jzy9Fg/s1600/20100414_esquerda_dereita.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="140" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-EY1LDBsr6_w/TVQEHpRzESI/AAAAAAAAAKM/2rks6jzy9Fg/s200/20100414_esquerda_dereita.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nós temos dúvidas em relação ao Dia do Juízo final ou Dia do julgamento final. Uma importante consideração inicial sobre o assunto é pautada pela idéia de que não há possibilidades de pessoa alguma saber o que realmente vai acontecer. Existem muitas especulações e poucas certezas. Talvez, a maior de todas as certezas se configura no fato de que, ao final dos tempos, nos encontraremos com Jesus.&lt;br /&gt;De qualquer forma, vez por outra surge a pergunta: Como vem o filho do homem?  Antes de considerarmos a pergunta, cabe-nos argüir sobre um pormenor: por que “Filho do Homem” e não “Filho de Deus”? Ora, Mateus tem um cuidado peculiar de não usar o nome de Deus em vão. Então ele utiliza a expressão filho do homem. E esse filho do homem vem na sua majestade, com todos os anjos e se assentará no trono da sua glória. Assim ele se encontrará com as pessoas. Mas como se dá esse encontro?&lt;br /&gt;Segundo o relato bíblico, todas as nações se reúnem na sua presença. Então Ele separa uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas, sendo que as ovelhas ficam à sua direita e os cabritos ficam à sua esquerda. E o filho do homem dirá...&lt;br /&gt;... AOS DA DIREITA&lt;br /&gt;Vinde benditos de meu pai, entrai no gozo eterno porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era forasteiro e me hospedastes, estava nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; preso e foste ver-me. O que acho mais curioso é o fato de que eles não sabiam por que estavam entrando no gozo eterno. Por isso, eles perguntaram: Quando foi?&lt;br /&gt;O filho do homem, agora na configuração de rei, responde: Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Decorre dessa assertiva uma pergunta: quem são os pequeninos de Jesus? Ora, os pequeninos são, indubitavelmente, todos os que sofrem as angústias e injustiças desse mundo.&lt;br /&gt;... AOS DA ESQUERDA&lt;br /&gt;Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos, porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era forasteiro e não me hospedastes, estava nu e não me vestistes; enfermo e não me visitastes; preso e não foste ver-me. E a mesma pergunta farão:  Quando foi?&lt;br /&gt;O filho do homem responde: Em verdade vos afirmo que sempre que o deixaste de fazer a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o deixastes de fazer. Para estes não sobra alternativa, a não ser o castigo eterno.&lt;br /&gt;Às vezes, me pergunto o porquê de um discurso tão duro, se Deus é amor. Ora, o evangelista Mateus escreve para os judeus da diáspora (dispersão) que estavam vivendo todo tipo de situações complexas, principalmente no que se refere às perseguições por causa da profissão de fé. Diante dos seus dramas, os judeus cristãos deveriam responder de alguma forma, e Mateus os exorta a responderem de uma forma diferente. Dizendo não a indiferença. Assim, estes mesmos judeus, diante das suas lutas pessoais, não poderiam deixar de ser solidários e amorosos com os pequeninos. E Mateus ainda insiste no fato de que eles deveriam agir sem esperar nada em troca. Mateus procura fugir da lógica da indiferança.&lt;br /&gt;Se há uma esfera na vida, totalmente perniciosa, essa esfera é a indiferença- egoísta – que pensa somente em si. O que condena o ser humano é esse tipo de atitude. Fugindo da lógica do pensar somente em si e partindo para ação solidária junto aos pequeninos, sem barganhas, estamos fazendo algo a Ele.&lt;br /&gt;E o que isso significa para nós, então? Como Igreja, temos que ter uma ação mais específica em relação aos pequeninos. Se temos um coração adorador, torna-se crucial a nossa dedicação em projetos que auxiliem a quem está à deriva da vida. Uma pergunta eu poderia sugerir a todos nós para outras reflexões: Quais ações poderíamos realizar com o intuito de melhor nos posicionarmos como cristãos (ãs) nesse mundo? Independente da resposta que vamos dar, torna-se fundamental pedir a Jesus sua ajuda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-8778038447904661669?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/8778038447904661669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=8778038447904661669' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8778038447904661669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8778038447904661669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/02/inquietantes-palavras-do-filho-do-homem.html' title='INQUIETANTES PALAVRAS DO FILHO DO HOMEM'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EY1LDBsr6_w/TVQEHpRzESI/AAAAAAAAAKM/2rks6jzy9Fg/s72-c/20100414_esquerda_dereita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4769173969891872663</id><published>2011-01-05T15:41:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T15:46:04.019-08:00</updated><title type='text'>A Escrita do Deus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TSUCsAc8kBI/AAAAAAAAAJ4/KnDa_kSNYAg/s1600/jorge-luis-borges.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="146" src="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TSUCsAc8kBI/AAAAAAAAAJ4/KnDa_kSNYAg/s200/jorge-luis-borges.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O escritor argentino Jorge Luís Borges escreveu um texto intitulado &lt;i&gt;A Escrita do Deus&lt;/i&gt; onde, de uma forma bastante misteriosa, descreve o encontro de Tzinacan com o sagrado.&lt;br /&gt;A crônica refere-se à narrativa dos sentimentos e percepções simbólicas de um prisioneiro religioso, um mago da pirâmide de Qohalon, chamado Tzinacan. Sua pirâmide fora queimada e destruída por Pedro de Alvarado, sendo ele, posteriormente, encarcerado.&lt;br /&gt;Ele está preso em um fosso de pedra, cuja estrutura é separada por um muro que possui uma janela ao nível do chão. Do outro lado do muro há um jaguar. Tzinacan somente pode vê-lo quando o alçapão se abre ao meio dia e a luz adentra o recinto, justamente no momento em que o carcereiro leva água e carne para o homem e o animal encarcerado. Nas trevas, o jaguar é imaginado por Tzinacan. Com a luz, o animal pode ser vislumbrado.&lt;br /&gt;Tzinacan fala de seu mundo, de suas inquietações, de seus temores e de seu desespero. Isso fica claro quando ele mesmo aborda que quando jovem andava por toda a prisão, mas agora não consegue magia que o livre.&lt;br /&gt;Ele foi maltratado por algozes que almejavam a revelação de um tesouro escondido, mas, mesmo moribundo, se manteve silencioso e resignado, seu sentimento denuncia certo contentamento: o ídolo do deus não lhe abandonou.&lt;br /&gt;Na treva do cárcere, premido pela necessidade de fazer algo, vagueia na sombra e busca entender a escrita do deus, ou seja, a revelação dada na criação. Essa era uma escrita que poderia libertá-lo daquele cárcere. Talvez, ele já a tenha visto, mas falta-lhe o entendimento.&lt;br /&gt;Decorre de sua reflexão a vertigem e ele busca uma forma que pudesse significar seu símbolo. Buscou a forma árvore, a forma pássaro, a forma homem, talvez, ele mesmo. Mas, ao final constatou que o símbolo podia ser o jaguar que estava ao seu lado. Com essa conclusão, sua alma se enche de piedade. A mente de Tzinacan divaga e ele pensa na escrita do deus revelada na vivência e pelagem da rede de tigres. Nesse momento, a percepção do jaguar transmuda-se. Gastou-se no afã de decifrar a pelagem, inclusive os pontos e manchas, mas reconheceu ao final, a grandeza do mistério e sua impossibilidade de entender o símbolo. Isso porque uma coisa pode conter o todo, o tudo, o mundo, o universo. Mas, mesmo assim, essas são pobres palavras humanas que buscam conter o incontido.&lt;br /&gt;Decorre dessa experiência o delírio. Areias que se multiplicam. Areias que o sufocam. Sonhos dentro de sonhos e uma corajosa confissão: o homem é ele e suas circunstâncias. Regressando do labirinto dos sonhos, desperta em seu cárcere e bendiz todas as coisas: a umidade, o tigre, a treva, a fresta de luz, o corpo dolorido, a pedra...&lt;br /&gt;É quando Tzinacan encontra sentido em sua circunstância. A união mística com o deus ocorre e os símbolos dessa revelação não se repetem. Na infinitude das visões, Tzinacan encontra sentido para o que não tem sentido. São os infinitos processos que formavam uma só felicidade. A sua experiência mística o leva a cogitar a possibilidade de se tornar também um deus, e assim vingar-se dos seus algozes. A plenitude estava tão próxima e intangível. Mas a plenitude o leva a esquecer-se de si mesmo, de Tzinacan. E assim, mediante seu encontro com a escrita do deus, conclui triunfante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Que morra comigo o mistério que está escrito nos tigres. Quem entreviu o universo, quem entreviu os ardentes desígnios do universo não pode pensar em um homem, em suas triviais venturas e desventuras, mesmo que esse homem seja ele. Esse homem foi ele e agora não lhe importa. Que lhe importa a sorte daquele outro, que lhe importa a nação daquele outro, se ele agora é ninguém. Por isso não pronuncio a fórmula, por isso deixo que os dias me esqueçam, deitado na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4769173969891872663?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4769173969891872663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4769173969891872663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4769173969891872663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4769173969891872663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2011/01/escrita-do-deus.html' title='A Escrita do Deus'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TSUCsAc8kBI/AAAAAAAAAJ4/KnDa_kSNYAg/s72-c/jorge-luis-borges.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-856292976190957579</id><published>2010-11-01T13:22:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T13:40:03.568-07:00</updated><title type='text'>Graça Responsável</title><content type='html'>Ontem, dia do aniversário de 493 anos da Reforma Protestante, que ocorreu iconicamente em 31 de outubro de 1517, em Wittenberg, na Alemanha, resolvi escrever um pouco sobre um dos seus pilares: a graça de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sola Gratia &lt;/b&gt;– Só a Graça – era uma das expressões caras ao movimento liderado por Martinho Lutero. Essa expressão deslocava a mediação da Cristandade – termo que designa uma estrutura ao mesmo tempo política e eclesiástica – como única mediadora da graça de Deus para a possibilidade de acesso à mesma graça por todas as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVI, a Igreja, com sua famosa máxima &lt;i&gt;Extra Eclesiam Nulla Salus&lt;/i&gt;, que quer dizer Fora da Igreja não há Salvação, se apresentava diante do mundo como a única mediadora da graça de Deus. Isso quer dizer que se as pessoas quisessem alcançar a salvação, teriam, necessariamente, que pedir passagem pelos sacramentos controlados pela Igreja e somente por ela. Qualquer atitude diferente dessa levava as pessoas à excomunhão e em casos mais complexos, à chamada santa inquisição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse quadro, Lutero desfralda a perspectiva de que a Graça de Deus não pode ser controlada por qualquer estrutura em vigência, mesmo por aquela que ab-roga para si o direito de ser mediadora entre Deus e os homens. Dessa forma, a expressão Sola Gratia se tornou emblemática para o movimento da Reforma por libertar o ser humano da relação estrutural para a relacional, esta inserida na dinâmica da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, essa guinada no pensamento luterano levou as pessoas a pensarem a idéia de uma salvação que se dá por pura graça. Para muitos cristãos, não era preciso fazer coisa alguma para se alcançar a salvação, pois esta é um dom gratuito, dado por Deus pela sua Graça. Essa atitude, por parte de muitos, levou o pastor e teólogo Dietrich Bonhoeffer, luterano, a alertar em seu livro Discipulado sobre a perspectiva daquilo que ele apelidou como Graça Barata. Essa expressão caracteriza-se no relato de Bonhoeffer como sendo a tentativa do humano em não se comprometer com a vida, de forma mais enfática com o próximo, pois nada mais é preciso fazer para se alcançar a plenitude da salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente, no século XVIII, no deslindar da teologia pastoral do caminho, proposta por John Wesley, a preocupação com a resposta do ser humano diante de Deus havia provocado diversas reflexões. Wesley tinha na Graça a força maior de sua atuação, tanto isso é verdade que muitos teólogos consideram a teologia de Wesley como uma teologia da Graça. Entretanto, mais do que isso, a teologia da Graça em Wesley perpassa a lógica de uma resposta responsável do ser humano diante de Deus. A Graça para Wesley é uma Graça responsável no sentido de evidenciar a ação de Deus com a obra humana, no que podemos conceber como sinergismo. Sinergismo quer dizer ação conjunta, e se estabelece no pensamento wesleyano de acordo com a lógica de Agostinho, que assim se expressa: “Aquele que nos criou sem nós, não nos salvará sem nós”. Deus requer nossa participação em sua obra salvífica, pois Ele, que começou boa obra em nós, há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus com a nossa participação. Esse é um critério de corresponsabilidade. Segundo o professor Helmut Renders, da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista do Brasil, em seu livro &lt;b&gt;Andar como Cristo Andou&lt;/b&gt;, “&lt;i&gt;esta corresponsabilidade é desenvolvida na caminhada. O ser humano não somente deve, mas, em primeiro lugar, pode amadurecer na caminhada. Para isto, ele precisa se dar conta da sua própria complexidade, conhecer seus abismos e seu potencial. A presença da graça divina no mundo quer transformar “crianças na fé” em “homens e mulheres de fé”. Por isso Wesley enfatiza a perfeição cristã como elemento-chave da sua teologia prática. Da relacionalidade e corresponsabilidade do ser humano para com Deus, nasce a visão para transformações reais. Os horizontes da esperança alimentam-se desta convicção. A relação sinergética com Deus fortalece e transforma a pessoa&lt;/i&gt;” (pág. 337).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, ao rememorarmos a expressão Sola Gratia, tão cara ao movimento da Reforma, que todos tenhamos no coração a convicção de que participamos do propósito de Deus em querer salvar o mundo. E assim, anunciemos com convicção nossa responsabilidade diante de Deus e do mundo. Assim como Deus é gracioso conosco, que sejamos graciosos com as pessoas. Seja sempre esse o nosso alvo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-856292976190957579?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/856292976190957579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=856292976190957579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/856292976190957579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/856292976190957579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/11/graca-responsavel.html' title='Graça Responsável'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-8696986678355099171</id><published>2010-10-02T12:50:00.001-07:00</published><updated>2010-10-02T12:50:39.767-07:00</updated><title type='text'>ELEIÇÕES 2010 – VOTO E LIBERDADADE</title><content type='html'>Neste domingo, dia 03 de outubro de 2010, paradoxalmente, votamos pela democracia. Digo paradoxalmente porque, se realmente vivêssemos em uma democracia, o voto não seria obrigatório. Independente das questões reflexivas que poderíamos suscitar sobre esse valor universal chamado democracia, o importante é que participamos de um pleito que tem possibilidades de melhorar a dimensão de vida social no Estado. Pelo menos esse é o nosso intento.&lt;br /&gt;Nessa perspectiva de melhoria dos nossos anseios sociais, venho propor uma reflexão oriunda do pensamento do filósofo florentino Nicolau Maquiavel que escreveu a clássica obra “O Príncipe” entre os anos de 1513 e 1516. A obra de Maquiavel evidencia, pela primeira vez na história, o desenvolvimento da política como ela realmente é. Ao contrário dos antigos escritos gregos ou mesmo dos posicionamentos dos pensadores da cristandade, Maquiavel revelou a política em sua configuração nua e crua. Decorreu dessa sua leitura detida o adjetivo “maquiavélico” para designar ações escusas e impróprias para aqueles que almejam o poder em qualquer de suas esferas. Entretanto, o uso desse adjetivo para situações equivocadas é uma injustiça à Maquiavel. A máxima que lhe é atribuída, de que os fins justificam os meios, não pode ser vista como proposição do seu pensamento, mas como leitura de uma situação dada à priori. Por exemplo, vou citar uma de suas frases com o intuito de melhor clarificar essa constatação.&lt;br /&gt;Maquiavel disse: “Há ainda duas maneiras de um cidadão comum tornar-se príncipe, quando não se pode atribuir tudo a sorte ou valor. Não quero deixa-los para trás, apesar de que um deles possa ser melhor discutido ao se falar de república. Trata-se de quando, por atos maus ou nefandos, chega-se ao principado, ou quando um cidadão comum, com o favor de outros cidadãos, torna-se príncipe de sua pátria”.&lt;br /&gt;Nessa citação, visualizamos nas entrelinhas os conceitos de virtú e fortuna. Não me aterei a apresentar suas recíprocas definições mais entranhadas senão situar que virtú e fortuna têm a ver com competência e sorte. Ora, o poder pode ser conquistado em uma dessas duas perspectivas.  O que mais me importa nessa citação de Maquiavel é considerar que no cenário político atual temos bons candidatos com boas propostas, mas, infelizmente, péssimos candidatos com péssimas propostas, e ainda bons candidatos com propostas ruins. Independente do candidato ou de suas propostas, torna-se importante, em nossa condição de cidadãos, votar com consciência e liberdade. É digno votar com a certeza de que se está contribuindo com um sistema um pouco mais humanizado. Pelo menos, é isso o que se espera de cidadãos comprometidos com as pessoas de suas comunidades, principalmente os chamados cristãos. Dito isso, importa afirmar que pessoa alguma deve votar por coação ou porque este ou aquele candidato defende esta ou aquela fé. Por exemplo, ao abordar uma pessoa que estava trabalhando no caixa de um supermercado, perguntei-a: - Você vai votar em quem? Ela me respondeu: - Em ninguém. Aliás, vou votar no meu pastor! Fiquei estupefato. Sentimentos díspares de raiva e compaixão se imbricaram em mim, mas ao final vaticinei: - Fazer o quê? Mas contrariando meu vaticínio, volto a me manifestar pelo voto consciente. &lt;br /&gt;Eu não tenho nenhuma ilusão em relação a este ou aquele candidato, pois tenho clareza de que as engrenagens do sistema político são complexas e estranhas à ética. Nosso sistema politica é regido pelo sistema econômico. Dessa forma, mesmo que um político eleito tenha as melhores intenções, os desafios da manutenção de sua ética serão, por demais, difíceis de serem mantidos. Quem manda, ao final das contas é Mamon. Quem não se lembra da decisão de Collor e sua equipe econômica em confiscar a poupança da população brasileira em 16 de março de 1990? Um verdadeiro golpe à boa fé brasileira. Lembremo-nos que um dos apoios mais preponderantes para a eleição de Collor foi dado pela Igreja Universal do Reino de Deus em troca de “coisinhas”, segundo a lógica “Tudo isso te darei se prostrado me adorares”.&lt;br /&gt;De qualquer forma, é preciso ter a consciência transparente. Vamos fazer a nossa parte da forma como nos pudermos. No final, vale o fato de termos tentado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-8696986678355099171?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/8696986678355099171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=8696986678355099171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8696986678355099171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8696986678355099171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/10/eleicoes-2010-voto-e-liberdadade.html' title='ELEIÇÕES 2010 – VOTO E LIBERDADADE'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-8868645272340265643</id><published>2010-09-21T16:04:00.005-07:00</published><updated>2010-09-21T16:04:49.797-07:00</updated><title type='text'>Os Ipês Amarelos e o Inusitado da Vida</title><content type='html'>Gosto de viajar. Gosto mais ainda de observar as belezas naturais. Às vezes, invejo os caminhoneiros que singram estradas conhecendo relevos, climas e gentes diversas, embora reconheça também a vida ingrata que levam.&lt;br /&gt;Eu gosto de viajar e me encanto com a poesia colorida expressa pela natureza. Entretanto, preciso confessar que a poesia que mais me encanta é o ipê amarelo. Em meio aos diversos tons de verde, impera absoluta a singela árvore de flores amarelas. Na verdade, o ipê amarelo é uma árvore brasileira bastante conhecida e muito bela. Está presente em todas as regiões do Brasil e pertence à espécie Tabebuia alba. &lt;br /&gt;As árvores desta espécie proporcionam um belo espetáculo com sua bela floração na arborização de ruas e matas. Elas embelezam e promovem um colorido no final do inverno. Essa árvore é natural do semi-árido alagoano e levou o governo, por meio do Decreto nº 6239, a transformá-la em árvore símbolo do estado.&lt;br /&gt;Em fins de agosto e início de setembro se revela essa beldade do Criador. O ipê amarelo é uma “teofania”, uma aparição de Deus na terra dos viventes. É o anúncio profético de que no cotidiano e habitual, o inusitado e belo tem o seu lugar. Dos galhos secos nasce ou floresce as flores que por sua exuberância, atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores. As sementes são semeadas pelos ventos...&lt;br /&gt;O que mais me espanta é o fato de que esses ipês, na maioria das vezes, se encontram solitários. Independente da forma e do tamanho de sua copa, são seres oníricos que não servem para enfeitar as casas, tampouco para a fabricação de móveis, embora sua madeira seja forte. É, tão somente, uma árvore que mitiga as profundezas da alma, despertando emoções. Se eu fosse uma árvore, seria, indubitavelmente, um ipê amarelo. Não por causa da sua beleza, ou do aspecto inusitado, ou mesmo da perspectiva solitária, mas pela capacidade de despertar no observador os sentimentos mais intensos.&lt;br /&gt;Acho que todos precisam vislumbrar e se deter ante a reflexão dos ipês amarelos. Eu, por exemplo, gostaria de dominar a arte dos bonsais para ter o meu próprio ipê amarelo, já que não posso ser um. É admirável ver aquelas árvores em miniatura. Eu inclusive pensei como seria maravilhoso receber em minha casa a presença sagrada desse ser vivo encantador. Por enquanto, contento-me em contemplá-los, livres, belos e encantadores nas relvas do nosso rico país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-8868645272340265643?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/8868645272340265643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=8868645272340265643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8868645272340265643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8868645272340265643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/09/os-ipes-amarelos-e-o-inusitado-da-vida_21.html' title='Os Ipês Amarelos e o Inusitado da Vida'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-7206954676229156064</id><published>2010-09-04T12:24:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T14:43:27.174-07:00</updated><title type='text'>Sem apresentações de candidatos, por favor!</title><content type='html'>Recebi dois e-mail´s essa última semana de representantes da cúpula religiosa da Igreja Metodista apresentando candidatos metodistas para os quadros políticos. Fiquei indignado. Sempre me gabei do fato de que a Igreja Metodista era politizada, mas não politiqueira; supra partidária e não defensora desse ou daquele nome.&lt;br /&gt;Pois bem, recebi esses e-mail´s e, além de indignado, fiquei estupefato. Acontece que, por uma razão óbvia, entendo que toda e qualquer pessoa tem o direito de escolher o seu candidato. Acho desonesto que um líder, pelo seu estamento ou status social, queira "apresentar" um candidato de forma oficial e documentada. É como se esse líder estivesse de alguma forma, em alguma esquina, entregando um “santinho”. E essa atitude é completamente estranha, por outra razão óbvia: se fizermos uma rápida pesquisa às últimas cartas pastorais da Igreja Metodista, que procuraram discutir a questão das eleições, descobriremos que suas letras deixam claro que a Igreja Metodista e seus pastores não se manifestam em relação a nomes ou partidos. O pior nessa história toda é o fato de que nenhuma apresentação vem de forma isenta. Não quero generalizar, mas, infelizmente, existem muitos envolvimentos escusos que se desenvolvem nos bastidores.&lt;br /&gt;Já vi e vejo ainda muitos candidatos que, por causa do anseio pelo cargo eletivo público, fazem promessas falaciosas. Falo isso por ter presenciado gente “crente” sem escrúpulo fazer promessa em troca de votos. Líderes vendem seus votos em troca de rádios. Líderes vendem seus votos em troca de tijolos, e assim vai. Acho isso uma tragédia, principalmente para o mundo evangélico.&lt;br /&gt;Quero deixar claro que não sou contra a política. Não sou daqueles que acham que a política é coisa do diabo. Para mim, política é uma das mais importantes manifestações da vida. Aliás, tudo em nossa vida dialoga de forma clara e evidente com a dimensão política. Aristóteles disse que política é a arte de viver bem. Eu acredito nisso. Eu acredito que a única forma de desenvolvermos melhores estruturas em nossa vida se dá pelos caminhos oferecidos pela atividade política.&lt;br /&gt;Mas descreio da politicagem. Para mim, distribuir santinho, de uma forma ou de outra, tem a ver com o jogo político partidário, não com lideres religiosos que têm muito mais o que fazer.&lt;br /&gt;Quero ver os líderes denominacionais com inflamados discursos políticos desfraldando as bandeiras evangélicas da justiça, mas não como meros “boss” – empreendedores do jogo político que não têm interesse na política – para usar aqui uma importante definição de Max Weber.&lt;br /&gt;Quero ver os lideres denominacionais expondo com audácia a posição oficial da Igreja, ou seja, a de não apoiar ninguém de forma enfática.&lt;br /&gt;Quero ver os líderes denominacionais se entregando à oração e ao jejum pelo Estado, ao invés de escreverem cartas em relação a pessoas que, na maioria da vezes, eles nem conhecem.&lt;br /&gt;Nessa minha singela manifestação política, quero deixar claro que se souber de gente prometendo recurso público para obra de Igreja – desde um ônibus para o piquenique, passando pela verba para a festa de rua ou mesmo a construção de qualquer parede de templo – vou efetivar uma denúncia escrita para o Ministério Público. Quem sabe assim, coremos de vergonha quando estampados na vida social e voltemos aos princípios basilares da fé genuinamente cristã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-7206954676229156064?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/7206954676229156064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=7206954676229156064' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7206954676229156064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7206954676229156064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/09/sem-apresentacoes-de-candidatos-por.html' title='Sem apresentações de candidatos, por favor!'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-6220318930250794165</id><published>2010-08-27T11:52:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T11:52:07.623-07:00</updated><title type='text'>O AMOR QUE PODE TUDO</title><content type='html'>Acho que o nosso mundo precisa de mais amor. A despeito da dificuldade de se viver o amor na atualidade, vale ainda à pena ressaltar que somente pelo amor realidades díspares serão transformadas. O amor é, indubitavelmente, a maior e mais significativa força do universo.&lt;br /&gt;O apóstolo Paulo, sabedor desse princípio, escreveu o seu lindo poema sobre o amor que ficou registrado no livro de Coríntios, mais precisamente no capítulo 13. Esse poema ressalta, logicamente, o Amor ágape, ou seja, o amor ilimitado. Rubem Alves em uma das suas crônicas sobre o amor define ágape de uma forma inusitada. Ele afirma que somente Deus pode amar coisas que não são convidativas ao amor. Mas, em contraposição, este autor ressalta também que o amor de Deus não possui somente essa característica de ágape, mas também de eros. Eros é, segundo Freud, o princípio ativo da vida e das paixões. Então, além do fato de Deus amar o não-apreciável, Ele, com certeza, também ama com intensidade prazerosa os seres humanos e toda a sua obra criada.&lt;br /&gt;Wesley, o fundador do movimento Metodista, possui uma apreciação expressiva sobre o amor de Deus. Aliás, a base da teologia da graça, evidenciada no pensamento dele, está na manifestação amorosa de Deus entre os seres humanos. Wesley tem o cuidado de falar do amor numa referência muito bonita. Ele ressalta que o amor de Deus – e também o que deve se manifestar entre nós – é o amor humilde, ou seja, o amor despojado que se expressa em vivências cotidianas marcadas pela humildade.&lt;br /&gt;Particularmente, entendo que o amor humilde e prazeroso, presente na contingência da vida, pode mudar tudo em nossa vida. E quando digo tudo, é tudo que quero dizer. Em outras palavras, sigo a lógica de Santo Agostinho. Ele disse: “Ama e faze o que quiseres”, então, quando se ama verdadeiramente e realmente, tudo se torna possível.&lt;br /&gt;No que se refere à comunidade de fé, não entendo outra dinâmica possível para acontecer nos relacionamentos e práticas missionárias que não seja o amor. Aliás, sempre acho – acho não na perspectiva de um “achismo”, mas de uma possibilidade a ser concretizada – que quando se ama, todas as coisas se tornam possíveis, e assim se concretizam não por causa da demanda por sucesso ou vitória, mas pela dinâmica da transformação. O tudo está diretamente ligado à dinâmica da transformação.&lt;br /&gt;Que minha vida e sua vida experimentem esse amor que pode tudo mudar, melhor afirmando, o amor que pode tudo transformar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-6220318930250794165?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/6220318930250794165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=6220318930250794165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/6220318930250794165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/6220318930250794165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/08/o-amor-que-pode-tudo.html' title='O AMOR QUE PODE TUDO'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-7163837945163419061</id><published>2010-08-03T16:46:00.000-07:00</published><updated>2010-08-17T12:04:01.064-07:00</updated><title type='text'>Será que sou realmente um cristão?</title><content type='html'>Li recentemente um texto do filósofo Bertrand Russel onde ele apontava as razões pelas quais não se professava cristão. Toda a sua argumentação parte de perguntas filosóficas de alto gabarito teórico. No que se refere à área de Bíblia, deixa a desejar.&lt;br /&gt;Entretanto, independente das críticas que eu poderia ressaltar nesse sucinto artigo, principalmente no que se refere à área de interpretação da Bíblia, foram contundentes suas perguntas e argumentações sobre o que realmente significa ser cristão.&lt;br /&gt;Confesso aos leitores que fiquei estarrecido e em crise existencial. Isso aconteceu porque percebi que ele tinha razão. Eu não consigo fazer coisa alguma do que o evangelho, nas palavras de Jesus, me manda fazer.&lt;br /&gt;Por exemplo, quando Jesus disse ao jovem rico: "&lt;i&gt;Vai vende tudo o que tens e dá aos pobres&lt;/i&gt;", ele estava partilhando um princípio ético e moral que tem a ver com o senso de justiça. Eu coro de vergonha toda vez que leio este texto, pois se eu estivesse no lugar daquele jovem, acho que tomaria a mesma atitude, ou seja, cabisbaixo e entristecido, cairia fora. E aquela outra lógica que me conclama a amar os meus inimigos. Às vezes tem sido difícil amar os da minha casa, quanto mais os meus inimigos.&lt;br /&gt;Então, diante dessas e de outras questões fui refletindo... refletindo e me perguntei seriamente: Serei eu realmente um cristão?&lt;br /&gt;Ora, meu cristianismo é bacana: muitas conquistas de foro relacional.&lt;br /&gt;Meu cristianismo pouco se dedica aos pobres.&lt;br /&gt;Meu cristianismo tem carro enquanto vejo gente que não tem, sequer, acesso ao transporte público.&lt;br /&gt;Meu cristianimo tem conta bancária e uns poucos trocados pra gastar com bobagens.&lt;br /&gt;Meu cristianismo fica contando os dias para as férias com o intuito de viajar.&lt;br /&gt;Meu cristianismo se concretiza no culto, dominicalmente.&lt;br /&gt;Meu cristianismo tem muito ritual.&lt;br /&gt;Meu cristianismo curte um louvor da hora.&lt;br /&gt;Meu cristianismo pede muita coisa pessoal, e pouca solidariedade.&lt;br /&gt;Meu cristianismo chora quando fecha os olhos.&lt;br /&gt;Meu cristianismo pouco se importa com a justiça.&lt;br /&gt;Meu cristianismo tem Bíblia e pouca Palavra de Deus.&lt;br /&gt;Enfim, para que a lista não fique interminável, meu cristianismo tem muito blá blá blá e pouca ação.&lt;br /&gt;Às vezes, me pergunto sobre por que não simplificar? Por que manter fachadas e estruturas que nada tem a ver com a contigência da vida?&lt;br /&gt;Eu não tenho respostas, mas confesso desejoso de mudar toda essa história.&lt;br /&gt;Quero ser mais real naquilo que chamo de cristianismo. Pelo menos, nas mínimas coisas quero ser mais parecido com Jesus.&lt;br /&gt;Por enquanto, diante dessa inquitação lancinate, volta a pergunta: será que sou realmente cristão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-7163837945163419061?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/7163837945163419061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=7163837945163419061' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7163837945163419061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7163837945163419061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/08/sera-que-sou-realmente-um-cristao.html' title='Será que sou realmente um cristão?'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-3938401086192625918</id><published>2010-07-29T07:57:00.001-07:00</published><updated>2010-07-30T09:34:59.326-07:00</updated><title type='text'>Não quero mais saber de Fórmula 1</title><content type='html'>Hoje, dia 25 de julho de 2010, por ocasião de uns merecidos dias de férias, tive a oportunidade de assistir a corrida de Fórmula 1 – o grande prêmio de Hockenheim, na Alemanha. Confesso que sempre fui apaixonado pelas corridas desses automóveis fantásticos. E essa minha paixão não é de agora. Ela vem dos tempos do famoso “Coopersucar” de Emerson Fitipaldi. Depois veio a “Brabham” de Nelson Piquet e claro, as estupendas corridas daquele que se transformou em um dos maiores ícones das corridas automobilísticas, nosso saudoso Airton Senna “do Brasil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no dia supracitado, fiquei estarrecido com a atitude da Ferrari quando, através de uma mensagem codificada na 49º. volta, forçou o Massa a dar passagem para o Alonso. A cena me deixou completamente tomado de indignação. Ora, tudo bem que visivelmente o Alonso estava mais rápido, mas ele tinha que resolver esse problema com o Massa na pista. Isso é briga pra quem entende do negócio. Mas aquilo que meus olhos viram foi de matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei realmente indignado, pois me confesso também um torcedor extremamente passional. Por exemplo, torci muito pela Seleção Brasileira de Voleibol, quando da conquista de seu nono título da liga mundial no mesmo dia à noite. O time comandado por Bernardinho é eneacampeão. Congratulações a essa equipe fantástica. Como se vê, sou passional e me junto a gente que nem conheço para torcer, simplesmente torcer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, por um motivo muito específico, nós gostamos de participar de movimentos que dão a idéia de grandiosidade. Queremos sempre fazer parte de estruturas que estão para além de nós ou que nos fazem maiores. Por isso, nos tornamos flamenguistas, corintianos, atleticanos, colorados, remenses e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando torcemos também pelos nossos pilotos da Fórmula 1, estamos nos ingressando em uma legião de gentes que querem se sentir vitoriosos como o nosso conterrâneo. A bem da verdade, eu queria vencer com o Massa ou pelo menos subir no pódio com ele, afinal de contas, eu sou brasileiro, com muito orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso decidi: enquanto houver esse tipo de estapafúrdia, não mais assistir as corridas de Fórmula 1. Cansei de ser bibelô de entretenimento esportivo fazendo papel de palhaço. Eu, com meus mais singelos sentimentos, assisto a televisão e torço com fé de torcedor enquanto os magnatas da Fórmula 1 tomam as suas decisões em nome dos seus interesses econômicos, segundo a lógica: que se danem os torcedores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Massa perdeu. Perdeu a corrida e perdeu a dignidade ao afirmar que “deixou” o Alonso lhe passar. Ora, só um louco deixaria de ganhar uma corrida que estava sob controle. Eu não deixaria. Mas ele tem um contrato. E mais vale o contrato com a Ferrari à alegria de um torcedor na sua manhã dominical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Massa perdeu um torcedor. Sei que não vai fazer falta pra ele. O que importa pra ele são os dólares e euros, não necessariamente nessa ordem. Dirão novamente: mas ele tem um contrato! Eu replicarei: o maior contrato que qualquer pessoa pode ter se assina com os sentimentos e quando esses são quebrados, resta a possibilidade de torcer por gente que quer ser gente, ou que pelo menos respeita gente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-3938401086192625918?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/3938401086192625918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=3938401086192625918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3938401086192625918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3938401086192625918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/07/nao-quero-mais-saber-de-formula-1.html' title='Não quero mais saber de Fórmula 1'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-273799194416955999</id><published>2010-07-12T18:45:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T18:45:54.857-07:00</updated><title type='text'>ESPIRITUALIDADE NO CAMINHO</title><content type='html'>“&lt;i&gt;O progresso de uma civilização se mede pelo aumento da sensibilidade para com o outro&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Teilhard de Chardin&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marco referencial que parte de uma espiritualidade inserida no caminho da vida parte da busca pela formação integral do ser humano. Sem excetuar os valores cristãos, geradores por certo de uma nova possibilidade de vida e inserção na sociedade, a forma wesleyana de conceber a espiritualidade sempre buscou os mais amplos ideais morais para a vida humana.&lt;br /&gt;Não se quer ter uma visão ufanista dessa forma wesleyana, entretanto não se pode negar, ao longo dos anos, que os princípios de caracterização do novo ser, bem como a construção do caráter baseado em princípios cristãos universais ligados tangencialmente aos ideais do evangelho sempre se constituíram em força motriz nos propósitos da restauração da “&lt;i&gt;imago Dei&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;Nessa mesma linha de pensamento, ou seja, na busca pelo novo ser, Hugo Assmann e Jung Mo Sung no livro co-escrito: “&lt;b&gt;Competência e sensibilidade solidária&lt;/b&gt;” apontam para a necessidade de negar o olhar para os valores da cultura dominante e ver o que ainda não pode ser visto pela força interior do desejo. Dessa forma, criando um horizonte de esperança e utopia, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;que ainda não existe e que talvez nunca venha a existir, mas que dá um sentido às ações que nascem do nosso desejo de um mundo melhor. Este horizonte de utopia e esperança nasce juntamente com este desejo de vivenciar a sensibilidade solidária para além das relações pessoais, ou em um pequeno grupo, o desejo de que toda a sociedade, toda a realidade seja invadida e ‘grávida’ desta solidariedade mais genuína. E é este horizonte utópico que alimenta este desejo e dá sentido a esta sensibilidade solidária&lt;/i&gt;” [ASSMANN &amp; SUNG, 134 E 135].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consideração de Assmann e Sung sugere a possibilidade de sinalização de um novo tempo, um novo mundo. Logicamente, é a partir de um projeto de salvação integrada que tal tarefa chegará a vingar de forma efetiva e construtiva. As novas possibilidades históricas remetem o ser humano a uma re-situação e re-consideração da visão de mundo, de onde decorre uma inegável correlação entre ecumenismo, economia e ecologia. O prefixo destas palavras é o mesmo. Refere-se à palavra grega oikos, que se caracteriza, de forma incipiente, como casa.&lt;br /&gt;Não se pode perder de vistas a idéia wesleyana de que na Igreja e por meio da ação de Deus nela, são retomadas as esperanças de renovação do agir de Deus em favor das pessoas e da vida. É nesse contexto carregado de esperanças que a salvação integral, bem como a restauração da “&lt;i&gt;casa de Deus&lt;/i&gt;” no ser humano e no cosmos fortalecem-se. A busca por uma ética mundial, centrada na fé em Cristo e no estabelecimento de uma experiência relacional com Deus é, indubitavelmente, o aspecto a ser buscado. O Senhor nos ajude nessa tarefa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-273799194416955999?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/273799194416955999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=273799194416955999' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/273799194416955999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/273799194416955999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/07/espiritualidade-no-caminho.html' title='ESPIRITUALIDADE NO CAMINHO'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-8239119536204698461</id><published>2010-06-28T08:26:00.001-07:00</published><updated>2010-06-28T08:26:56.162-07:00</updated><title type='text'>Jabulani e Vuvuzela</title><content type='html'>Em todas as copas anteriores à de 2010, sempre se destacaram em cada partida os craques, as jogadas e o futebol arte. Lembro-me, por exemplo, da seleção canarinho de 1982, da Argentina de 1986 e das antológicas jogadas do marrento Maradona, do Zidane de 1998 e dos Ronaldos de 2002. Seleções e jogadores que fascinam os que são amantes do futebol. Mas a copa de 2010, na África do Sul, ficará marcada de forma inusitada pela presença e manifestação espectral de duas outras entidades: a jabulani e a vuvuzela.&lt;br /&gt;É interessante perceber que as personagens que tomam o lugar de destaque nesta copa não se encontram na esfera humana. São coisas. São objetos que ganharam um status público e mundial.&lt;br /&gt;A jabulani foi projetada pela Adidas e lançada oficialmente em 04 de dezembro de 2009. Ela possui 11 cores diferentes e comporta em sua insígnia os diferentes dialetos e etnias presentes na África do Sul. O significado de jabulani é “celebrar”. Ora, como é sabido, foram tecidas muitas críticas em relação a essa bola. Por exemplo, o camisa 9 da seleção brasileira disse que a bola tinha algo de “sobrenatural”. Já o camisa 1 da mesma seleção disse que a bola se parecia com aquelas que são compradas no mercado. Sintomático saber que as principais críticas surgiram de atletas que são patrocinados pela Nike, principal concorrente da Adidas.&lt;br /&gt;No caso das vuvuzelas, uma espécie de cornetão, que na atualidade é confeccionada em plástico, com aproximadamente 1 metro de comprimento e que faz muito barulho, o fator inusitado também é presente. A vuvuzela é uma herança das primeiras tribos sul-africanas que a utilizavam para convocar reuniões. Independente dos dados que podem dar uma melhor compreensão da historicidade da vuvuzela, certo é que sua soma em um estádio de futebol pode gerar desconforto entre os atletas. Enquanto escrevo essa crônica, assisto o jogo entre Holanda e Eslováquia e é impressionante o fato de que o som das vuvuzelas é ininterrupto. Se a atenção ao jogo não filtrar o som dos cornetões, acaba-se ficando irritado.&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: essa será a copa da jabulani e da vuvuzela.&lt;br /&gt;Tenho uma intuição de que o desprezo e a admiração por esses dois objetos possuem ligações com as dimensões relacionadas às nossas mais profundas manifestações humanas. Por exemplo, a característica inusitada da jabulani tem a ver com a nossa própria vida. Existem situações que não podemos controlar. Definitivamente, nem sempre podemos dar a direção querida para todas as manifestações da nossa vida. Às vezes, damos uma direção, mas sai completamente ao contrário. Há uma inegável manifestação do acaso em nossa vida. A jabulani, assim como a vida, pode pregar peças e trair até mesmo os mais confiantes.&lt;br /&gt;Já a vuvuzela possui essa capacidade de expandir sentimentos e emoções gerados em algum evento. Percebo que a alegria dos torcedores se expande no som contínuo que não para, não cessa, atormenta... Nem sempre temos um cornetão em mãos, mas é certo que quando somos aturdidos por algum evento que nos provoca grande entusiasmo, tocamos nossas mais singulares vuvuzelas interiores. Todos temos vuvuzelas interiores que se caracterizam como expansão de nossas mais internas alegrias.&lt;br /&gt;Enfim, entendo que o nosso “encantamento” com a jabulani e com a vuvuzela se dá, justamente, pelo fato de que esses símbolos evidentes na copa da África do Sul, dialogam com algumas estruturas internas de nossa existência, a saber: acaso e expansão dos sentimentos. E, independente dos resultados que advirão dos jogos da copa, somos incitados a “celebrar” com entusiasmo e fazer barulho, muito barulho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-8239119536204698461?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/8239119536204698461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=8239119536204698461' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8239119536204698461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8239119536204698461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/06/jabulani-e-vuvuzela.html' title='Jabulani e Vuvuzela'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4909120652206423227</id><published>2010-06-18T05:14:00.001-07:00</published><updated>2010-06-18T05:14:59.787-07:00</updated><title type='text'>O assassinato da advogada</title><content type='html'>Recentemente, a mídia nos impactou com a notícia do assassinato da advogada Mércia Nakashima, de 28 anos, desaparecida desde o dia 23 de maio, quando saiu de um almoço com a família. A polícia investiga o caso e já possui suspeitas de que várias pessoas participaram do assassinato. O Honda Fit, de propriedade da advogada, foi encontrado junto ao seu corpo, no fundo de uma represa na cidade de Nazaré Paulista, localizada a 64 km de São Paulo.&lt;br /&gt;O principal suspeito é o ex-namorado e ex-sócio, Mizael Bispo de Souza, de 40 anos. Ele negou a participação, mas ao que aprece, trata-se de mais um crime passional.  A situação continuará a ser investigada enquanto a sociedade aguarda um desfecho para este caso.&lt;br /&gt;Mas o que tem a ver esse assassinato com a nossa igreja e fé?&lt;br /&gt;De antemão, quero afirmar que, vez por outra, a mídia destaca um ícone para ser noticiado. Entretanto o problema da violência contra a mulher é paradoxalmente evidente aos nossos olhos e silencioso em nossos sentimentos. Só para termos uma idéia da questão que estamos propondo, o Centro Feminista de Estudos e Assessoria – CFEMEA aponta-nos dados estatísticos que nos levam e perceber de forma mais nítida esse grave problema social. Cerca de 33% das mulheres brasileiras afirmam terem sofrido violência física, emocional ou psíquica em algum estágio da vida. Isso é tão verdadeiro que acredito que metade das pessoas que são membros e membras de nossa igreja conhecem alguma mulher que foi agredida de forma afrontosa. Então, como podemos perceber, muitas mulheres são vitimadas por pessoas próximas e acabam se encolhendo socialmente.&lt;br /&gt;Ora, a questão da violência contra a mulher não é nova. A Bíblia relata vários casos em que a mulher foi violentada, como por exemplo: Sara, Agar, Rute, Bate-Seba, Sunamita, Maria entre outras. Isso ocorria porque a mulher era uma espécie de objeto para a procriação. A cultura patriarcal e machista sempre trouxe uma evidência para o homem em detrimento da mulher. É importante lembrar que Jesus procurou restaurar a dignidade feminina com seus gestos, palavras e ações, como no caso da mulher samaritana junto ao poço de Jacó.&lt;br /&gt;Acho que precisamos investir em atitudes e ações evangelizadoras que possuam teor profético. Eu não consigo mais pregar o evangelho sem um enfrentamento das questões e dilemas que essa sociedade impõe. O evangelho que precisamos pregar não pode se configurar como uma proposta para o “além-vida”. Deve ser o posicionamento de palavras e ações que motivem a nossa comunidade a agir de forma contundente contra toda e qualquer espécie de violência. Em primeiro plano, a violência contra mulher. Em segundo plano, violência contra a vida.&lt;br /&gt;A morte de Mércia Nakashima não é a única morte que aconteceu nos últimos dias. Mas ela nos remete a múltiplas reflexões sobre o nosso papel como igreja. E aqui cabe uma outra consideração: é certo que não vamos resolver todos os problemas do mundo, tampouco da nossa cidade, mas de uma forma concreta podemos resolver aqueles que têm a ver com a nossa comunidade de fé.&lt;br /&gt;Para ser bem prático, quero desafiar os homens a tratarem as suas mulheres com mais carinho e atenção. Quero desafiá-los também a demonstrarem em gestos concretos o valor de cada mulher, não em uma perspectiva piegas, mas sim amorosa.&lt;br /&gt;Se nós que somos conhecidos pelo nome de cristãos não tratamos as nossas mulheres com relações amáveis e afáveis, então nosso cristianismo não passa de adereço.&lt;br /&gt;Assim, me solidarizo com a família de Mércia, e me comprometo com as mulheres que conheço, dizendo: não à violência contra a mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4909120652206423227?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4909120652206423227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4909120652206423227' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4909120652206423227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4909120652206423227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/06/o-assassinato-da-advogada.html' title='O assassinato da advogada'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-5151259119372863527</id><published>2010-05-13T14:20:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T14:41:31.215-07:00</updated><title type='text'>Quero viver dias que ainda não vivi</title><content type='html'>Recentemente apareceram alguns fios de cabelo branco. Eles não foram vistos por mim, mas por um amigo. Ele não somente os reparou, mas também enfatizou sua homérica gozação: “&lt;i&gt;Tá ficando velho, hem?&lt;/i&gt;”&lt;br /&gt;Não vou negar, dentro de alguns dias completarei 40 anos de idade. Acho que estou chegando quase no meio de toda a minha trajetória nesse planeta que gira sem parar pelo universo afora. Tenho uma expectativa silenciosa de viver até os 82 anos. Deixou de ser silenciosa.&lt;br /&gt;Não vou negar também que a idéia de ficar velho não me assusta. Eu até estou gostando. É claro que limites já vão se impondo sobre a demanda dos dias, mas eu continuo driblando o cansaço e os dramas de saúde, ou da falta dela. De qualquer modo, não tenho medo da palavra velho. Até gosto.&lt;br /&gt;E nesse afã por minha velhice, para não perder o costume, fico ansioso pelos dias que ainda não vivi. Essa minha ansiedade tem sido salutar, diferente das anteriores que me deixavam triste. E ela está desembocando na organização de uma festa num canto qualquer em cima da terra e debaixo do céu, regada ao saudosismo de uma infância que não volta mais, aos brinquedos e brincadeiras registrados na memória, a muita conversa fiada, quem sabe um vinho de excelente sabor, cheirosa boa comida e música da melhor qualidade. Usarei nessa festa uma camisa do Flamengo, um short preto e um chinelo desgastado pelo tempo. Deixei, propositalmente, o último ingrediente dessa festa para um destaque especial: os amigos e amigas. A festa somente será assim, tão profundamente festa, com eles, com elas...&lt;br /&gt;E aí, depois da festa, vou querer viver os dias que ainda não vivi. A vida é curta e constato isso, de forma evidente, quando olho pra trás. Ontem era menino, hoje sou quarentão. Tenho cabelos brancos e não quero escondê-los.&lt;br /&gt;Ora, não sou bobo e sei que não poderei viver todos os dias que ainda não vivi. Mas podem ter certeza de que vou me esforçar pra ser &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;mais&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;em muitas coisas e &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;menos&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;em outras não tão poucas. É que, por uma razão bastante singular, apesar de todas as peças que a vida tem me pregado, eu ainda continuo amando-a. Não a deixo por nada. Ela é bela. Mas quero que ela continue a me desafiar ao novo, sempre de novo.&lt;br /&gt;Não, não pensem que perdi o juízo e vou me debandar por aí, fazendo o que der na telha.&lt;br /&gt;Quero fazer tudo o que faço e tudo o que puder fazer de formas sempre novas. Sabe aquelas coisas de se desejar amar sempre a mesma mulher que nunca será a mesma, pois o que ela foi ontem virou novo ser hoje e se tornará outra amanhã? Pois é, não há trivialidades nem cotidianidades quando se tem sempre e de novo, novas simplicidades. Quando se pode ver o que diante dos olhos está com outras imagens, com outros focos, com outras luzes.&lt;br /&gt;Quero dizer mais sim´s do que não´s. Acho que assim, e somente assim poderei viver os dias que ainda não vivi, e deixar as coisas acontecerem.&lt;br /&gt;Ouso citar a Adélia Prado no seu singelo pensamento por título: Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A mim que desde a infância venho vindo&lt;br /&gt;como se o meu destino&lt;br /&gt;fosse o exato destino de uma estrela&lt;br /&gt;apelam incríveis coisas:&lt;br /&gt;pintar as unhas, descobrir a nuca,&lt;br /&gt;piscar os olhos, beber.&lt;br /&gt;Tomo o nome de Deus num vão.&lt;br /&gt;Descobri que a seu tempo&lt;br /&gt;vão me chorar e esquecer.&lt;br /&gt;Vinte anos mais vinte é o que tenho,&lt;br /&gt;mulher ocidental que se fosse homem&lt;br /&gt;amaria chamar-se Eliud Jonathan.&lt;br /&gt;Neste exato momento do dia vinte de julho&lt;br /&gt;de mil novecentos e setenta e seis,&lt;br /&gt;o céu é bruma, está frio, estou feia,&lt;br /&gt;acabo de receber um beijo pelo correio.&lt;br /&gt;Quarenta anos: não quero faca nem queijo. Quero a fome.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Sou um homem ocidental, latino-americano e que se fosse mulher amaria chamar-me Reticências.&lt;br /&gt;E no dia 14 de agosto de 2010, além do céu, do frio, da estética, do beijo de qualquer jeito, vou querer faca, queijo, goiabada cascão e fome, como a Adélia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-5151259119372863527?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/5151259119372863527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=5151259119372863527' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5151259119372863527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5151259119372863527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/05/quero-viver-dias-que-ainda-nao-vivi.html' title='Quero viver dias que ainda não vivi'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-182225072163293514</id><published>2010-04-26T12:54:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T12:54:43.462-07:00</updated><title type='text'>NOVAS IMPRESSÕES A PARTIR DA SIMPLICIDADE E DA BELEZA</title><content type='html'>Acho que na simplicidade das manifestações do cotidiano, reside o sentido mais crucial da existência humana. Num contexto social marcado pela lógica do intenso, do vultoso e das manifestações que se estabelecem pela insistência da quantidade ao invés da qualidade, uma inferência às questões da similitude das coisas que se organizam na esfera do singelo conjugada à esfera da beleza corriqueira nos dá uma nova impressão do mundo e de suas demandas.&lt;br /&gt;Confesso meu cansaço em perceber essa louca necessidade pelo grande e volumoso. Pelo que é visto ou o que aparece. Confesso, outrossim, andar um pouco abastado de tantas informações e resolvi caminhar pelo terreno da ignorância. Optei por ignorar muitas coisas por dois motivos evidentes: o primeiro refere-se ao fato de que jamais poderei absorver todas as informações que me chegam todos os dias numa espécie de avalanche de inutilidade; o segundo refere-se ao fato de que, neste exato momento de minha experiência vivencial, começo a ficar extremamente seletivo quanto ao que realmente se torna importante para minha cognição e prazer.&lt;br /&gt;E assim, começo a buscar o que me proporciona conhecimento e prazer. Não se trata, também, de uma busca desenfreada, de característica hedonista, senão de uma execução sumária de elementos que nada tem a ver com os meus mais singulares sistemas de percepção. Por isso, por causa da minha lenta e contida busca e pela deleção de niilismos, minha cognição se torna prazerosa e sensitiva.&lt;br /&gt;Ademais, ando cansado, enfim, das mediocridades presentes nos relacionamentos. Tenho a convicção de que ser o que se é ou se apresentar diante de um corpo social com todas as fragilidades inerentes, caracteriza-se como um grande problema, pois para a maioria das pessoas, com as suas respectivas necessidades de olharem para o alto em busca de ícones, um determinado ser humano que exerce uma função específica no estamento do corpo social, destacando somente sua humanidade, não consegue se estabelecer ou corresponder às ansiedades.&lt;br /&gt;E aqui entramos em toda aquela discussão entre pessoa e personagem. Ora, pessoa é o ser humano em seus aspectos biopsicossociais. Já a personagem se refere aos papéis que, de uma forma ou de outra, representamos na dinâmica da vida. Somos muito mais personagens nesse corpo social e nas esferas da vida do que pessoas. Talvez, por causa dessa nossa necessidade de vivermos diversos papéis na vida social, se estabeleça essa leviandade marcada pelos absurdos das formas midiáticas que fabricam pontes entre o nada e o vazio, seja cada dia mais evidente.&lt;br /&gt;Por isso, diante desse caldeirão de improbidades, almejo o cheiro de qualquer flor em qualquer jardim de qualquer praça de qualquer bairro de qualquer cidade de qualquer país desse mundo. Nesse lugar onde os sentidos se afloram e onde encontro o sentido da simplicidade e do prazer da vida, almejo, tão somente, contemplar a beleza possível sem dizer a quem quer que seja os símbolos que se formam em meus mais profundos devaneios.&lt;br /&gt;Quem sabe assim, continue a expressar com convicção aquilo que o poeta de outros tempos disse: “&lt;i&gt;mas isso não impede que eu desista. [A vida] é bonita, é bonita, é bonita.&lt;/i&gt;..”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moisés Coppe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-182225072163293514?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/182225072163293514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=182225072163293514' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/182225072163293514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/182225072163293514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/04/novas-impressoes-partir-da-simplicidade.html' title='NOVAS IMPRESSÕES A PARTIR DA SIMPLICIDADE E DA BELEZA'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-4606502740199569296</id><published>2010-03-29T09:19:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T09:23:59.274-07:00</updated><title type='text'>Quem é Jesus Cristo para você? Reflexões pascais</title><content type='html'>Este singelo texto objetiva abordar alguns trechos do livro: Quem é Jesus Cristo para você, de autoria de Jürgen Moltmam. Este autor provoca algumas reflexões interessantes sobre o movimento da paixão, morte e dor de Deus na pessoa de Jesus Cristo. Neste período de Páscoa, entendo ser vital pensar sobre os eventos que envolveram o nazareno em seus últimos dias, com a finalidade de provocar em todos nós a ampliação da dinâmica da fé. Infelizmente, vivemos tempos de afrontas e violências desumanas. Em meio ao caos de nossas relações interpessoais, perguntamos, muitas vezes, por Deus. Onde Ele está? Por que não se move? Acho que o ponto de vista de Moltmam sugere-nos posicionamentos interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. O SOFRER E A QUESTÃO DE DEUS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A fé em Deus e o ateísmo encontram suas raízes na dor de sofrer sem sentido. Será que Deus é um poder de destino cego e insensível? As opiniões a esse respeito são assim formuladas porque as pessoas estão em vias de tornarem-se insensíveis também.&lt;br /&gt;A pergunta “como Deus pode permitir isso?”  é a pergunta do expectador. A pergunta que Moltmam sugere, porque equilibrada é: “Meu Deus, onde está você?”&lt;br /&gt;A questão da teodicéia (justificativa divina frente ao sofrimento) determinará a qualidade da minha fé: Deus é apático à realidade ou misericordioso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. A PAIXÃO DE CRISTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;No ponto central de nossa fé está a paixão de Cristo. O Cristo apaixonado é o protótipo de uma surda resignação ante ao sofrimento. Por certo, a vida sem paixão é uma pobreza. Moltmam aponta que há duas estações para entendermos a paixão de Cristo, a saber: o Getsêmani e o Gólgota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;strike&gt;No Getsêmani&lt;/strike&gt;&lt;/i&gt;: A história da paixão começa na Galiléia quando Cristo decide ir para Jerusalém. Quando de sua entrada em Jerusalém, a convicção dos romanos e judeus levou-os a pensar que o homem de Nazaré era perigoso demais. A solução seria então matá-lo.&lt;br /&gt;Embora a história de libertações seja marcada pelo martírio de homens e mulheres, em Cristo, ocorre uma situação inusitada: em meio à turba de pensamentos, mediante o sofrer, ele começa a sentir medo e angústia. No jardim, Jesus não queria somente a companhia de Deus como em outras vezes, mas também o abrigo na companhia dos amigos. Mas abrigo contra o que? Abrigo contra o sofrimento por Deus!&lt;br /&gt;Alguns medos tomaram conta de Cristo: a. o medo da dor inerente ao ser humano; b. o medo do filho frente ao abandono do Pai; c. medo pelo Pai: Cristo angustiava-se pelo Reino do Pai. O abandono do Pai foi o cálice que Cristo pediu para ser afastado. A luta no Getsêmani, como evidenciada na &lt;b&gt;Bíblia de Lutero&lt;/b&gt;, foi a luta de Cristo com a experiência do abandono de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;strike&gt;No Gólgota&lt;/strike&gt;&lt;/i&gt;: É a outra prece, melhor dizendo: um brado desesperado a Deus (&lt;i&gt;Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?&lt;/i&gt;). A percepção de que no centro da fé cristã estão essas últimas palavras de Cristo na cruz, nos deixam muito incomodados. Tenta-se até abrandar os seus efeitos, o que não é possível, pois o grito continua a ecoar na história. De alguma forma, ele é importante para nossa fé.&lt;br /&gt;A idéia de que Cristo teria recitado todo o Salmo 22 é equivocada, afinal de contas, o Salmo termina com agradecimento pelo livramento. O grito é a sensível manifestação do abandono de Deus. Por certo, Cristo provou a morte por todos nós e somente na cruz não chama Deus confiantemente de Pai.&lt;br /&gt;A partir dessa singular experiência de Deus que é também a nossa experiência, pode-se afirmar: porque Cristo sofreu tudo o que nós sofremos e experimentou tudo o que é possível em relação a nossa existência e sofrimentos, ele se torna nosso irmão, o amigo a quem podemos confiar tudo. No cerne desta argumentação está a pergunta: Deus abandonou seu Filho no momento mais crucial de sua existência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. A TEOLOGIA DA CRUZ&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Será possível encontrar uma resposta à questão que se impõe ante ao brado de Cristo e a experiência do abandono de Deus?&lt;br /&gt;Moltmam sinaliza: conforme Paulo e João, Deus o entregou por nós (João 3:16 e Romanos 8:32). Paulo também aborda que a entrega foi vontade do Filho (Gálatas 2:20). Mas então, Deus o deixou sozinho? De forma alguma, pois quando o Filho morre no abandono da cruz, também o Pai sofre o abandono de seu Filho: os dois sofrem. Cristo sofre a morte na cruz e Deus sofre a morte de seu Filho.&lt;br /&gt;Se Deus estava em Cristo, então o sofrimento de Cristo é também o sofrimento de Deus (II Coríntios 5:19). Esta afirmação fica evidente também na conhecida informação joanina: Eu e o Pai somos um!&lt;br /&gt;A resposta à pergunta formulada anteriormente é: Deus está junto, Deus sofre junto. Na entrega do Filho, está a entrega do Pai. Mas, então, para que tudo isso?&lt;br /&gt;Segundo Moltmam, este cruento acontecimento possui duas respostas: para Deus estar ao nosso lado e para Deus estar por nós em nossa culpa, ou seja, Deus assume solidariamente o nosso lugar.&lt;br /&gt;Em outra perspectiva, na paixão, Cristo perde sua identidade de Mestre, pois seus discípulos se afastam; perde sua identidade judaica pois os sacerdotes o entregam à Roma e perde a sua vida quando do flagelo e massacre do seu corpo.&lt;br /&gt;Aqui se põe uma questão crucial para a teologia: “Se Deus vai onde Cristo está, se Deus está em Cristo, então Cristo traz a comunhão de Deus àqueles que são humilhados e aniquilados como ele”. “Sua cruz está irmanada entre nossas cruzes como sinal de que Deus mesmo participa do nosso sofrimento e carrega nossas dores” (p. 42). E ainda, segundo Dietrich Bonhöeffer: “Só Cristo que sofre pode ajudar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moltmam afirma, ainda, que a expiação foi necessária. Sem o perdão da culpa, o culpado não consegue viver, pois ele perde todo respeito-próprio. Isso quer dizer que Deus carrega o pecado do povo para reconcilia-lo consigo. Deus transforma a dor e o pecado humano em sua dor e seu pecado, expiando-os. A liberdade do crente somente é possível por causa de Cristo. Aqui reside o axioma da paixão: sofrimento e amor ardente. Entretanto, a comunidade primitiva somente conseguiu viver a apatia, talvez pela impossibilidade de conviver com a noção de sofrimento. De igual modo, assumiu a perspectiva de que Deus sofreu, dando salvação, proporcionando assim a imortalidade, portanto a incapacidade de sofrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4. A PRÁXIS DO SEGUIMENTO DA CRUZ&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É preciso compreender práxis como vida, não somente como ação humana. Quem sofre sem sentido pensa estar abandonado por Deus, mas é vital refletir que Deus tornou nossas lutas as suas lutas. Deus não é apático. Sofre e ama. Segundo Moltmam, um Deus todo-poderoso que não pode sofre é pobre, porque não pode amar. Experimentando o sofrer do crucificado, deparamo-nos com o consolo de Deus.&lt;br /&gt;Isto porque o crucificado não é só uma pessoa, mas também um caminho. É ingressando no caminho de Cristo que se ingressa na luta da vida contra a morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-4606502740199569296?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/4606502740199569296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=4606502740199569296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4606502740199569296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/4606502740199569296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/03/quem-e-jesus-cristo-para-voce.html' title='Quem é Jesus Cristo para você? Reflexões pascais'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-3424225826804403302</id><published>2010-03-04T07:09:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T07:24:01.313-08:00</updated><title type='text'>ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O REINO DE DEUS</title><content type='html'>Tenho sido impelido a refletir sobre o significado do Reino de Deus para nossa vivência relacional. Acho que uma espiritualidade centrada e equilibrada somente pode ser estabelecida mediante um bom entendimento sobre as dimensões deste Reino.&lt;br /&gt;Jesus, certa feita: “&lt;i&gt;Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós&lt;/i&gt;”. Lucas 17:20-21. A perspectiva do que Jesus expressou atesta que entre duas ou mais pessoas acontece o Reino de Deus. O Reino não é, segundo o próprio Jesus, uma esfera de visível aparência. Ele não é concreto e palpável, mas realizável. Ora, uma melhor tradução do verso bíblico atesta que o Reino de Deus está entre nós. Isso significa que em todas as dimensões da nossa vida cotidiana, a manifestação do Reino de Deus é plausível e possível.&lt;br /&gt;Sei que muitos grupos religiosos na atualidade procuram esperar o Reino de Deus em sua dimensão concreta, entretanto é preciso pensar que ele já está aqui, acontecendo entre nós. Não é preciso esperá-lo, mas sinalizá-lo com nossa prática e ação.&lt;br /&gt;O que nos impede de assim enxergar é o fato de que nosso imaginário coletivo sempre é povoado por uma série de imagens a respeito de reinos deste mundo.  Então, comumente pensa-se em hierarquia, principados, poder e gente que ocupa cargos específicos. Mas o Reino de Deus somente é diferente. Ele é perceptível nas ações graciosas que empreendemos em relação às pessoas.&lt;br /&gt;Por isso, uma boa resolução de nossa conduta perante as pessoas garante, por outro lado, a sinalização da dimensão do Reino de Deus.&lt;br /&gt;Um exemplo disso que acabei de citar refere-se ao profeta Gentileza. O adorável José Datrino marcou o Rio de Janeiro com seu espírito cristão, evidenciando o amor ao próximo e a sinalização de mensagens de combate à violência. Ele já faleceu, mas continua vivo no carinho das pessoas e, em muitos painéis e inscrições, principalmente nas pilastras de concreto dos Viadutos perto da Rodoviária “Novo Rio” e possivelmente em fotos e desenhos com escritos preservados em vários lugares da Cidade. Ele nasceu no dia 11/04/1917, em Cafelândia, interior de São Paulo e foi para o Rio de Janeiro em 1961, quando soube de um incêndio, com grandes proporções, de um Circo em Niterói – RJ. Este incêndio atingiu muitas crianças. Foi ao local para consolar os parentes e plantou hortas e jardins. A partir daí, partiu em missão, pregando as idéias de Jesus, tornando-se querido e popular.&lt;br /&gt;Acho que o exemplo deste homem deve servir de paradigma para nós. Não sei quanto a você, mas vou sair por aí, espalhando e Reino e sendo gentil para com as pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-3424225826804403302?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/3424225826804403302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=3424225826804403302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3424225826804403302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3424225826804403302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/03/algumas-consideracoes-sobre-o-reino-de.html' title='ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O REINO DE DEUS'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-1219403076717530139</id><published>2010-02-23T06:53:00.000-08:00</published><updated>2010-02-23T06:55:43.869-08:00</updated><title type='text'>A Dignidade da Indignação</title><content type='html'>Acho que não dá mais pra sermos tolerantes com as estruturas espoliantes que invadiram as igrejas chamadas históricas. Eu confesso ter chegado ao meu limite de reflexão. Sinto-me um prostituto com crises de consciência dentro de um bordel místico. No passado, não fui convidado ou "vocacionado" para ser um prostituto. Acreditava, piamente, que o empreendimento ao qual iria devotar minha vida e família era dos mais coerentes possíveis. Ora, eu esperava servir a Deus e somente a ele. Sentia-me "chamado" a um &lt;b&gt;ministério&lt;/b&gt; responsável pela formação e espiritualidade das pessoas.&lt;br /&gt;Sabe aquela história de jovens sonhadoras que são convidadas para trabalho junto a importantes agências de modelos na Europa e que depois se descobrem vítimas de um golpe, sujeitando-se, posteriormente, ao papel de go go girl? Acho que coisa similar me aconteceu. Me sinto participante de uma esfera louca de prostituição sagrada. Não quero sê-lo. Muitas vezes tenho nojo de mim mesmo.&lt;br /&gt;E você, prezado leitor, poderia me perguntar: o que lhe segura? E eu respondo com perplexidade: &lt;b&gt;os amigos&lt;/b&gt;. A razão de estar na igreja a qual faço parte, hoje, está ligada diretamente aos amigos. Como posso abandoná-los? Como posso deixar pra trás os sonhos de outrora? E quanto às pessoas que acreditam, ainda, em uma espiritualidade sadia? O que será delas?&lt;br /&gt;Aqui está o entroncamento da minha crise.&lt;br /&gt;Por mim, pessoalmente, daria uma vistosa e nada suculenta "banana" para essa estrutura idiota que poderíamos cognominar "transposição eclesiástica", que se assume autárquica, ditadora e maldita. &lt;br /&gt;Não quero mais coisas como regional, distrital e local. Quero as pessoas. Na minha insignificância olho com desdém todas essas mediocridades feitas em nome de algum deus desconhecido daquele que se revela no texto sagrado. Mas então, que deus tem sido pregado por aí? Indubitavelmente, Mamom!&lt;br /&gt;Meu caro leitor, cansei de ser bonzinho. Cansei de ser o garoto crente que se coloca à disposição para "servir".&lt;br /&gt;Como disse Darcy Ribeiro: "&lt;i&gt;Nós, na América Latina, só podemos ser indignados ou resignados. E eu não vou me resignar nunca&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;E que essa indignação nos leve a uma mudança radical. Que não me sobre coisa alguma, senão a dignidade da indignação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-1219403076717530139?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/1219403076717530139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=1219403076717530139' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1219403076717530139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1219403076717530139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/02/dignidade-da-indignacao.html' title='A Dignidade da Indignação'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-3436591560810007096</id><published>2010-02-11T05:44:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T05:52:08.377-08:00</updated><title type='text'>A ESPIRITUALIDADE DA MUDANÇA</title><content type='html'>Ao propor o que chamamos aqui de espiritualidade da mudança, temos em mente o princípio norteador de que somos seres mutáveis. Assim, nos compreendemos como seres em processo de mudança. Aliás, todos nós temos a necessidade de mudar. E mudar, necessariamente, significa abraçar um novo paradigma.&lt;br /&gt;Segundo o físico e cientista de sistema &lt;b&gt;Fritjof Capra&lt;/b&gt;, ao analisar as complexidades de nosso tempo atual: “&lt;i&gt;precisamos, pois, de um novo paradigma – uma nova visão da realidade, uma mudança fundamental em nossos pensamentos&lt;/i&gt;”. (CAPRA, 1982, p. 14). Essa afirmação de Capra evidencia a presença de uma crise, configurada até em níveis mundiais. E é claro que toda e qualquer mudança decorrente de uma crise é fruto da forma como se vê o mundo.&lt;br /&gt;Se analisarmos bem, a visão de mundo foi se alterando paulatinamente, mediante a descoberta de novas possibilidades descritivas e analíticas. Não podemos deixar de citar que algumas dessas mudanças foram extremamente revolucionárias, como no caso das mudanças provocadas por &lt;b&gt;John Gutemberg &lt;/b&gt;(invenção da imprensa), &lt;b&gt;Nicolau Copérnico &lt;/b&gt;(descoberta de que a terra gira em torno do sol), &lt;b&gt;Galileu Galilei &lt;/b&gt;(teoria heliocêntrica) e &lt;b&gt;Isaac Newton &lt;/b&gt;(lei da gravidade).&lt;br /&gt;Poderíamos citar várias referências históricas que denotam essa possibilidade mutacional presente na esfera universal. Entretanto, nos deteremos à análise no campo da espiritualidade, embora esse conceito seja um tanto quanto complexo.&lt;br /&gt;Para ser sucinto, definimos a espiritualidade como o equilíbrio que dada pessoa angaria ao longo de sua existência, coligando-a a dinâmica de todas as suas relações. Isso quer dizer que todas as coisas que fazemos, realizamos e sentimos estão em íntima relação como nossa espiritualidade. Outrossim, a espiritualidade não pode estar desconectada da vida. Como diria Mahatma Gandhi, “&lt;i&gt;um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;Então, considerando a espiritualidade da mudança, vamos tentar sistematizar algumas opiniões que poderão favorecer a boa regulação da vida frente aos desafios existenciais.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, cabe afirmar que as mudanças, em geral, podem ser de dois tipos: &lt;b&gt;simbólicas&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;estruturais&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;As mudanças simbólicas referem-se aos elementos que se modificam esporadicamente e que não influenciam diretamente na constituição moral, espiritual e emocional. Elas se revelam pelas configurações exteriores e conquistas de ordem material. Por exemplo: troca de um carro, corte de cabelo, mudança de disposição de mobiliário na casa, estilo de vestimenta e outros.&lt;br /&gt;Já as mudanças estruturais provocam nova qualidade de vida. Interferem, necessariamente, na intimidade da pessoa, na conjugação de valores, no angariar de novos relacionamentos. Por exemplo: mudança religiosa, novas amizades etc.&lt;br /&gt;De qualquer forma, independente do fato de serem mudanças simbólicas ou estruturais, certo é que as mudanças são oriundas de crises e provocam crises. Essa argumentação é clara porque toda mudança é um convite a deixar-se o seguro e estável para adentrar o terreno do incerto e gelatinoso. Pessoa alguma gosta de deixar a sua posição de conforto para abraçar o inusitado. E dessa constatação, surge uma pergunta: por que resistimos às mudanças?&lt;br /&gt;A resposta, óbvia, se caracteriza pela desmotivação que se tem para enfrentar o novo. E aqui, vale a máxima de Machado de Assis: “Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito”.&lt;br /&gt;Assim, as mudanças são provocadas por quatro princípios:&lt;br /&gt;1. &lt;b&gt;O princípio da liberdade subjetiva&lt;/b&gt; – quando a pessoa, por iniciativa própria escolhe mudar;&lt;br /&gt;2. &lt;b&gt;O princípio autocrático&lt;/b&gt; – um impõe a sua vontade e os subalternos ou oprimidos se submetem;&lt;br /&gt;3. &lt;b&gt;O princípio aristocrático&lt;/b&gt; – um grupo pequeno impõe sua vontade sobre um grupo maior, submetendo-o;&lt;br /&gt;4. &lt;b&gt;O princípio democrático&lt;/b&gt; – a maioria impõe a sua vontade sobre o grupo vencido em determinado pleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessas sucintas considerações, podemos afirmar que todos somos seres desejantes de mudança. Desejamos, inclusive a mudança do outro.&lt;br /&gt;Mas, finalmente, ao considerar as mudanças nesse texto, fico ainda com as reflexões de Rubem Alves ao afirmar que as “&lt;i&gt;razões da cabeça não fazem as pessoas caminhar, o que impulsiona as pessoas é justamente as razões do coração &lt;/i&gt;”. Essa tese pode ser usada no intuito de se compreender que toda e qualquer mudança somente ocorre quando se é movido sentimentalmente para um determinado fim. Somente assim as pessoas sentem-se mais à vontade para realizarem o desafio proposto.&lt;br /&gt;Um outro fator que Alves aponta é justamente o que concerne à relação de amor, muitas vezes, inexistente entre o interlocutor e os que estão do outro lado. Quando ele se refere à situação eclesiástica, expressa que pastores e pastoras, antes de dizerem qualquer coisa, de anunciarem sua verdade, de viverem uma vida de serviço e de bondade, de projetarem mudanças precisam ser profundamente amados. Segundo Alves, “&lt;i&gt;Depois que estes laços de amor e confiança forem estabelecidos, as palavras deslizam com muita facilidade&lt;/i&gt;” . Os relacionamentos só podem ser fortalecidos e as mudanças somente poderão ocorrer se houver uma fluência em amor.&lt;br /&gt;Fecho essa reflexão com a Bíblia que diz: “&lt;i&gt;Porque eis que vêm dias, diz o Senhor, em que mudarei a sorte do meu povo de Israel e Judá, diz o Senhor; fá-los-ei voltar para a terra que dei a seus pais, e a possuirão&lt;/i&gt;”. Jeremias 30.3.&lt;br /&gt;Portanto, além do fato de sermos seres mutáveis, do fato de precisarmos de mudanças e delas serem frutos de crises e provocadoras de crises, faz- se necessário afirmar que a espiritualidade da mudança é oriunda de um bom relacionamento com o Senhor. É Ele quem nos acompanha em meio a sorte. É Ele quem direciona a vida em sinergia. É Ele que provoca nossa ação em vias de mudanças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-3436591560810007096?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/3436591560810007096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=3436591560810007096' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3436591560810007096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3436591560810007096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/02/espiritualidade-da-mudanca.html' title='A ESPIRITUALIDADE DA MUDANÇA'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-7105497944403895458</id><published>2010-01-21T09:36:00.000-08:00</published><updated>2010-01-21T09:36:53.226-08:00</updated><title type='text'>DEUS E O HAITI</title><content type='html'>Cansei-me de ouvir declarações bárbaras a respeito do terremoto no Haiti, principalmente oriundas de evangélicos. Cito algumas, com repugnância e reviravolta no estômago:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;Algo aconteceu há muito tempo no Haiti e as pessoas talvez não queriam falar sobre isso. Estavam sob domínio francês, nos tempos de Napoleão III, juntaram-se e fizeram um pacto com o diabo. Disseram: `Vamos servi-lo se nos libertar do Príncipe'. É uma história verdadeira. E o diabo disse: `Ok, está combinado'. E os franceses foram expulsos. Os haitianos revoltaram-se e conseguiram libertar-se. Mas, desde então, foram amaldiçoados com coisas atrás de coisas&lt;/i&gt;”. (Pat Robertson. Televangelista nos Estados Unidos. Frase dita no programa "Clube700", do canal Christian Broadcasting Network - CBN).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;Diante da imensa tragédia do terremoto no Haiti, onde dezenas de milhares morreram, o cônsul do Haiti em São Paulo, George Samuel Antoine, foi sincero o suficiente — e também politicamente incorreto — para atribuir a tragédia à religião dos haitianos. A religião predominante do Haiti, um país formado esmagadoramente por descendentes de escravos africanos, é o vodu, que é oficial.&lt;br /&gt;O vodu é uma religião vinda da África que, assim como o candomblé, incorporou elementos da religião dos dominadores católicos. Assim como no candomblé, os rituais do vodu são marcados pela música, dança e comida, inclusive com animais sacrificados. Na cerimônia de ambas, os participantes entram em transe e incorporam espíritos. Há relatos, fartamente documentados e noticiados, de sacrifício de seres humanos em alguns desses rituais — inclusive estupro de meninos por parte do líder, que geralmente é homossexual&lt;/i&gt;”. (Julio Severo – professor, escritor e blogueiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;-Acho que de tanto mexer com macumba… não sei o que é aquilo. -O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano tá f…. -Desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido”&lt;/i&gt;. (George Samuel Antoine - cônsul do Haiti no Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, são afirmações complexas e marcadas por ausência de amor e solidariedade. Ora, o que ocorreu no Haiti foi o resultado de uma abalo sísmico de fortes proporções peculiar àquela região. Afirmar que se trata de um “juízo antecipado de Deus” ou “a resposta de Deus em relação à religião haitiana” é, no mínimo, desconhecer as perspectivas bíblicas do amor de Deus às pessoas, tão caras ao genuíno evangelho.&lt;br /&gt;Todas as vezes que me deparo com uma situação de tragédia tal como essa ocorrida com o povo haitiano, reflito sobre o texto de Lucas 13: 1 E, Naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. 2 E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? 3 Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. 4 E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? 5 Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras de Jesus nos deparamos com a imagem bíblica de que não existem privilegiados e desfavorecidos. Assim como os fiéis de Jerusalém morreram, outros demais também. E será assim com todos nós. Não é pelo fato de sermos cristãos que estamos livres dos percalços e dificuldades da vida. A diferença se reflete unicamente pelo fato de que nos atentamos de forma mais detida e específica a respeito da companhia solidária do mestre.&lt;br /&gt;Eu, particularmente, creio que o Deus da vida está sendo solidário a todos os haitianos. Ele que é sumo amor está se manifestando, fazendo ressurgir vida onde somente há cheiro de morte. E para os incautos que vêem Deus como um ser vingativo, uma repreensão: Deus não almeja a morte dos inocentes. O terremoto não é fruto da ira de Deus, mas sim da realidade imanente na qual todos estamos inseridos. Existem brechas em nosso planeta, ainda em criação e recriação, que não foram resolvidas. Deus, quando criou todas as coisas afirmou: Eis que é tudo muito bom. Ele não disse: Está tudo perfeito. Ademais, nós temos interferido diretamente na ordem e nas estruturas da ecologia e biodiversidade.&lt;br /&gt;E quanto a nós cristãos? Que fazer?&lt;br /&gt;Acho que devemos agir solidariamente e orar pela restauração do Haiti. Isso o faremos pela nossa fé, pela nossa convicção de que Deus ama a todos, indistintamente.&lt;br /&gt;Moisés Coppe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-7105497944403895458?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/7105497944403895458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=7105497944403895458' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7105497944403895458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7105497944403895458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2010/01/deus-e-o-haiti.html' title='DEUS E O HAITI'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-7766887278592721736</id><published>2009-12-30T05:40:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T05:40:29.101-08:00</updated><title type='text'>SE É BOM, SE É MAL, SÓ O FUTURO DIRÁ...</title><content type='html'>Dentre os textos de Rubem Alves, há um que conta a história de um homem muito rico que ao morrer deixou suas terras para os seus filhos. Todos receberam terras férteis com exceção do mais novo, para quem sobrou um charco inútil para o plantio. Seus amigos se entristeceram e lamentaram a injustiça que lhe ocorrera. Mas ele só lhes disse uma coisa: “&lt;b&gt;Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá&lt;/b&gt;”. No ano seguinte, uma seca terrível se abateu sobre a região e as terras de seus irmãos foram devastadas: as fontes secaram, os pastos ficaram esturricados e o gado morre. Mas, o charco do irmão mais novo se transformou em um oásis fértil e belo. Ele ficou rico e comprou um lindo cavalo. Seus amigos se alegraram e ele respondeu: “&lt;b&gt;Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá&lt;/b&gt;”. No dia seguinte, o cavalo fugiu e foi grande a tristeza. Seus amigos se entristeceram e ele lhes disse: “&lt;b&gt;Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá&lt;/b&gt;”. Passados alguns dias, o cavalo voltou trazendo consigo dez lindos cavalos selvagens. Seus amigos se alegraram e ele novamente lhes disse: “&lt;b&gt;Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá&lt;/b&gt;”. No dia seguinte, seu filho montou um cavalo selvagem e caindo, quebrou a perna. Seus amigos se entristeceram e ele lhes disse: “&lt;b&gt;Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá&lt;/b&gt;”. Passados poucos dias, os soldados do rei vieram para levar os jovens para a guerra. Todos os moços partiram menos o filho da perna quebrada. Seus amigos se alegraram e vieram festejar. O pai viu tudo e só disse uma coisa: “&lt;b&gt;Se é bom ou se é mau, só o tempo dirá... &lt;/b&gt;”.&lt;br /&gt;Alves termina a sua história dessa forma: reticente... Essa história é um exemplo claro e explícito de que a vida possui regras e elementos circunstanciais (positivos e negativos) que mudam os rumos das relações e das atividades humanas. Entender esses elementos é desafiante, contradizê-los é néscio. Talvez, a personagem da história se apresente passivo, entretanto, a crônica revela que a vida possui em seu bojo uma dimensão pedagógica. Essa é a realidade da vida humana, balizada por regras que preexistem e que determinam naturalmente êxitos e fracassos. Não existe nada na vida que expresse o finalmente. Em outras palavras, significa dizer que a vida, entendida dentro dessa espontaneidade, apresenta um campo de entendimento vasto, ao que se conclui que é melhor viver a vida do que tentar entendê-la, pelo menos, cientificamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moisés Coppe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-7766887278592721736?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/7766887278592721736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=7766887278592721736' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7766887278592721736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7766887278592721736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/12/se-e-bom-se-e-mal-so-o-futuro-dira.html' title='SE É BOM, SE É MAL, SÓ O FUTURO DIRÁ...'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-5971033652147200199</id><published>2009-12-14T03:34:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T03:34:13.271-08:00</updated><title type='text'>Sim à Emoção! Não ao Emocionalismo!</title><content type='html'>Nunca fui contrário à emoção que perpassa o corpo quando do contato com Deus na esfera da vida.&lt;br /&gt;Nunca deixei de chorar ante as dificuldades de alguém que chorava.&lt;br /&gt;Nunca deixei de rir ao perceber o lado cômico de muitas situações do cotidiano.&lt;br /&gt;Nunca deixei de analisar no testemunho alvissareiro de uma ou outra pessoa o toque singular e gracioso de Deus.&lt;br /&gt;Nunca deixei de expressar que a emoção é parte da nossa vida espiritual.&lt;br /&gt;Mas, ao mesmo tempo, nunca deixei de manifestar-me contra o emocionalismo. E aqui cabe dizer que todo e qualquer emocionalismo é chantagem da alma contra a alma. É, em suma, manipulação diante do sagrado ou diante da vida.&lt;br /&gt;Por isso, digo sim à emoção e não ao emocionalismo. E por razões muito óbvias. Declaro-as:&lt;br /&gt;A emoção faz parte da vida humana. O emocionalismo é produzido por códigos e sistemas.&lt;br /&gt;A emoção está aliada à razão. O emocionalismo ao inconsciente.&lt;br /&gt;A emoção enquadra o ser humano, dando-lhe maturidade. O emocionalismo infantiliza espiritualmente.&lt;br /&gt;A emoção dá dignidade à vida. O emocionalismo esvazia todo o sentido de viver.&lt;br /&gt;A emoção me faz reagir diante das inquietações. O emocionalismo me condiciona a aceitá-las, muitas vezes, calado.&lt;br /&gt;A emoção me dinamiza. O emocionalismo estatifica-me.&lt;br /&gt;A emoção é própria de gente que vive a imanência. O emocionalismo pertence às pessoas dadas à transcendência.&lt;br /&gt;A emoção me lança à esfera da adoração. O emocionalismo joga-me na idolatria.&lt;br /&gt;A emoção lê a Bíblia e busca edificação. O emocionalismo dá a este livro o status de magnitude.&lt;br /&gt;A emoção me faz melhor crente. O emocionalismo me faz "o crente".&lt;br /&gt;A emoção me conquista para a unidade na diversidade. O emocionalismo me faz viver somente na desunião.&lt;br /&gt;A emoção gera novos relacionamentos. O emocionalismo gera somente cumplicidades.&lt;br /&gt;A emoção é capaz de me dar avivamento. O emocionalismo me lança a uma esfera puramente ativista.&lt;br /&gt;A emoção crê nos milagres de Deus. O emocionalismo acredita nos passes de mágica.&lt;br /&gt;A emoção gera frutos. O emocionalismo espinhos.&lt;br /&gt;A emoção desloca-me à ação. O emocionalismo desloca-me da ação.&lt;br /&gt;A emoção me faz enxergar o outro pobre. O emocionalismo vê o pobre como pecador.&lt;br /&gt;A emoção é altruísta - pensa nos outros. O emocionalismo é egoísta - pensa somente em si.&lt;br /&gt;A emoção louva e canta com os olhos abertos. O emocionalismo cante com os olhos fechados.&lt;br /&gt;A emoção ora e se coloca ao lado de Deus para a ação missionária. O emocionalismo clama e espera Deus mover os céus.&lt;br /&gt;A emoção centraliza a fé em Cristo. O emocionalismo centraliza o crer no homem ou na mulher de Deus.&lt;br /&gt;A emoção vê coração. O emocionalismo vê aparência.&lt;br /&gt;Deus nos livre da religião do emocionalismo e nos conserve na fé marcada pela emoção.&lt;br /&gt;Moisés Coppe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-5971033652147200199?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/5971033652147200199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=5971033652147200199' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5971033652147200199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5971033652147200199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/12/sim-emocao-nao-ao-emocionalismo.html' title='Sim à Emoção! Não ao Emocionalismo!'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-2102720150011901624</id><published>2009-11-27T06:18:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T06:18:57.766-08:00</updated><title type='text'>RECRIANDO O METODISMO A PARTIR DO PENTECOSTES</title><content type='html'>ENCONTRO CAIPIRA EM BELISÁRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Moisés Coppe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o cientista social Boaventura de Souza Santos, em sua obra A Crítica da Razão Indolente (Cortez: 2002): “Há um desassossego no ar. Temos a sensação de estar na orla do tempo, entre um presente quase a terminar e um futuro que ainda não nasceu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que Santos evidencia é o fato de que o desassossego é paradoxal, pois revela-nos os excessos do determinismo e dos indeterminismos. Os primeiros estão relacionados à aceleração da rotina. Os segundos à desestabilização das expectativas. Dessa constatação, surge a ocorrência de rupturas e a eventualidade de catástrofes pessoais e comunitárias. O desassossego é, para Santos, a resultante da desorientação dos mapas cognitivos. Os mapas que sempre nos foram familiares deixaram de ser confiáveis, de onde decorre a nossa sociedade intervalar (Santos, p. 41). Assim, se decantarmos nossas intenções a uma razão indolente (preguiçosa), então, aceitaremos o futuro como ele se configura e nenhuma ação decorrerá. Mas, se ao contrário, não aceitarmos a experiência decorrente desse tempo de transições – embora seja muito obsoleto falar de transições – então alguma utopia precisa permear nossas possibilidades em mutações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo marcado pelas demandas do esquisito e inusitado, constatações seguras precisam ser formuladas com o intuito de cunhar nossas utopias ou paradigmas. Um breve olhar sobre a vida social denota a todos nós que o egoísmo e a cobiça crescem de forma assustadora. As mega-corporações batem, mês a mês, recordes nas produções. Pessoas se entregam diariamente à amizade virtual através dos micro-computadores e note book´s. Os relacionamentos tornam-se paulatinamente mais frios e calculistas. A natureza geme ante a agressividade dos poderosos que vêem matéria bruta com os olhos da lucratividade. Não se importam com os meios desde que o fim seja o enriquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao ambiente religioso, nunca se falou tanto de Deus, mas também de formas equivocadas. O número dos novos movimentos religiosos que surgem, mostram-nos a fragilidade da fé e dos milhares de “cultos”. Ora, fé, entendida nos diversos movimentos presentes neste chamado mundo pós-moderno, é na verdade um sentimentalismo emocionado na vivência daquele(a) que sente um arrepio no “culto”. Ademais, busca-se prioritariamente a satisfação das necessidades básicas. Busca-se o sagrado, mas ao mesmo tempo este sagrado deve alimentar, curar, vestir, enfim, dar prazer. A ausência do Estado dá margem à religiosidade agressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um importante desafio para os cristãos do presente século tange à recriação da igreja e de suas organizações secundárias – grupos societários, ministérios, associações etc., a partir da lógica do pensamento peregrino de John Wesley, o fundador da Igreja Metodista. Frisamos, de antemão, que Wesley nunca escreveu um tratado sobre a igreja. Ele era um teólogo do caminho. Por isso, sempre buscou a renovação e o equilíbrio entre fé e obras. Por exemplo: certa feita Wesley reclamou dos pregadores que “se esquecem de suas obrigações morais, desprezam a santidade como se fosse lixo, ensinam às pessoas esse caminho fácil para alcançar os céus, a fé sem obras”. (BARBOSA. Adoro a Sabedoria de Deus, p. 373). Ainda, em consonância com a argumentação anterior, Wesley atesta: “Não reconheço como tendo um grão de fé a pessoa que não faz o bem, que não está disposta a empregar toda oportunidade que tenha em fazer o bem a todos os homens” (idem, p. 373). Finalizando, diz que “o peso de nossa religião, como nós entendemos, reside na santidade de coração e da vida. (...) Não queremos gastar o tempo com disputas, queremos gastar o nosso tempo e nos gastarmos no anúncio da religião autêntica e prática” (idem, p. 373). Mas a renovação eclesiástica praticada por muitos líderes é outra, marcada pelo sensacionalismo, pelo emocionalismo e pelas promessas metafísicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que muitos líderes religiosos têm feito com a igreja é banalização. É claro que em muitas épocas da história eclesiástica, essa atitude de tratar a igreja como objeto factível de desenvolvimento dos ideais personalistas sempre esteve presente. Mas, o que se vê hoje é uma religiosidade coligada às estruturas espoliantes do mercado. O Evangelho tornou-se, para estes, mero produto dos projetos de marketing. Paulo, na epístola à Roma escreveu: “Não me envergonho do Evangelho, pois ele é a força de Deus para a salvação de todo aquele que acredita, do judeu em primeiro lugar, mas também do grego”. (Rm. 1: 16). Em contraposição ao argumento paulino, esta estirpe de “evangelho” baseado na prosperidade e nas ansiedades da atualidade causa espanto e vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário político também é suspeito. A qualidade dos nossos “poderes” tripartites e da estrutura bicameral revelam-nos como estão “preparados” nossos governantes. Bem sabido é por nós que Antônio Gramsci sempre afirmou nos seus escritos filosóficos, a saber, os “Cadernos do Cárcere”, que toda atividade é, em suma, atividade política. Se aceitarmos essa afirmação, então nossa prática de fé e de vida também é atividade política. Nosso relacionamento pessoal e familiar também se constitui como atividade política. A sexualidade é atividade política. Nossas decisões e escolhas são, em última instância, atividades políticas. Até mesmo, o lugar que escolhemos para nos assentarmos dominicalmente no templo é espaço de manifestação política. Por outro lado, evidenciando uma contraposição esquizofrênica, sempre afirmamos que não “discutimos política”. Talvez, por causa dessa lacuna gerada pela nossa indiferença, políticos medíocres, inclusive “evangélicos”, estejam assumindo cargos da elite no cenário brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa vida social também se encontra castigada por informações de todos os tipos, para todos os gostos. Notícias de outros continentes nos chegam rapidamente e em tempo real. Por certo, a tecnologia avança de forma assustadora e veemente. Vale ressaltar, assim como Júlio de Santana, que em um mundo dotado de uma tecnologia capaz de erradicar a fome de todo o planeta, é inconcebível a idéia de pessoas morrendo de inanição. Mas, de qualquer forma, a tecnologia midiática extrapola todas as possibilidades do raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer da anorexia e da bulimia, reflexos de um mundo esquisito, marcado pela ditadura da estética. Uns morrem porque não têm o que comer, outros ficam doentes e até morrem porque, mesmo tendo o que comer, por causa dos padrões de beleza vigentes no “mundo” da moda, assumem a postura irresponsável do culto ao corpo em detrimento do próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante deste quadro crítico, visualizado sucintamente, reafirmamos que a teologia wesleyana pode nos apresentar algumas pistas significativas. A consistente e persistente busca pela salvação, sempre evidenciada por Wesley centralizou, sem sombras de dúvidas, a doutrina da perfeição cristã. A vontade e empenho em entregar “todo o coração e toda a vida a Deus” (RUNYON. Nova Criação, p. 125), possuía duas vertentes: a primeira, talvez influenciada pela leitura dos místicos católicos, levava Wesley a considerar que o comprometimento com a perfeição cristã estava ligado diretamente a uma condição de santidade marcada pela obediência à Lei de Deus, bem como à prática de obras visando o prêmio final. Em segundo lugar, a perfeição cristã entendida como dom de Deus (KLAIBER, Viver a Graça, p. 313), fruto da manifestação da graça sobre o ser humano (conforme sermão 83,9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas características, aparentemente opostas, são argumentadas pelo próprio Wesley, em seu tratado: “O caráter de um metodista”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estabelecemos a totalidade da religião (como fazem muitos e Deus sabe muito bem) em não fazer o mal, nem em fazer o bem ou em seguir os mandamentos de Deus. Nem tampouco todos esses aspectos juntos, porque sabemos por experiência que uma pessoa pode dedicar-se a isso por muitos anos e no final não possuir uma religião verdadeira, nada melhor do que tinha antes. (Obras de Wesley. Tomo VIII, p. 28ss).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simples postura da observação dos mandamentos ou o seguir cego de orientações e regras é rechaçado por Wesley. Isso se confirma ainda na expressão: “Que o Senhor dos meus antepassados me preserve de uma religião tão miserável!” (Obras de Wesley. Tomo V, p. 18 &amp; 19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência, Wesley se opõe com veemência contra aqueles que criticam o ser metodista. Assim ela afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodista é quem tem o amor de Deus derramado em seu coração pelo Espírito Santo que lhe foi dado; quem ama o Senhor seu Deus com todo seu coração com toda a sua alma e com toda a sua mente e com todas as suas forças. Deus é a alegria em seu coração e desejo de sua alma, que clama constantemente: “A quem tenho no céu senão a Ti? Fora de ti não desejo nada na terra! Meu Deus e meu tudo. Tu és a rocha em meu coração e minha porção para sempre!” (Obras de Wesley. Tomo V, p. 19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, neste sermão de 1738, a conjunção conflituosa entre esforço humano e gratuidade de Deus. Entretanto, a aparente contradição se encerra quando o próprio Wesley atesta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarda os mandamentos de Deus com toda a sua força, pois a obediência está em proporção ao seu amor, a fonte pela qual flui. Portanto, amando a Deus como todo coração, lhe serve com todo vigor. Continuamente, apresenta sua alma e corpo em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, completamente e sem reservas, entregando tudo o que possui e a si mesmo para a sua glória. Todos os talentos recebidos, todo poder, toda faculdade da alma e cada membro do corpo, emprega-os constantemente de acordo com a vontade do Mestre. (Obras de Wesley. Tomo V, p. 19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância dada por Wesley ao tema da perfeição cristã se confirma claramente pela dedicação e estudos evidentes ao longo de cinqüenta e dois anos. As muitas revisões do seu estudo denotam que a mesma doutrina estava em evidência na sua formulação teológica. Mais que isso – consistia em ênfase centrada na salvação do ser humano, na nova criação provocada pelo novo nascimento e pela entrega completa da vida a Deus. A salvação alcançada provocaria uma nova vivência. O crente não seria salvo pelas obras, mas justificado mediante o Espírito com o fim de realizar boas obras entre todos os pobres e necessitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é na perspectiva dessa ênfase wesleyana que adotamos um importante paradigma, ou seja, o de vivenciar a experiência da fé de forma mais audaciosa e servil. Só assim, podemos manifestar oposição ante ao atual contexto marcado pela proliferação de movimentos religiosos, os mais diversificados. A doutrina da perfeição é uma orientação espiritual das mais significativas e condizentes com os princípios e valores do evangelho genuíno. Mas, além disso, necessita de uma prática vital marcada pela tônica da dedicação ao outro em uma dimensão relacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui, cabe-nos refletir um pouco sobre a obra O Cristo de Todos os Caminhos de Stanley Jones. Essa obra muitas vezes é interpretada erroneamente. A análise consistente da Teologia das Religiões ou mesmo a necessidade de um diálogo interreligioso conclama a reflexão atual a uma temática pluralista. Entretanto, a obra de Jones não se refere à urgente necessidade desse campo supracitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jones elabora sua temática na direção de pensar a Igreja inserida na dimensão do Pentecostes. Para os incautos, uma observação: o Pentecostes para Jones nada tem a ver com o pentecostalismo. Segundo este autor: “Por que será que quando se fala à Igreja de hoje a respeito do Pentecostes as pessoas cultas sentem um calafrio percorrer-lhes a espinha dorsal?” E corrobora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, uma coisa é que o pentecostalismo tem causado um grande mal ao Pentecostes. Os ridículos ridicularizaram o Pentecostes. Fizeram-no de tal maneira que muitos procuram evitar o uso do termo. Mas as palavras, como as pessoas, devem ser redimidas. A Igreja é grandemente responsável por esta situação. Tendo negligenciado esta parte tão importante do Evangelho deixou almas famintas e estas agora são levadas por grupos mal orientados e exóticos. Nestes grupos o emocionalismo desenfreado tem sido identificado com o Pentecostes. E, realmente, a mente pensante do presente século não suporta a religião do puro emocionalismo. (JONES. Obra citada, p. 39).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, Jones continua sua argumentação afirmando a impossibilidade de separar-se emoção da razão. Realmente, é possível concordar com Jones, pois a anulação de qualquer uma dessas duas esferas significa a mutilação da espiritualidade. Numa linguagem puramente wesleyana, pode-se falar que a boa resolução do Pentecostes na espiritualidade metodista depende, necessariamente, da experiência, da razão, da tradição, da criação e, claro, da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ao pensar em qualquer movimento alternativo que queira a recriação de posturas que evidenciem a tônica do equilíbrio, torna-se fundamental a conscientização de que é na vida prática, aliada à teologia que se desfia no caminho no contexto da igreja local que a nossa palavra encontrará eco. Acho que a teorização bem elaborada de aspectos doutrinais ou o levante morto de liturgias cheirando a mofo não pode contribuir para o nosso propósito maior que é, em suma, sinalizar o Reino de Deus e sua justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então? O que fazer diante das desconstruções religiosas presentes em nosso contexto metodista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responder a essa questão não é tarefa fácil, mesmo porque todos estamos elaborando perguntas, fazendo análises e alcançando poucas, muito poucas respostas. Mas é inegável o fato de que alguma coisa precisa ser feita. E aqui não cabe o ditado popular que afirma: se não pode vencê-los, junte-se a eles. Em nossa concepção, é bem mais propício o que diz: Gato escaldado tem medo da água fria. Por certo, as experiências passadas que provocaram cisões e divisões continuam a provocar temores e calafrios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale dizer ainda que o problema que enfrentamos não é novo. Os primeiros metodistas enfrentaram situações similares. Inclusive,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No verão de 1781, John Wesley recebe da sociedade metodista de Yorkshire uma carta assinada por diversos líderes, a respeito de uma questão bastante difícil. Já que Wesley incentivava e até exigia que todos os metodistas continuassem participando dos cultos da Igreja Anglicana, o que deveriam fazer quando ouvissem dos ministros anglicanos doutrinas falsas? [...] O que fazer: ouvir e engolir calado? [...] A questão foi colocada na conferência. Como o problema era comum a toda Grã-Bretanha, Wesley permitiu que os pregadores, membros daquele conclave, falassem a respeito. Depois do debate, decidiu-se unanimemente que “todos os metodistas, educados como metodistas, assistam aos serviços da Igreja Anglicana tão frequentemente quanto possível; porém, quando o ministro começar a pregar sobre os Decretos Absolutos ou ridicularizar a doutrina da perfeição cristã, eles devem, calada e silenciosamente, sair da igreja, retornando na próxima oportunidade”. (BARBOSA. Adoro a Sabedoria de Deus, p. 27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acho interessante o posicionamento dessa conferência e entendo que nossa postura, de alguma forma, precisa ser similar a esta. Não vamos fazer oposição frente aos movimentos complexos desse tecido religioso conturbado, principalmente no nosso chão metodista, tampouco levantar bandeiras tresloucadas, mas nos posicionarmos politicamente dando as costas aos absurdos “terrológicos” presentes em muitas das nossas comunidades. Outrossim, a grande resposta que qualquer metodista pode dar na atualidade se expressa na lógica da kenosis e da diakonia, ou seja, do esvaziamento e do serviço. E esvaziamento e serviço se configuram de forma emblemática na igreja local. É na simplicidade de nossa dedicação na igreja local que a resposta dos metodistas e confessantes será indelével.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-2102720150011901624?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/2102720150011901624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=2102720150011901624' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2102720150011901624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2102720150011901624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/11/recriando-o-metodismo-partir-do.html' title='RECRIANDO O METODISMO A PARTIR DO PENTECOSTES'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-6712337460433816695</id><published>2009-11-25T08:16:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T08:18:26.901-08:00</updated><title type='text'>INDIGNAÇÃO CONTRA OS BEÓCIOS</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Envie relâmpagos e disperse os inimigos, atire suas flechas (Sl 144.6), e que todas as imaginações do Inimigo sejam confundidas. Recolha e faça seus estes meus sentidos; faça-me esquecer todas as coisas mundanas; conceda que eu lance fora bem depressa e despreze todos os espectros pecaminosos. Socorre-me, ó eterna Verdade, para que nenhuma vaidade me comova! Venha a mim, doçura celestial, e que toda impureza fuja de diante de sua face&lt;/i&gt;”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 0cm; text-align: right; text-indent: 0cm;" align="right"&gt;Thomas à Kempis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Vez por outra, sou tomado de extrema indignação. E não me indigno por causa de leviandades. Sei que elas são imaginações do inimigo e, certamente, possuem um endereço certo: minha repulsa. Indigno-me contra aqueles que, levantando a voz e com sutileza, demonstram sentimentos díspares cauterizados pelo desejo por poder. Ah! O poder, essa mísera palavra que mexe profundamente com toda a existência humana, que exalta o egoísmo embora a sede dos injustiçados seja por altruísmo. Pelo poder, mata-se; pelo poder abandona-se; pelo poder, trai-se; pelo poder, corrompe-se; pelo poder, anulam-se amizades e sonhos que outrora foram dignificantes. Perdem-se, assim, as possibilidades de um outro mundo possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Indigno-me com a busca pelo poder; do poder para o poder. Do poder para poder. E como se não bastasse esta ansiosa disputa insolente na esfera da vida, vislumbro ainda por parte de muitos a repartição dos despojos e a celebração com mordacidade, perante uma mesa inescrupulosa, dos restos de alguém outrora querido. E vale aqui o clamor de Kempis: &lt;i style=""&gt;recolha a Ti Senhor os meus sentidos&lt;/i&gt;. Isso porque meus sentidos querem trair-me ou mesmo levar-me a atitudes contestadoras de teor blasfemo. Mas que sentidos podem se expressar frente a situações sem sentido? Que resposta dar frente a questões que não possuem razão ou estrutura, só falcatruas, pois eivadas de comentários perniciosos daqueles que vociferam: “&lt;i style=""&gt;o meu Deus é maior”&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Indigno-me, sim, com a injustiça daqueles que, com o dedo em riste, insistem em expor mentiras, inventar causos e semear discórdias sem ao menos perguntar pela verdade. Tal como o salmista, anseio ecoar minha voz aos céus expressando: “&lt;i style=""&gt;se fosse o meu inimigo, eu suportaria, mas é tu, meu amigo e íntimo companheiro...&lt;/i&gt;”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Entretanto, continuo a lutar para defender de forma muito precisa a minha honra, coisa última que me resta. E assim o farei com astúcia e coragem. Aprendi desde cedo, com aqueles que me geraram a vida que honra é um tesouro imensurável que se deve estampar na expressão do rosto. Honra é coisa de áulico e não de gente medíocre que teatraliza no real por medo de se assumir como é, como está, o que quer. Honra é um pedaço de pão embrulhado em um guardanapo, guardado em algum armário da despensa, mas conservado para a hora da necessidade, não para a vaidade. Honra é o fim último de todos aqueles que almejam fazer diferença na vida, com vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Indigno-me com os beócios, que de tão idiotas, acham que seu pequeno mundo de sentidos medíocres possui dimensões inimagináveis. Quão tolos são. Diante da imensidão deste universo com mais de 100.000.000 (cem milhões) de galáxias, acham-se possuidores das chaves dos céus e do inferno. Assim, imagino Deus dando as costas para os dados à tolice de suas briguinhas de fazer rir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Não sou perfeito, tenho minhas contradições. Entretanto, anseio por justiça. Anseio por gente que aja com respeito, com o mínimo de responsabilidade social, com postura cristã. É muito triste saber que pessoas disseminam maledicências, em nome de Deus, por se julgarem melhores, por se considerarem superiores. Para estes (as), vale aquele conselho esquecido, oriundo de um velho livro de sabedoria, que evidencia: “&lt;i style=""&gt;considere o outro superior a você mesmo&lt;/i&gt;”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Mas o pior é perceber que estes “santos homens” e “santas mulheres” usam de sua argúcia para conduzir gente crente e temente a Deus não pelas vias da santidade, mas pelas avenidas da insanidade eclesiástica. Dizem servir a Deus, todavia são condicionados por desejos que seguem a lógica do “outro”, com forte ênfase na expressão: “&lt;i style=""&gt;tudo isso te darei se prostrado me adorares&lt;/i&gt;”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Enfim, indigno-me com os que semeiam discórdias nas caladas da madrugada num ambiente que existe para a “conciliação”. Indigno-me com os que não têm coragem de encarar os olhos ou com os que não têm a hombridade de revelar o que pensam. Indigno-me com os buchichos e conversinhas de bastidores que amealham a ética. Indigno-me com aqueles que não deslindam a verdade e se arvoram de fraudulentas argumentações ou mexericos de dar dó.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Mas, mesmo em meio a esse caudal de indignação, que venha a mim a doçura celestial e que toda a impureza fuja do meu coração, e de alguma forma, também da face do meu Senhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextFirstIndent2" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Moisés Coppe.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-6712337460433816695?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/6712337460433816695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=6712337460433816695' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/6712337460433816695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/6712337460433816695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/11/indignacao-contra-os-beocios.html' title='INDIGNAÇÃO CONTRA OS BEÓCIOS'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-5574988449609790909</id><published>2009-06-04T06:37:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T04:24:45.702-07:00</updated><title type='text'>Meu caminho para Brasília</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tomei emprestada a ditosa frase de JK que dá nome à sua autobiografia para salientar o título desta crônica e pontuar alguns pormenores sobre a primeira vez que fui a Brasília.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu acho que todo brasileiro deve, no mínimo, conhecer a capital federal. Confesso aos leitores que fiquei pasmo ao contemplar toda uma cidade movimentada pelo poder - este instrumento relacional efêmero.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além de algumas considerações, vou também expor algumas fotos particulares. É minha intenção partilhar algumas opiniões, alguns pontos de vista.&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343469880303318914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SifRi5N6d4I/AAAAAAAAAH4/Zuca-Py3Sgs/s200/S6301225.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Em frente ao palácio da alvorada"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A viagem ocorreu em setembro de 2008. De antemão, agradeço aos irmãos Martinho Lutero, Janice e Lúcio Flávio pela acolhida, bem como à igreja metodista Asa Norte em BSB.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso confessar que nos preparativos, era grande a ansiedade para conhecer a referida cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde, andei pela avenida principal do plano piloto e conheci a belíssima Catedral Metropolitana Nossa Senhora de Aparecida, mais conhecida como Catedral Metroolitana de Brasília, inaugurada em 31 de maio de 1971. Ela foi projetada por Niemeyer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343798081873499202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/Sij8CvV71EI/AAAAAAAAAIA/xVouGUiQspg/s200/S6301226.JPG" border="0" /&gt;Seu interior também é delicadamente projetado, dando singeleza e conotando certa espiritualidade no ar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343800654079424914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/Sij-YdjneZI/AAAAAAAAAII/QNDyri_37uY/s200/S6301227.JPG" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Continua...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-5574988449609790909?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/5574988449609790909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=5574988449609790909' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5574988449609790909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5574988449609790909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/06/meu-caminho-para-brasilia.html' title='Meu caminho para Brasília'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SifRi5N6d4I/AAAAAAAAAH4/Zuca-Py3Sgs/s72-c/S6301225.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-1242990958960047512</id><published>2009-06-04T06:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-04T06:35:11.119-07:00</updated><title type='text'>QUERO A EXPERIÊNCIA DIVINA DE SER HUMANO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SifNWpmAMGI/AAAAAAAAAHw/tXMmRnHwDyo/s1600-h/filhjo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343465271904448610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 297px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SifNWpmAMGI/AAAAAAAAAHw/tXMmRnHwDyo/s400/filhjo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se pudesse perguntar a Deus sobre qual teria sido a sua maior experiência como ser espiritual, acho que Ele me responderia: “Foi a de ser como um humano”. Se atentarmos para essa resposta, à princípio poderemos até ficar perplexos, mas em uma segunda análise, chegaremos à conclusão de que, sem dúvida, a maior experiência de Deus foi a encarnação. O evangelista João, por exemplo, atesta no primeiro capítulo do seu evangelho que o verbo que estava com Deus se fez carne e armou tenda entre nós (João 1: 14). Ora, sei das complexidades teológicas que envolvem as argumentações e discussões sobre o tema da encarnação. Sei, também, que este dogma foi transformado em puro discurso segundo interesses escusos, mas é indiscutível que na vivência de Emanuel, Deus se fez como um de nós.&lt;br /&gt;As vezes, fico decepcionado com os projetos de espiritualidade que ocorrem na dimensão eclesiástica. São projetos que acabam desconectando o ser humano da sua realidade vivencial, bem como do seu chão, lançando-o em uma espécie de sincretismo emocional. O crente deixa de ser gente. Acho que isso é um grande golpe sobre a vida de homens e mulheres que buscam, sinceramente, a presença de Deus e almejam ser melhores. Vejo que as pessoas, imbuídas por sua busca pessoal de Deus, muitas vezes são enganadas, pois há muita demagogia nas instituições religiosas. Tenho verdadeira ojeriza desse tipo de perspectiva que expõe pessoas transformando-as em mero objeto de interesse estrutural.&lt;br /&gt;Quero, na contramão do que me dizem ou fazem-me, assumir as minhas contradições e imperfeições. Quero viver a vida como ela é, evidenciando-me como realmente sou. Quero ser passional e experimentar as sensações extremadas do prazer. Quero a liberdade e a pipa empinada ao sabor do vento. Quero a ansiedade e o chocolate meio amargo. Quero a angústia e o travesseiro acolhedor na calada da noite. Quero tudo o que me faz mais humano, pois não almejo ser uma pessoa desconectada da realidade. Assim, ouvirei as músicas que alimentam a alma e encantam-me. Chorarei, deixando as lágrimas rolarem por pura emoção. Quem sabe, ainda, lançar um grito insano no espaço aberto do tempo sem dar satisfação a ninguém. Talvez assim, seja menos ético e mais afeito ao inusitado e improvável.&lt;br /&gt;Quero, enfim, mostrar às pessoas que viver é uma aventura perigosa na qual não se pode titubear. Mas se porventura alguém titubear, tem problema não. Damos um jeito e recriamos as situações da vida. Isso, se Deus estiver conosco, lógico. E assim, quanto mais humano eu for, mais perto de Deus estarei. Se estivermos juntos na caminhada, estaremos também mais perto da sua maior experiência como ser espiritual. E isso, por certo, nos basta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-1242990958960047512?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/1242990958960047512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=1242990958960047512' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1242990958960047512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1242990958960047512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/06/quero-experiencia-divina-de-ser-humano.html' title='QUERO A EXPERIÊNCIA DIVINA DE SER HUMANO'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SifNWpmAMGI/AAAAAAAAAHw/tXMmRnHwDyo/s72-c/filhjo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-8297707187483430890</id><published>2009-05-16T08:13:00.000-07:00</published><updated>2009-11-25T07:55:24.334-08:00</updated><title type='text'>Para não viver em vão - Texto de Ricardo Godim</title><content type='html'>&lt;div style="color: rgb(204, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Clint Eastwood produz e dirige filmes densos, especialmente os que lidam com o abuso de crianças. Gostei da trama de “A Troca” (“Changeling”), baseado em fatos reais. Um garoto desaparece enquanto a mãe, divorciada, trabalha algumas horas extras no sábado. Para encontrar o filho, Christine, personagem encenada por Angelina Jolie, precisa enfrentar sozinha a corrupta máquina policial de Los Angeles e ainda tem de manter o emprego, apesar da solidão e do desespero pelo sumiço do menino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;O pastor presbiteriano Rev. Gustav Briegleb (John Malkovich), que lutava contra a violência policial, se une a Christine em sua luta contra a politização do Xerife que deveria cuidar da segurança pública. A militância de Briegleb é ética, corajosa e persistente. No final, enquanto projetavam as explicações finais sobre os desdobramentos do que aconteceu no filme, desabafei: “Quando crescer, quero ser igual a esse pastor”. O ministério de Briegleb desencadeou mudanças profundas nas leis da cidade. A obstinação de um homem salvou a vida de milhões de pessoas que ainda nem tinham nascido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Fui ordenado ao ministério em 1977. Desde então, trabalho com evangelização, missões urbanas e plantação de igrejas. Preguei milhares de sermões, participei de centenas de congressos, mesas-redondas e seminários. Comparo-me ao que Jesus disse aos primeiros discípulos: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça” (Jo 15.16). Conto os anos de ministério, vejo que o meu futuro é mais curto que o passado e me pergunto: “Qual a pertinência do meu esforço? O fruto do meu ministério permanecerá?”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Não pretendo terminar os dias desempenhando as funções sacerdotais como mero sacerdote que batiza, celebra ritos de passagem e enterra os mortos. Não almejo acomodar-me à função de xamã. Não tolero o papel de “baby-sitter” de crentes burgueses, sempre ávidos por bênçãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;É possível encontrar muitos cristãos em movimentos populares que reivindicam reforma agrária. Porém os pastores, com certeza ocupados com a máquina reli giosa, não dispõem de tempo para se aliarem aos oprimidos pela burocracia estatal, que perpetua a injustiça. Poucos se atrevem a sair do conforto das catedrais para defender o meio ambiente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Como pastor pentecostal, inquieto-me com o massacre da teologia da prosperidade, que ocupa a maior parte do culto com promessas de bênção. Não gosto de ver a instrumentalização de quase todo esforço missionário para fazer proselitismo, em nome de uma evangelização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Pastores semelhantes a mim vivem a responder a questiúnculas sobre doutrina, a legislar sobre moralismos e a apagar fogo de contendas entre os membros de suas comunidades. O discipulado desaparece na catequese que tenta adequar as pessoas às demandas religiosas. O resultado é trágico e o testemunho cristão, pífio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Por todos os lados pipocam sinais de que os evangélicos começam a repensar a teologia fundamentalista que lhes serviu de suporte. Agora urge fazer o dever de casa com a eclesiologia. O significado de ser igreja em áreas cosmopolitas tem de ser mais bem avaliado. Os paradigmas atuais sufocam o surgimento entre os evangélicos de gente como Martin Luther King ou Dorothy Stang.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Caso não mexamos com os conceitos fundamentais da teologia da missão, continuaremos repetindo fórmulas desgastadas. Resgatar pessoas do inferno, garantir o céu, mas esquecer a “plenitude da vida” diminui brutalmente o mandato cristão. O tempo gasto das pessoas, os recursos financeiros aplicados, a mobilização de talentos, não podem ser desperdiçados. A função da igreja é também resgatar vidas, proteger os indefesos da burocracia estatal, da opressão do mercado e até da frieza eclesiástica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Como cuidei basicamente de igrejas urbanas, lamento o tempo perdido com a máquina religiosa. Fui absorvido por programações irrelevantes. Defendi teologias desconexas da existência. Fiz promessas irreais. Discuti ideias estéreis. Corri em busca de glórias diminutas. O tempo é uma riqueza não renovável, portanto, resta-me lamentar tanto esforço para tão pouco resultado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Entreguei-me de corpo e alma à oração, fiz vigílias, jejuei. Ralei os joelhos em busca de uma espiritualidade eficiente. Acreditei piamente que a maturidade humana aconteceria pelo caminho da piedade religiosa. Ledo engano. Muitos companheiros de oração se levantaram ferozmente contra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;O mundo passa por mudanças radicais e as igrejas, se quiserem ser relevantes, precisam repensar seu papel na sociedade. Se não quiserem sucumbir à tentação de serem meros prestadores de serviços religiosos, os pastores precisam abrir mão de egolatrias tolas como o fascínio por títulos. É tolice brincar de importante usando o nome de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;O descrédito do cristianismo ocidental se tornou agudo nos últimos 20 anos. Urge que os pastores revejam os seus sermões e se questionem se pregam conceitos relevantes em uma sociedade profundamente injusta, cruel e opressiva. Não fazer nada custará muito à próxima geração. Mais jovens se fatigarão prematuramente. E os idosos morrerão com o gosto amargo de terem gastado a vida em vão. O que seria muito triste.“Soli Deo Gloria”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;• Ricardo Gondim é pastor da Assembleia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo. É autor de, entre outros,&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_livros&amp;amp;util=1&amp;amp;registro=403" target="_blank" rel="nofollow"&gt;Eu Creio, mas Tenho Dúvidas&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://www.ricardogondim.com.br/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;www.ricardogondim.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-8297707187483430890?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/8297707187483430890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=8297707187483430890' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8297707187483430890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8297707187483430890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/05/para-nao-viver-em-vao-texto-de-ricardo.html' title='Para não viver em vão - Texto de Ricardo Godim'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-8208119396073592165</id><published>2009-04-21T13:38:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T14:00:53.356-07:00</updated><title type='text'>O Professor está sempre errado</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;em&gt;O material escolar mais barato que existe na praça é o professor! (Jó Soares)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É jovem, não tem experiência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É velho, está superado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tem automóvel, é um pobre coitado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fala em voz alta, vive gritando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fala em tom normal, ninguém o escuta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não falta ao colégio, é um 'caxias'.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Precisa faltar, é um 'turista'.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não conversa, é um desligado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dá muita matéria, não tem dó do aluno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dá pouca matéria, não prepara os alunos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Brinca com a turma, é metido a engraçado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não brinca com a turma, é um chato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chama a atenção, é um grosso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não chama a atenção, não sabe se impor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A prova é longa, não dá tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A prova é curta, tira as chances do aluno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escreve muito, não explica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Explica muito, o caderno não tem nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fala corretamente, ninguém entende.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exige, é rude.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elogia, é debochado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O aluno é reprovado, é perseguição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O aluno é aprovado, deu 'mole'.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É! o professor está sempre errado, mas, se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(fonte - Revista do Professor de Matemática, número 36,1998).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-8208119396073592165?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/8208119396073592165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=8208119396073592165' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8208119396073592165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8208119396073592165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/04/o-professor-esta-sempre-errado.html' title='O Professor está sempre errado'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-5122128560370535964</id><published>2009-04-21T13:04:00.000-07:00</published><updated>2009-11-25T07:58:37.871-08:00</updated><title type='text'>O CHOQUE DAS DEFINIÇÕES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/Se4neQsp7SI/AAAAAAAAAGw/j-5-Pa1aIJU/s1600-h/edward.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327238810057698594" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 300px; height: 291px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/Se4neQsp7SI/AAAAAAAAAGw/j-5-Pa1aIJU/s320/edward.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;No artigo: “&lt;em&gt;O Choque das Civilizações&lt;/em&gt;”, escrito e editado em uma revista que discute palestras externas intitulada: “&lt;em&gt;Foreign Affair&lt;/em&gt;”, Samuel Huntington aponta que os conflitos políticos dar-se-ão de forma ideológica, dicotomizando civilizações ocidental e oriental. Segundo Edward Said (1935-2003), tal apontamento ressuscita a memória da Guerra Fria, logicamente, com nova roupagem. Mas a questão intrínseca na proposição de Huntington é de que há uma cultura e civilização superior à outra. No caso, Huntington evidencia que o ocidente, idealizado pelos EUA precisa ressaltar as diferenças presentes no Islã; apoiar os países que são simpáticos ao ocidente e promover conflitos entre países, que mesmo sendo islamitas, possuem suas diferenças.&lt;br /&gt;Ora, Huntington qualifica sua tese na concepção nós e eles. Tal postura etnocentrista desconsiderava a pluralidade e diversidade presente neste “planeta cada vez mais apertado”. Percebe-se nitidamente, na citação: “&lt;em&gt;As fronteiras do Islã são sangrentas, como também o são suas entranhas&lt;/em&gt;”, que Huntington faz questão de esboçar preconceituosamente o perfil do Islã – violento, sangrento, bojudo. E se assim o faz, é porque considera sua própria civilização o oposto, a saber, um exemplo a ser seguido por todas as demais civilizações, principalmente orientais.&lt;br /&gt;Entretanto, Edward Said se opõe a toda a argumentação de Huntington. Segundo Said, o que pode dar direito a esta ou aquela civilização de estabelecer valores, princípios, modos de condutas, cultura, religião ou estilos sociais?&lt;br /&gt;Ora, Said aponta que toda construção histórica é evidenciada por alguém com um objetivo claro. Tais relatos e narrativas estruturam tradições dando desfechos apoteóticos aos heróis e demonizando o inimigo. Ironicamente, Said critica Huntington por entendê-lo poético e emocional. Tal argumentação fica evidente na citação acima descrita.&lt;br /&gt;Said evidencia também que Huntington, com sua tese, não coopera para o encontro entre as civilizações, mas ao contrário, incita e fomenta o conflito. O problema não tange a refletir sobre mônadas culturais, mas perceber que a compreensão de si passa necessariamente pela compreensão do outro. Trata-se, outrossim, de perceber que não existem blocos monolíticos, embora muitos ainda insistam em exaltá-los.&lt;br /&gt;Aliás, Said evidencia que nos EUA, movimentos populares querem a mudança da história, e que a mesma inclua os escravos, criados e pobres imigrantes na oficialidade. E o que dizer do artigo: “&lt;em&gt;Atenas negra&lt;/em&gt;”, citado por ele que revela uma Grécia diferente da concebida pelos livros de história e pelo ocidente – formada por negros, semitas e, posteriormente, setentrionais. É preciso ver com outros olhos as historiografias, pois todas as culturas e civilizações tomam parte naquilo que Clifford Geertz chamaria de “&lt;em&gt;colagem&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Por fim, Edward Said aponta que o posicionamento de Huntington é preconceituoso. Favorece a sua própria nação em detrimento das outras.&lt;br /&gt;Citando Aimé Césaire (1913 – 2008) – poeta e político francês, ideólogo do conceito de negritude – Said assim finaliza seu artigo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(255, 102, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;&lt;em&gt;Mas a obra do homem está apenas começando e resta ao homem conquistar toda a violência entrincheirada nos recessos de sua paixão.&lt;br /&gt;E nenhuma raça possui o monopólio da beleza, da inteligência, da força, e há lugar para todos no encontro da vitória&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso desafio, portanto, é o de entender as diferenças culturais, aceitar o princípio de liberdade entre todos os povos, visando a harmonização do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo do artigo de Said&lt;br /&gt;de mesmo título.&lt;br /&gt;Preparado por Moisés Coppe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(255, 153, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-5122128560370535964?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/5122128560370535964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=5122128560370535964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5122128560370535964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5122128560370535964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/04/resenha-o-choque-das-definicoes.html' title='O CHOQUE DAS DEFINIÇÕES'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/Se4neQsp7SI/AAAAAAAAAGw/j-5-Pa1aIJU/s72-c/edward.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-2069686762580087535</id><published>2009-04-21T12:46:00.000-07:00</published><updated>2009-11-25T07:59:13.594-08:00</updated><title type='text'>Muitos "sems" e o Fundamental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Muito se estuda, se fala , se prega e se escreve sobre “igreja” no meio evangélico nos nossos dias. Aliás, fala-se mais sobre “igreja” do que de Jesus Cristo, de Deus e do Espírito  Santo. A Trindade só ocupa lugar nas falas e nos escritos quando está a serviço da “igreja”, ou seja, o Senhor tornou-se refém daquela que deveria ser serva.&lt;br /&gt;Nós, evangélicos brasileiros, somos tão católicos quanto os católicos na sua relação com a “igreja”, pois colocamo-na no centro da vida de tal sorte que para muitos “fora da igreja não há salvação”. A diferença é que os católicos creem assim mesmo, apesar da maioria não “seguir” o que a Igreja Católica orienta; e nós dizemos não crer assim, mas a maioria “segue” o que as “igrejas”  ordenam. Mais que isso: muitos de nós  vivemos de tal forma que, se alguém nos tirasse o que entendemos e vivemos como sendo “igreja”, perderíamos a fé.&lt;br /&gt;Fico imaginando se pudéssemos passar um dia conversando com o Jesus dos evangelhos. Sinceramente acho que Ele diria: “Vocês criaram isso que chamam de ‘Igreja’! Eu vivi e proclamei o Reino de Deus, que já está entre os que me seguem, sobre os que me seguem, dentro dos que me seguem. Um Reino inabalável e sem visível aparência. Quando os que me seguem se reúnem em meu nome para adorarem ao Pai, a mim, ao Espírito, para nos ouvirem, comerem o pão e o beberem o vinho, como irmãos-seguidores meus, isso é igreja! Só isso! No mais, vivam e proclaram as boas novas que vocês encontraram em mim!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;O que muitos de nós faríamos sem templo, sem bispo, sem pastor, sem padre, sem presbítero, sem diácono, sem patrimômio, sem ministério de administração, sem tesouraria, sem ministério de louvor, sem instrumentos musicais, sem coral, sem altar, sem púlpito, sem escola dominical, sem culto de oração, sem reuniões ministeriais, sem atas, sem estatísticas, sem relatórios? Quanto de nossas orações, tempo e saúde temos empregado em tudo isso? De tudo isso, o que levaremos para eternidade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;E como seríamos se vivêssemos no Reino, sob o Reino, cheios do Reino? E nos reuníssemos para adorar e ouvir a Trindade? E vivêssemos juntos, no mundo, de tal forma que nossa vida fosse uma proclamação de que Deus está entre nós? Quanto de nossas orações, tempo e saúde temos empregado nisso? E disso, o que levaremos para eternidade?&lt;br /&gt;Já paramos para pensar se existem seguidores de Jesus Cristo vivendo com todos os “sems” acima citados – ou outros mais? Se existem, onde estarão eles/as?&lt;br /&gt;Para meditar: Lucas 10.38-42.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Ramaldes.&lt;br /&gt;São Paulo, 5/4/2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-2069686762580087535?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/2069686762580087535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=2069686762580087535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2069686762580087535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/2069686762580087535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/04/muitos-sems-e-o-fundamental.html' title='Muitos &quot;sems&quot; e o Fundamental'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-1824291975834605397</id><published>2009-03-25T15:29:00.000-07:00</published><updated>2009-11-25T08:00:30.745-08:00</updated><title type='text'>Ensinando com criatividade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/Scqyq4PHHKI/AAAAAAAAAGo/qJULXQLUPAk/s1600-h/S6301309.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317258759784307874" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 240px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/Scqyq4PHHKI/AAAAAAAAAGo/qJULXQLUPAk/s320/S6301309.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;O corvo estava morrendo de sede. Viu um vaso que tinha tão pouca água que o bico não alcançava. Tentou derrubar o vaso com as asas, mas era muito pesado. Tentou quebrar com o bico e as garras, mas era muito duro. O corvo, com medo de morrer de sede tão perto da água, teve uma idéia brilhante. Pegou umas pedrinhas e foi jogando dentro do vaso. A água subiu e ele pode beber&lt;/em&gt;”. Não há beco sem saída pra quem se esforça na lida.&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;PARA INÍCIO DE CONVERSA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ensinar e perseverar na atividade docente são sempre grandes desafios!&lt;br /&gt;A bem da verdade, possuímos uma gama de experiências educacionais para todos os gostos e necessidades. Não é possível pensar em um único modelo que auxilie e oriente a formação e valoração da vida nas pessoas. A atividade docente não é um privilégio da Igreja, está também presente em outras estruturas sociais e afins sempre a serviço da humanidade.&lt;br /&gt;Nossa tentativa será a de apontar pistas que servirão de diálogo para a formulação de um ensino criativo. Nossa intenção é justamente a de traçar uma discussão sobre a importância da criatividade no processo docente, ou melhor, como a criatividade pode contribuir na formulação de uma educação religiosa cristã mais expressiva.&lt;br /&gt;A noção de corporeidade estará presente inicialmente em nossa reflexão, visto que não podemos entender criatividade na educação sem esta noção. Todo processo educacional deve passar pela experiência do corpo, pelos sentimentos, os desejos, o riso, o choro, a felicidade e a satisfação das necessidades básicas como comer, beber e vestir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;A CORPOREIDADE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo processo educacional salutar possui uma preocupação voltada à corporeidade. Isto significa dizer que tal processo preocupa-se com a valorização do ser humano e a provocação da vida em abundância.&lt;br /&gt;Ao falarmos de vida em abundância, referimo-nos às reflexões de José Lima Júnior. O referido autor aponta-nos a capacidade transcendente do ser humano em superar as opressões vigentes em nosso mundo que transitam nos seguintes níveis:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;a) O nível político: o fazer que privilegia - ao nível soma - o palpável;&lt;br /&gt;b) O nível teológico: o crer que privilegia - ao nível pneuma - o provável;&lt;br /&gt;c) O nível erótico: o sentir que privilegia - ao nível psiquê - o programável&lt;/em&gt;.&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Claramente, José Lima revela a relevância da corporeidade em qualquer processo de transcendência da opressão no corpo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É a saída da ingenuidade-postiça para a criticidade-própria; é a saída da individualidade ingênua para a sociedade crítica; é a saída da acomodação no natural-necessário para a transformação do contigente-histórico. Falar de transcendência do corpo oprimido, portanto, é o mesmo que falar de desejos, relações e mudanças deste corpo.&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão de ser humano a partir da noção de corpo é ilimitada. O corpo vivencia o riso e o choro, a dança e a saúde, o belo e o feio, o medo e a coragem, os sonhos e os pesadelos, a guerra e a paz, o prazer e o dever, o amigo e o inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre este assunto, Rubem Alves expressa o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Parece que esta é a marca característica do mundo dos homens: ele é duplo, rachado. Vivemos entre fatos e valores; as coisas tais como são, e as coisas tais como poderiam ser&lt;/em&gt;.&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo do ser humano é duplo dentro de um mesmo corpo. Por isso, quando refletimos sobre o corpo, precisamos pensar de antemão na corporeidade que transcende a realidade orgânica e experimenta o desejado e o sonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja por isso que Rubem Alves expressa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cada corpo é o centro do mundo. Quaisquer que sejam as realidades que me atingem, nada sei sobre elas em si mesmas. Só as conheço como reverberações do meu corpo. Os limites do meu corpo denotam os limites do meu mundo&lt;/em&gt;.&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os limites do meu corpo e os limites do meu mundo, portanto, não me deixam outra opção a não ser a de transcender na busca de meus mais saudáveis desejos. O corpo também possui limitações e torna-se fundamental respeitá-las. Os seres humanos, não conformados, buscam a transcendência, o sonho o desejo e utopia. Esta constatação revela outras vertentes do desafio do ensino. Rubem Alves ainda expressa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O mundo é uma extensão do corpo. É vida: ar, alimento, amor, sexo, brinquedo, prazer, amizade, praia, céu azul, auroras, crepúsculos, dor, multidões, impotência, velhice, solidão, morte, lágrimas, silêncio. Não somos seres do conhecimento neutro, como queria Descartes. Somos seres do amor e do desejo&lt;/em&gt;.&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o nosso mundo; esta é a nossa vida.&lt;br /&gt;É a partir destes pressupostos que entendemos ser fundamental que educadores e educadoras nas comunidades de fé desenvolvam um diálogo entre o processo educacional e o corpo, buscando acima de tudo, dar significado imanente ao que muitas vezes é transcendente. Diante desta consideração, entendemos que torna-se importante fugir da dicotomia social e espiritual (muito empregada em nossas Igrejas). É necessário pensar no corpo integral, no corpo dos desejos e das utopias.&lt;br /&gt;A Igreja é um corpo formado por muitos corpos (e muitos mundos), onde estão presentes as diversas manifestações de vida e de morte; onde encontramos o desafio de sonhar e desejar na nostalgia, a dimensão pedagógica-lúdica-ética do Reino de Deus.&lt;br /&gt;O corpo em si é frágil. Os desejos do corpo, ao contrário, renovam-se constantemente, aflorando sentimentos de poder. Pode-se acabar com o corpo mutilando seus órgãos, mas não é possível mutilar os desejos e sentimentos. Para Rubem Alves, o corpo deve combinar desejo e possibilidade de poder avançar este desejo, Segundo ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É necessário crer que há um poder disponível, seja no poder do corpo, seja no poder de muitos corpos, de mãos dadas, seja no poder do Universo... E é assim que, sob a magia do desejo e o sentimento de poder, os corpos se levantam da letargia, para se exprimirem no trabalho, na dança, no amor, no brinquedo, na luta, nos altares...&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação religiosa cristã está marcada pela possibilidade de alcançar os objetos do desejo, ou seja, o reconhecimento humilde de que somos agentes proclamadores de vida numa atitude sinergista&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;O ensino passa pelo corpo. A corporeidade é o elemento fundamental para o seu desenvolvimento. Na relevância da corporeidade, prenunciamos a ressurreição do corpo.&lt;br /&gt;Arlindo C. Pimenta anota que&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;é provável que de início os seres humanos fossem ligados à natureza como hoje o são os animais. Inteiramente submetidos a ela, não tinham o menor traço de consciência desta submissão. Não tinham angústia. Não tinham conflito. A evolução levou o homem a uma ruptura com esse estado. Surgiu um novo ser, a partir daí, consciente da presença do mortífero em si, da falta, da separação da natureza, que ele tenta desesperadamente superar&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pimenta ainda acrescenta que na busca deste reencontro, os seres humanos desenvolveram o que a Psicologia conhece como pulsão, ou seja, um aspecto bifronte do ser humano que expressa desejos psíquicos e orgânicos. Por isso, os seres humanos possuem prazer na satisfação das carências biológicas (fome, sede, tensão sexual).&lt;br /&gt;O que estamos querendo dizer é justamente que, ao falar de ensino dentro de uma concepção criativa, temos a obrigatoriedade de refletir sobre o corpo: sentimentos, emoções, mundos; mesmo porque, um processo educacional que se apresenta criativamente entende o corpo como espaço para a valoração da vida e crescimento do conhecimento.&lt;br /&gt;Estamos certos de que este tema é bastante complexo, justamente porque existem muitos elementos fundamentais e importantes que dialogam com a educação religiosa cristã. Nossa abordagem não está fechada dentro de uma verdade considerando-se única e absoluta; ao contrário, ela deve estar associada permanentemente com outros aspectos que definem e identificam a espécie humana.&lt;br /&gt;Ademais, necessário nos é pensar que o processo educacional criativo não pode ser uma obrigação. Mas agora, reflitamos um pouco sobre o que vem a ser criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;A CRIATIVIDADE NO ENSINO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um processo de ensino que se desenvolve criativamente possui muito mais expressão do que um que nada possui de criativo. É claro que o papel pedagógico-criativo não será definido de forma regrada. Não podemos sistematizar nenhum processo de atividade educacional, pois ela acontece fundamentada na expontaneidade das relações. Mas o que podemos entender por criatividade? Passemos a este tópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendendo o termo criatividade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo criatividade nasceu nos EUA na época do segundo pós-guerra, no âmbito das ciências psicológicas, para designar a capacidade de reação da inteligência do indivíduo, diante de um problema totalmente inédito: se ele, em vez de se limitar a uma solução única (‘converger’) conseguir excogitar - descobrir, imaginar e elaborar - o máximo de soluções possíveis, poderemos falar de inteligência criativa&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente, o termo passa a fazer parte do corpo da pedagogia como chave para um novo tipo de educação principalmente para as crianças, atingindo posteriormente os âmbitos mais numerosos da atividade humana.&lt;br /&gt;A criatividade é, ao nosso ver, a possibilidade de descobrir diversos caminhos diferentes quando, ante a um primeiro olhar, encontramos uma ou nenhuma solução aparente.&lt;br /&gt;A verdade é que o conceito de criatividade ficou muito difícil de ser definido com precisão. Parece-nos mais útil apresentar os principais tipos em que ela aparece:&lt;br /&gt;a) Criatividade de expressão: atividade querida por si mesma, sem dar importância à habilidade, à originalidade, `a qualidade da obra ( exemplo: desenhos espontâneos de crianças);&lt;br /&gt;b) Criatividade de produção: controle e canalização da atividade lúdica depois do progressivo aumento dos condicionamentos da técnica;&lt;br /&gt;c) Criatividade de invenção: capacidade de captar a possibilidade de relações novas entre elementos até então dissociados;&lt;br /&gt;d) Criatividade de inovação: modificação dos próprios fundamentos e postulados de determinado sistema;&lt;br /&gt;e) Criatividade de emergência: a manifestação de uma norma ou de uma hipótese completamente novas, como no caso da arte abstrata.&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn11" name="_ftnref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criatividade é uma importante manifestação da vida e, torna-se viável a busca de um tipo de criatividade que está ao alcance dos(as) cristãos(as). É justamente a criatividade que se manifesta no culto, na celebração, no ensino nos grupos pequenos que se empenha em valorizar o encontro com os mistérios do Senhor&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn12" name="_ftnref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A partir dessas breves considerações, passaremos a refletir especificamente na educação religiosa cristã e como esta pode se desenvolver criativamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;SÓ SE APRENDE SER CRIATIVO CRIANDO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, homens e mulheres que assumiram o ministério docente não se preocupam com processos significativamente criativos. O que geralmente acontece é que educadores e educadoras possuem uma criatividade estéril. Ademais, criar é virtude para o enriquecimento de determinado valor partilhado. A criatividade tem profundas e íntimas ligações com a obra de arte, que é artesanato: só se aprende fazer, fazendo. Só se aprende ser criativo criando. A criatividade nunca deixa de ser artística.&lt;br /&gt;Então, o ensino que dialoga com a criatividade está relacionado com a vida e responsabiliza-se por esta. Nesta ótica, procuraremos refletir, de forma mais direta, sobre a realidade de nossas comunidades de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;ENSINO CRIATIVO COM AMOR E RESPONSABILIDADE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todo processo docente parte das necessidades. Para descobrir as necessidades, faz-se necessário conhecer bem o grupo a partir das individualidades e não somente por uma análise institucional ou de classes. Isso se faz necessário justamente porque as “&lt;em&gt;razões da cabeça não fazem as pessoas caminhar, o que impulsiona as pessoas é justamente as razões do coração&lt;/em&gt;”&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn13" name="_ftnref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;. Então é preciso afirmar que no que tange a falar de razões do coração, necessário nos é pensar que o ensino precisa acontecer com responsabilidade e mor. O (A) educador(a), antes de dizer qualquer coisa, de anunciar sua verdade, de viver uma vida de serviço e de bondade, precisa ser profundamente amado(a). “&lt;em&gt;Depois que estes laços de amor e confiança forem estabelecidos, as palavras deslizam com muita facilidade&lt;/em&gt;”&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn14" name="_ftnref14"&gt;[14]&lt;/a&gt;. Consideramos este um aspecto vital.&lt;br /&gt;Portanto, afirmamos que um ensino que se esboça responsável, amoroso e criativo provocará excelentes resultados para a vivência do grupo.&lt;br /&gt;Jesus, conforme percebido pelas comunidades de fé do primeiro século, desenvolveu um ministério pedagógico criativo. Isto é aferível, quando deciframos seus jogos parabólicos. Estes jogos nos levam a conclusões óbvias com significados tão simples e ao mesmo tempo tão profundos. Estes jogos parabólicos nos tornam crianças, pois as palavras de Jesus dialogam com as nossas experiências cotidianas revelando-nos a beleza da simplicidade da vida. É preciso resgatar a alegria de ensinar, principalmente porque não somos sujeitos que transformarão a realidade somente pela práxis, mas principalmente pela atuação gratuita de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;CONCLUSÃO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Concluir nunca é satisfatório. Apesar de termos consciência da fragilidade de uma conclusão, acreditamos que conseguimos atingir o nosso objetivo, ou seja, o de resgatar a importância da criatividade na educação religiosa cristã. Entendemos que todos os projetos que envolvem a ação ministerial docente da Igreja estão marcados pela criatividade.&lt;br /&gt;Afirmamos que, no contexto atual é impossível pensar em ensino sem pensar em criatividade. Professoras e professores, lideranças em geral são desafiadas(os) a acreditarem na possibilidade de que a Igreja precisa ser um espaço de cultivo da criatividade, e não somente isso, mas também, espaço para a brincadeira e para a expressão livre de nossos desejos e anseios. Se a Igreja juntamente com a ministério docente conseguir desenvolver uma nova proposta dinâmica, então teremos condições de tornar o ensino prenúncios do que chamamos Reino de Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; BENNETT, William J. O Livro das Virtudes. Rio de Janeiro, Novas Fronteiras, 1995. Pg. 348.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; JÚNIOR, José Lima. Corpoética: cosquinhas filosóficas no umbigo da utopia. São Paulo, Paulinas, 1988, p.17.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Id. Ibid., p. 26 - 27.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; ALVES, Rubem. Variações sobre a vida e a morte. São Paulo, Paulinas, 1982, p. 43.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Id. Ibid., p. 37.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Id. Ibid., p. 39.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Id. Ibid., p. 199.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; O sinergismo evidencia que a salvação humana se dá de acordo com a colaboração da graça divina com a vontade humana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; PIMENTA, Arlindo C. Sonhar, brincar, criar, interpretar. São Paulo, Ática, 1993. P. 23.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; SARTORE, Domenico &amp;amp; TRIACCA, Achille M. Dicionário de Liturgia. São Paulo, Paulinas, 1992. P. 256.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref11" name="_ftn11"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Id. ibid., p. 256.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref12" name="_ftn12"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Id. ibid., p. 268.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref13" name="_ftn13"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Este artigo foi escrito no ano de 1981, quando o CEDI estáva iniciando o Programa de Acessoria à Pastoral Protestante. A época era de discussões. Muitas idéias , concepções de pastoral e perspectivas teológicas estavam sendo revistas na tentativa de encontrar os caminhos de atuação de uma pastoral popular para as igrejas evangélicas. Rubem Alves escreveu este texto no sentimento e no espírito das reflexões daquela época, no entanto ainda consideramos as suas reflexões plausíveis para o momento atual. Os comentários em itálico são todos retirados desta cartilha. P. 7.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref14" name="_ftn14"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Id. ibid., p. 25.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-1824291975834605397?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/1824291975834605397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=1824291975834605397' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1824291975834605397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1824291975834605397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/03/ensinando-com-criatividade.html' title='Ensinando com criatividade'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/Scqyq4PHHKI/AAAAAAAAAGo/qJULXQLUPAk/s72-c/S6301309.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-3178705596646341628</id><published>2009-03-25T09:47:00.000-07:00</published><updated>2009-11-25T08:01:36.788-08:00</updated><title type='text'>Para os amigos de Minas Gerais.</title><content type='html'>&lt;div style="color: rgb(51, 51, 51);" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;CARTA MINEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Prezado amigo &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;TEÓFILO OTONI&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta  &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;VIÇOSA&lt;/span&gt;  manhã de primavera,  de onde se contempla um &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;BELO HORIZONTE&lt;/span&gt;, um &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CAMPO BELO&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MONTES CLAROS&lt;/span&gt;, e, ainda,  neste ambiente &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;FORMOSO&lt;/span&gt; de nossa terra, quando se pode contemplar também, pela madrugada, a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ESTRELA DALVA&lt;/span&gt;, escrevo-lhe para colocá-lo a par dos últimos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No âmbito familiar, a nossa prima &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;LEOPOLDINA&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ESPERA FELIZ&lt;/span&gt; dar a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;LUZ&lt;/span&gt; a seu primeiro filho que, se for homem, se chamará &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ASTOLFO DUTRA&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;JANUÁRIA&lt;/span&gt;, se mulher. Para cuidar do rebento, ela contará com abnegação da sua governanta &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MOEMA&lt;/span&gt;. Mas, enquanto ela aguarda seu bebê, lava roupa tranqüilamente nas &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;BICAS&lt;/span&gt; existentes em um &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;RIO NOVO&lt;/span&gt;, afluente do &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;RIO ACIMA&lt;/span&gt;, que passa pelas terras de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;DONA EUZÉBIA&lt;/span&gt;, naquele &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;LARANJAL&lt;/span&gt;, perto da &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CAPELA NOVA&lt;/span&gt;, onde, na hora do &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;RECREIO&lt;/span&gt;, a meninada sobe na &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PONTE NOVA&lt;/span&gt;, para pescar &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;LAMBARI&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PIAU&lt;/span&gt; e soltar &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PAPAGAIOS&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A prima &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;NATÉRCIA&lt;/span&gt; comprou uma casa na rua &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ANTONIO DIAS&lt;/span&gt;, perto da casa do &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ANTÔNIO CARLOS&lt;/span&gt;. Você já sabia? Orou a Jesus de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;NAZARENO &lt;/span&gt;em agradecimento, ajoelhada aos pés da &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SANTA CRUZ DO ESCALVADO&lt;/span&gt; no alto do &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MONTE SIÃO&lt;/span&gt;, que fica lá para as bandas da &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;GALILEIA&lt;/span&gt;, às margens do &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MAR DE ESPANHA&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembra-se daquelas pedras da tia &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MARIA DA CRUZ&lt;/span&gt; que você queria comprar? Ela resolveu vendê-las, menos a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PEDRA AZUL&lt;/span&gt;, porque ela diz ser a mais bonita e valiosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos aspectos sociais e religiosos, temos novidades.&lt;br /&gt;Na próxima semana, o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CÔNEGO MARINHO&lt;/span&gt;, da diocese de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;VOLTA GRANDE&lt;/span&gt;, vai fazer a Festa de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SÃO TOMAS DE AQUINO&lt;/span&gt;. Se você quiser aparecer será um grande prazer. A nossa prima &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;VIRGINIA&lt;/span&gt; é quem será a responsável pelo evento.  Vai ter missa celebrada pelo reverendo local, &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CÔNEGO JOÃO PIO&lt;/span&gt;, em honra ao Santíssimo &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SACRAMENTO&lt;/span&gt;. De manhã, o bispo &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;DOM SILVÉRIO&lt;/span&gt; irá crismar as crianças. Depois haverá um show com o Agnaldo &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;TIMOTEO&lt;/span&gt; e também com as &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;TRÊS MARIAS&lt;/span&gt;. Em seguida, a Banda Musical &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SANTA BÁRBARA&lt;/span&gt;, sob a regência do maestro &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;BUENO BRANDÃO&lt;/span&gt;, executará o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;GUARANI&lt;/span&gt;, de Carlos Gomes. Depois o Barão de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;COROMANDEL &lt;/span&gt;fará a saudação ao aniversariante. A festa era  para ser no mês que vem, mas todas as datas do cantor estavam preenchidas. As primas &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SERICITA&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;AZURITA&lt;/span&gt; vão fazer a comida. Como prato principal teremos &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PERDIGÃO&lt;/span&gt; e&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; PERDIZES&lt;/span&gt; à milanesa e &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PATOS DE MINAS&lt;/span&gt; ao molho pardo. De sobremesa teremos compota de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MANGA&lt;/span&gt;, tendo sido escolhida a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;UBÁ&lt;/span&gt;, por ser mais saborosa, pêssego em &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CALDAS &lt;/span&gt;e, ainda,  licor de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PEQUI&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À noite, haverá um baile no &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;OLIVEIRA&lt;/span&gt; Country Clube, ao som da orquestra do maestro &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MATIPÓ&lt;/span&gt;, tendo como principais solistas os renomados músicos &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;IBIRACI&lt;/span&gt; ao saxofone e &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;NEPOMUCENO&lt;/span&gt; ao trompete. Será uma boa ocasião para os convidados exercitarem os seus &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PASSOS&lt;/span&gt; ao ritmo de boleros e rumbas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto, na fazenda, fizemos algumas reformas.&lt;br /&gt;O &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CURRAL DE DENTRO&lt;/span&gt; estava com o telhado estragado, com problemas no madeirame e tivemos que trocar as vigas. Desta vez colocamos &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CANDEIAS&lt;/span&gt;, por ser madeira de muita durabilidade, todas compradas do &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CORONEL XAVIER CHAVES&lt;/span&gt;. Com a sobra da madeira ainda reformei a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PORTEIRINHA&lt;/span&gt; que dá entrada para o quintal. Estou também reformando a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CAPELINHA&lt;/span&gt; de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SENHORA DE OLIVEIRA&lt;/span&gt;, para comemorar o aniversário de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;LIMA DUARTE&lt;/span&gt;. Na festa estarão presentes o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CORONEL MURTA&lt;/span&gt;, o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PRESIDENTE WENCESLAU&lt;/span&gt;, o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;JOÃO MONLEVADE&lt;/span&gt;, o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CORONEL FABRICIANO&lt;/span&gt;, o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CAPITÃO ENÉAS&lt;/span&gt;, o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;BARÃO DE COCAIS&lt;/span&gt;, o Barão de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;BARBACENA&lt;/span&gt;, e várias outras personalidades. Dizem que até o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;TIRADENTES&lt;/span&gt; pretende comparecer. Mas ele ficou meio aborrecido, porque queria que a festa fosse em &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SÃO JOÃO DEL REI&lt;/span&gt;. Só não poderá comparecer o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;VISCONDE DO RIO BRANCO&lt;/span&gt; porque ele está em &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CAMPANHA &lt;/span&gt;política. Iremos cobrar um valor simbólico como entrada, para reverter em benefício dos desabrigados da chuva, mas apenas uma &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MOEDA&lt;/span&gt; de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PRATA&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou lhe dar outra grande notícia.&lt;br /&gt;Perto do &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ENGENHO NOVO&lt;/span&gt;, naqueles barrancos cheios de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;FORMIGA&lt;/span&gt;, um empregado nosso descobriu &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MINAS NOVAS&lt;/span&gt; de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;OURO BRANCO&lt;/span&gt;,  &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;OURO PRETO&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ESMERALDAS &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;TOPAZIO&lt;/span&gt;, portanto será uma &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;NOVA ERA&lt;/span&gt; e uma &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;BOA ESPERANÇA&lt;/span&gt; para todos nós. Infelizmente, por causa dessa riqueza, a violência já começou a aparecer na região. Um homem de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;TRÊS CORAÇÕES&lt;/span&gt; foi morto por um garimpeiro, usando uma faca de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;TRÊS PONTAS&lt;/span&gt;, porque ele havia descoberto uma enorme &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;TURMALINA&lt;/span&gt; e também uma pedra de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;RUBIM&lt;/span&gt;, de menor tamanho, mas muito valiosa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na área do desenvolvimento, a dona &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO&lt;/span&gt;, proprietária da usina açucareira de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;URUCÂNIA&lt;/span&gt;, quer aumentar a fábrica e incrementar a produção de açúcar, mas para isso precisará de mais energia elétrica. Assim, tem um projeto de construir uma usina hidroelétrica aproveitando as quedas dágua da &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CACHOEIRA DO CAMPO&lt;/span&gt;, formada pelo rio &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PIRANGA&lt;/span&gt;, mas o senhor &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;RESENDE COSTA&lt;/span&gt;, que é o chefe do&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; IBAMA&lt;/span&gt; na região, quer embargar a obra, alegando impacto ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Falarei agora da nossa justiça.&lt;br /&gt;Chegou um &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;JUIZ DE FORA&lt;/span&gt;, chamado &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;EWBANK DA CÂMARA&lt;/span&gt;, para ocupar o lugar de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;BIAS FORTES&lt;/span&gt;, que terminou o seu mandato. Mas o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CONSELHEIRO LAFAYETE&lt;/span&gt;, acompanhado de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;RAUL SOARES&lt;/span&gt;, pediu ao &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;GOVERNADOR VALADARES&lt;/span&gt; para interceder junto ao &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PRESIDENTE BERNARDES&lt;/span&gt; para efetivar naquele cargo o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SENADOR FIRMINO&lt;/span&gt;, que muito fez por nós. Ele foi &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;DESCOBERTO&lt;/span&gt; ainda novo, tanto que sequer usava sapatos, usava &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ALPERCATAS&lt;/span&gt;, quando estava na companhia do &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CORONEL PACHECO&lt;/span&gt;, na famosa &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;LAGOA DA PRATA&lt;/span&gt;, depois daquela &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;GOIABEIRA&lt;/span&gt; e daquela árvore de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;JANAÚBA&lt;/span&gt; da fazenda &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;POUSO ALEGRE&lt;/span&gt;, onde tem aquela &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;VARGINHA&lt;/span&gt;, às margens do &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;RIBEIRÃO VERMELHO&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele se tornou um homem sério e honesto, sendo de muito valor para a nossa causa.&lt;br /&gt;Quanto à lagoa a que me referi, dizem que ela contém  &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ÁGUA BOA&lt;/span&gt;, tanto que o Aleijadinho teria se curado dos seus males tomando banho nela, por isso passou a ser chamada de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;LAGOA SANTA&lt;/span&gt;. Dizem que um cego também lavou os olhos naquelas águas e voltou a enxergar, mas ele atribuiu esse milagre a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SANTA LUZIA&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro dia encontrei o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;BETIM&lt;/span&gt;, a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MARIA DA FÉ&lt;/span&gt; e a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ALMENARA&lt;/span&gt; nadando nas &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ÁGUAS FORMOSAS&lt;/span&gt; da &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;LAGOA DOURADA&lt;/span&gt;, e lhe mandaram lembranças. A lagoa fica nas terras de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PEDRO LEOPOLDO&lt;/span&gt;, onde ainda tem mais &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SETE LAGOAS&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Avisam que estarão viajando para &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ALÉM PARAÍBA&lt;/span&gt; no próximo feriado de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SANTOS DUMONT&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Também lhe mandam um grande abraço  o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;DIOGO VASCONCELOS&lt;/span&gt; e o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;JACINT&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;O&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Agora, vou lhe contar as fofocas.&lt;br /&gt;O &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;FRANCISCO SÁ&lt;/span&gt; teve um desentendimento com o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;JOÃO PINHEIRO&lt;/span&gt; por causa daquela &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;LAJINHA&lt;/span&gt; que faz o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SALTO DA DIVISA&lt;/span&gt; das terras dos dois fazendeiros com as terras da &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MARIANA&lt;/span&gt;, às margens do Rio &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PARACATU&lt;/span&gt;, porque dizem que ali tem muita &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MALACACHETA&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A coisa andou quente. Um deles, não sei qual, queria agredir o outro com um &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MACHADO&lt;/span&gt;. Ainda bem que o coronel &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MATEUS LEME&lt;/span&gt; chegou na hora e evitou o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PATROCÍNIO&lt;/span&gt; de uma morte desnecessária, e, ainda, promoveu uma &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;NOVA UNIÃO&lt;/span&gt; dos dois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os índios &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;AIMORÉS&lt;/span&gt; tentaram invadir a reserva dos índios &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MAXACALIS&lt;/span&gt;, armados de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ARCOS&lt;/span&gt; e flechas, por causa daquela reserva de&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; JEQUITIBÁ&lt;/span&gt; existente no &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PÂNTANO DE SANTA CRUZ&lt;/span&gt;, mas, felizmente, foram contidos pelas tropas da Polícia &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;FLORESTAL&lt;/span&gt; comandadas pelo &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MAJOR EZEQUIEL&lt;/span&gt;, evitando um massacre  sem precedentes. Os presos foram levados para o &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;QUARTEL GERAL&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tem mais.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ELOI MENDES&lt;/span&gt; me contou, confidencialmente, que o Dr. &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CARLOS CHAGAS&lt;/span&gt; está de caso com a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CONCEIÇÃO DAS ALAGOAS&lt;/span&gt;. A &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CÁSSIA&lt;/span&gt;, que é muito linguaruda, contou para a mulher dele, dona &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CRISTINA&lt;/span&gt;, que, imediatamente queria a separação e iria mudar-se para &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;DIAMANTINA&lt;/span&gt;. Mas a dona &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MERCÊS&lt;/span&gt;, que é muito benquista por todos, conseguiu convencê-la a não tomar essa medida &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;EXTREMA&lt;/span&gt;, e lhe propôs que aguardasse a chegada do seu primo, &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MARTINHO CAMPOS&lt;/span&gt;, que é um homem de mãos de &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;FERROS&lt;/span&gt;, para ouvir o seu conselho. Ele achou que seria uma missão muito &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ESPINOSA&lt;/span&gt;, mas, ainda assim, aceitou o desafio. Sendo ele também um homem ponderado, sugeriu ao marido que pedisse &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PERDÕES&lt;/span&gt; à sua esposa, na presença do &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PADRE PARAÍSO&lt;/span&gt;, e assim foi feito e tudo teve um &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;BONFIM&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois desta &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CONTAGEM&lt;/span&gt; dos fatos, damos graças a &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SENHORA DOS REMÉDIOS&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SANTO ANTÔNIO DO AMPARO&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SANTO ANTÔNIO DO GRAMA&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SÃO TIAGO&lt;/span&gt;, que têm sempre protegido a nossa família, para que nossas lutas tenham sempre um &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;BOM SUCESSO&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terminando, receba um forte abraço do seu primo,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MATIAS BARBOSA&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-3178705596646341628?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/3178705596646341628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=3178705596646341628' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3178705596646341628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/3178705596646341628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/03/para-os-amigos-de-minas-gerais.html' title='Para os amigos de Minas Gerais.'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-5025278990483372563</id><published>2009-03-18T14:03:00.000-07:00</published><updated>2009-11-25T08:04:38.815-08:00</updated><title type='text'>Para refletir sobre a atual crise</title><content type='html'>&lt;div style="color: rgb(153, 102, 51);" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia,&lt;br /&gt;fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável.&lt;br /&gt;O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karl Marx, in Das Kapital, 1867&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-5025278990483372563?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/5025278990483372563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=5025278990483372563' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5025278990483372563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5025278990483372563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/03/para-refletir-sobre-atual-crise.html' title='Para refletir sobre a atual crise'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-1537497048942692717</id><published>2009-03-18T13:22:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T14:01:45.361-07:00</updated><title type='text'>Revisão Ortográfica???</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314626319261043746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFYerF_DCI/AAAAAAAAAEg/bSh74n5DnPY/s400/Imagem.bmp" border="0" /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFgOw7gAfI/AAAAAAAAAGg/egAhOY44l0I/s1600-h/Imagem3.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314634842042794482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 138px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFgOw7gAfI/AAAAAAAAAGg/egAhOY44l0I/s400/Imagem3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFe-l3Kb8I/AAAAAAAAAGQ/LGQsnUAF7CY/s1600-h/Imagem5.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314633464682278850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 145px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFe-l3Kb8I/AAAAAAAAAGQ/LGQsnUAF7CY/s400/Imagem5.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFeWC_68NI/AAAAAAAAAGI/yXdkV34HrhI/s1600-h/Imagem6.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314632768129003730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 138px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFeWC_68NI/AAAAAAAAAGI/yXdkV34HrhI/s400/Imagem6.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFdyvoPfjI/AAAAAAAAAGA/71l7irxvUSM/s1600-h/Imagem7.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314632161633992242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 137px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFdyvoPfjI/AAAAAAAAAGA/71l7irxvUSM/s400/Imagem7.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314627682233332002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFZuAj5sSI/AAAAAAAAAEo/B81oHHkloWk/s400/Imagem2.bmp" border="0" /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFc3zYfdXI/AAAAAAAAAF4/vLbX7jPKvAE/s1600-h/Imagem8.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314631149029389682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFc3zYfdXI/AAAAAAAAAF4/vLbX7jPKvAE/s400/Imagem8.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314628371287314354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 144px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFaWHfLD7I/AAAAAAAAAE4/wuZ5GVUzJiw/s400/Imagem4.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFclGoum8I/AAAAAAAAAFw/iVTzbgk3zig/s1600-h/Imagem9.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314630827780250562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFclGoum8I/AAAAAAAAAFw/iVTzbgk3zig/s400/Imagem9.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFcVelX4WI/AAAAAAAAAFo/7mvqcIAmXsU/s1600-h/Imagem10.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314630559330722146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFcVelX4WI/AAAAAAAAAFo/7mvqcIAmXsU/s400/Imagem10.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFcBsO8RhI/AAAAAAAAAFg/R3hxTQEAcoQ/s1600-h/Imagem11.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314630219397350930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 138px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFcBsO8RhI/AAAAAAAAAFg/R3hxTQEAcoQ/s400/Imagem11.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-1537497048942692717?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/1537497048942692717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=1537497048942692717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1537497048942692717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1537497048942692717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/03/revisao-ortografica.html' title='Revisão Ortográfica???'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/ScFYerF_DCI/AAAAAAAAAEg/bSh74n5DnPY/s72-c/Imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-1918679649024329208</id><published>2009-02-07T14:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T08:06:07.082-08:00</updated><title type='text'>SEMEANDO A PALAVRA DE DEUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SY4S809TyPI/AAAAAAAAAEI/35r-7Mzam-s/s1600-h/semeador.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300194647678896370" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 320px; height: 240px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SY4S809TyPI/AAAAAAAAAEI/35r-7Mzam-s/s320/semeador.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Também, vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. I Pedro 2: 5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;O Senhor da vida nos chama para um novo tempo. Um tempo de inspirações e aspirações que tecerão as linhas da manifestação do Reino de Deus. Aliás, é importante que afirmemos: O Reino de Deus é maior do que a igreja. Tenho visto muitas pessoas servirem a igreja e poucas servirem o Reino. Há, indubitavelmente, uma pequena, mas significativa diferença entre uma dimensão e outra. Entretanto, o Reino é sempre mais importante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se trabalharmos na igreja, seremos ativistas. Se trabalharmos para o Reino, faremos o serviço&lt;/span&gt; espiritual;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se desejarmos o poder na igreja, nos lançaremos à politicagem. Se desejarmos o poder do Reino, nos consideraremos o menor, como uma criança;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se sonharmos com as estruturas da igreja, seremos pífios. Se sonharmos com a dimensão do Reino, encheremos o nosso coração de esperança;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se almejarmos novas vidas para a igreja, seremos prosélitos. Se almejarmos novas vidas para o Reino, seremos semeadores da Palavra;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se nos consagrarmos para a igreja, seremos praticantes de boas obras. Se nos consagrarmos para o Reino, seremos arautos da boa nova;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se orarmos somente na igreja, seremos modernos fariseus. Se orarmos na dimensão do Reino, o Senhor nos verá;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se acreditarmos que o Senhor só age na igreja, seremos míopes em relação à fé. Se acreditarmos na ação do Senhor no Reino, veremos a glória de Deus;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se somente a igreja nos motivar, seremos infelizes. Se a nossa motivação estiver no Reino, viveremos na certeza de que a alegria do Senhor é a nossa força;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se crermos na essência da igreja, não passaremos de sinos que retinem. Se crermos no espírito do Reino, amaremos com o amor de Deus;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se amarmos somente os que compõem a igreja, anularemos a comunhão. Se amarmos todos os que são acolhidos na dimensão do Reino, conheceremos o significado da graça;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se olharmos somente para os problemas da igreja, ficaremos frustrados. Se olharmos para os problemas do Reino, nos tornaremos ativos com Deus;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se adorarmos somente na igreja, seremos meros crentes. Se adorarmos na dimensão do Reino, adoraremos o Pai em Espírito e em Verdade;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se edificarmos a igreja, sucumbiremos. Se edificarmos o Reino, amontoaremos tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não corroem;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Se dizimarmos para a manutenção da igreja, seremos simples depositantes. Se dizimarmos para a dimensão do Reino, celebraremos o amor de Deus, pois Deus ama a quem dá com alegria;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Poderíamos ampliar a nossa relação, mas sempre pensando: a igreja é bem menor que o REINO. E somente nesse contexto é que podemos entender o texto de Pedro. Ser um sacerdote santo e oferecer sacrifícios agradáveis a Deus só é possível na dimensão do Reino. Mas, e a igreja? Deixa de ter a sua importância? Ora, a igreja somente pode ser viva se estiver em acordo com o Reino. E é isso o que realmente importa&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Moisés Coppe&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-1918679649024329208?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/1918679649024329208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=1918679649024329208' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1918679649024329208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1918679649024329208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/02/semeando-palavra-de-deus.html' title='SEMEANDO A PALAVRA DE DEUS'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SY4S809TyPI/AAAAAAAAAEI/35r-7Mzam-s/s72-c/semeador.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-5461359993621789320</id><published>2009-02-07T14:51:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T08:06:43.553-08:00</updated><title type='text'>Metodistas na barriga do grande peixe</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SY4RXhywBII/AAAAAAAAAEA/uNrIFhKX51A/s1600-h/Baleia.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300192907367548034" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SY4RXhywBII/AAAAAAAAAEA/uNrIFhKX51A/s400/Baleia.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Vou sair da igreja onde congrego”; “Igreja X dividiu-se”; “tantos membros deixaram a igreja Y”; etc...&lt;br /&gt;Divisões e evasões sempre foram para mim dores agudas. Já chorei, aconselhei, orei, preguei a fim de evitá-las dentro da denominação em que pastoreio e até fora dela.&lt;br /&gt;Sempre fiz o esforço de ouvir os dissidentes e os remanescentes.&lt;br /&gt;Na maoiria das vezes os motivos são os mesmos citados pelo apóstolo Paulo em 1 Co: ciúmes, invejas, brigas por espaços de “destaque” dentro da congregação – desde a ornamentação do altar, passando pela ministração do louvor até a administração financeira. Coisa de criança mesmo.&lt;br /&gt;Sempre ouvi dos que ficaram – membros, pastores, superintendentes distritais e até bispos – aquela conclusão final bem “consoladora”: “saíram porque não eram metodistas de verdade”.&lt;br /&gt;De dissidentes, independentemente da denominação, já vi até a tentativa da construção de uma “teologia da divisão”, baseada na separação entre Paulo e Barnabé em Atos dos Apóstolos.&lt;br /&gt;O fato é que muitos podem ser os motivos justos e injustos de divisões e evasões.&lt;br /&gt;Muitos metodistas têm permanecido na denominação por amor a Deus, ao Evangelho de Cristo e amor às pessoas. A unidade interna está, há algum tempo, em muitas igrejas locais, comprometida em termos de práticas dos sacramentos, ensino doutrinário, liturgia, política de nomeação pastoral, etc... Assim, podemos nos considerar artistas, porque conseguimos manter uma unidade dentro de uma diversidade que faria inveja a João Wesley!&lt;br /&gt;O problema é quando as pessoas sentem que lhes está sendo tirado aquilo que as tem feito permanecer na igreja metodista, e que não é a história do metodismo, não é a doutrina, não é o tipo de governo, não são os documentos episcopais, e outras virtudes que a denominação considera ter, mas o Evangelho de Cristo Jesus.&lt;br /&gt;Sim, o velho e simples Evangelho não é mais pregado, estudado, celebrado, orado, desejado, necessitado. Foi substuído por outro evangelho, que não é Evangelho, porque é destituído da Graça de Deus.&lt;br /&gt;Esses e essas metodistas, privados do Evangelho na própria congregação, é que estão na “barriga do grande peixe”. Ou seja, estão espiritualmente deslocados onde congregam, mas ainda não foram para outro “lugar” ou “povo”.&lt;br /&gt;As igrejas locais deveriam ser como a arca de Noé: feita segundo a instrução de Deus por aquele que achou graça diante do Senhor, que era justo e íntegro; possibilidade de sobrevivência no meio do caos; sinal da salvação que recria a humanidade.&lt;br /&gt;Mas muitas igrejas locais preferem ser como o navio que ruma para Társis, “para longe da presença do Senhor” (Jn 1.3). Társis é uma grande aventura, fantasia, alienação. O navio está cheio de pagãos, cada qual com o deus que mais lhe agrada. Neste navio, a pessoa de fé em Deus é fugitiva desobediente. A presença dele/a traz sérios problemas para a “segurança”, “estabilidade” e “paz” dos passageiros. Lançá-la ao mar é o remédio! Bom para ela, porque, apesar de frustrar sua viagem, tira-a do caminho da alienação.&lt;br /&gt;Eugene Peterson chama o navio de “barco religioso”. Dirigindo-se a pastores, escreve: “A maior parte do que passa por religião nada tem a ver com o Evangelho. A maior parte do que passa por religião é idolatria. A maior parte do que passa por religião é autopromoção. É urgente e imperioso que os pastores façam distinção entre a religião cultural e o Evangelho cristão. No meio de uma grande tempestade no mar, Jonas aprendeu a diferença”. (À sombra da planta imprevisível, p 39.)&lt;br /&gt;Estou na “barriga do grande peixe” há algum tempo. Sou solidário a todos que “foram lançados”, que “se lançaram” ou estão “se lançando” ao mar e vindo direto pra cá. Sim, porque Deus, em sua misericórdia, não nos deixa a mercer de ventos e ondas.&lt;br /&gt;Sejam bem-vindos! Aqui, na “barriga do grande peixe”(Jn 2.1-9), é o início da nossa salvação!&lt;br /&gt;Este não é o “lugar” onde você deseja estar, mas é necessário devido aos acontecimentos anteriores.&lt;br /&gt;Este “lugar” é de oração. Oração em grito e angústia, mas oração ouvida por Deus.&lt;br /&gt;Este “lugar” leva você para “viagem” ao que é profundo, desconhecido, até se encontrar lançado diante Daquele que tudo vê, tudo conhece, sem saber se vai sair vivo/a dali.&lt;br /&gt;Este “lugar” é próprio para você “morrer” e experimentar Deus “subir da sepultura” a sua vida.&lt;br /&gt;Neste “lugar” você fará a distinção entre Deus e idolatria.&lt;br /&gt;Neste “lugar” você vai louvar sem que ninguém veja seus gestos, ouça sua voz, senão o próprio Deus: “Ao Senhor pertence a salvação!”&lt;br /&gt;Quanto tempo você vai passar na “barriga do grande peixe”? O tempo não importa. O que importa é Deus! Tudo é com Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Ramaldes&lt;br /&gt;São Paulo, 2/2/2009.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-5461359993621789320?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/5461359993621789320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=5461359993621789320' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5461359993621789320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/5461359993621789320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2009/02/metodistas-na-barriga-do-grande-peixe.html' title='Metodistas na barriga do grande peixe'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SY4RXhywBII/AAAAAAAAAEA/uNrIFhKX51A/s72-c/Baleia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-7802218571294951280</id><published>2008-11-17T04:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T04:24:44.461-08:00</updated><title type='text'>WESLEY E NÓS</title><content type='html'>"&lt;em&gt;Não tenho medo que o povo chamado metodistas deixe de existir na Europa ou na América. Somente receio que eles existam como uma seita morta, tendo a forma de religião, mas não o poder dela; e isto certamente será o caso se não conservarem a doutrina, a disciplina e o espírito com que iniciaram a jornada&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;John Wesley&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;A guinada reacionária que a Igreja Metodista vem sofrendo ao largo nas últimas duas décadas por causa da forte concorrência praticada no mercado dos bens religiosos imposta pelo avanço do neo-pentecostalismo e do gospel marqueteiro, é uma tentativa desesperada de se evitar o pior: a &lt;em&gt;débâcle&lt;/em&gt; institucional do metodismo brasileiro. Digo institucional porque programaticamente temos deixado de ser metodistas de forma gradual ao longo de nossa história de mais de duzentos e cinqüenta anos. Historicamente este não foi um problema criado por nós, pois foi importado junto com os missionários. Na Grã-Bretanha o metodismo primitivo foi uma resposta religiosa aos primórdios da revolução industrial, ao surgimento e crescimento dos centros urbanos, à formação do proletariado. Nas colônias da América do Norte se viveu uma conjuntura completamente diferente pois a colonização redundou na formação de uma sociedade praticamente rural e agrária formada por sitiantes pequenos e independentes. Em conseqüência os metodistas norte-americanos abandonaram num curto período de tempo o ensino e a pratica da santidade de coração e vida promovida pelo movimento wesleyano no interior de uma igreja estabelecida – Church of England (Igreja da Inglaterra). Ao invés de um movimento de renovação houve a formação de uma instituição denominacional – The Methodist Episcopal Church (Igreja Metodista Episcopal). Houve também ao mesmo tempo a substituição progressiva da co-responsabilidade no crescimento gradual em santidade promovida nas classes metodistas pela introversão intimista e exacerbada das conversões instantâneas promovidas pelos "camp-meetings", o carro-chefe dos "American Revivals" . De fato o que ocorreu foi a apostasia individualista que tomou conta não somente do metodismo mas de todo o espectro religioso norte-americano. Tal apostasia transformou numa religião introvertida a religião social tão cara a Wesley, que proclamara "O evangelho de Cristo não conhece religião, que não seja religião social; não conhece santidade, que não seja santidade social", religião e santidade sociais que encontraram sua maior expressão nas classes metodistas do metodismo primitivo.O metodismo que recebemos no Brasil na última quadra do século dezenove já exacerbadamente individualista foi o resultado desse processo de acomodação do metodismo à sociedade de consumo norte-americana, consolidada vitoriosamente ao longo de todo aquele século. Basta ver a forma como nos Estados Unidos a escravidão deixou de ser uma questão soteriológica inerente à espiritualidade wesleyana, nos termos intransigentes de Wesley e Cooke, passou a ser considerada uma questão política pelo metodismo oficial e majoritário americano, portanto, sujeita às barganhas e conchavos de grupos, quer fossem escravagistas ou abolicionistas. Essa foi a prova mais evidente que o metodismo de Asbury e Jesse Lee, ao contrário do de Wesley e Cooke, no dizer feliz de um estudioso do metodismo norte-americano, resolveu ser uma igreja grande ao invés de ser uma grande igreja. Por isso, desde então, o nosso metodismo ter renunciado na prática ao compromisso proposto por Wesley de "Reformar a nação, de maneira particular a igreja, e espalhar a santidade bíblica sobre a terra".É freqüentemente afirmado que atual crise do metodismo brasileiro tem a ver com a chamada crise de identidade do metodismo. Mas em termos de crise de identidade confessional não estamos sozinhos. Esta é uma tensão que as demais igrejas, inclusive a católica com o crescimento avassalador de sua renovação carismática, e mesmo as pentecostais clássicas, como a Assembléia de Deus, não estão sabendo responder e acabam indo a reboque das incessantes novidades do mercado de bens religiosos. Aí diante da concorrência agressiva do neopentecostalismo, querendo salvar a instituição igreja, se deixam levar pelo que mercadologicamente dá certo – se o marketing religioso funciona então é bom e certo. O resultado dessa obsessão conservadora com o fortalecimento institucional e mercadológico é sua fixação com o crescimento numérico a qualquer custo. Creio que não há forma mais hedionda de mundanização da Igreja do que esta de se render o projeto missionário da Igreja ao deus mercado, voltando-se idolatricamente as costas a JAVÉ. Isto sim é que é IDOLATRIA!Diante do crescimento exponencial de outras igrejas, muitas lideranças metodistas são levadas a assumir discursos e práticas do chamado neopentecostalismo no intento de atingirmos semelhantes índices de crescimento numérico. A afirmação do metodismo histórico é encarada como uma ameaça ou impedimento para o crescimento da Igreja e, pior, como fator de perda de membros de nossas igrejas para igrejas cujas teologias e práticas estão próximas de posicionamentos mais conservadores ou, até mesmo, fundamentalistas. Daí o ataque ao batismo infantil, ao batismo por aspersão (com a crescente prática de rebatismo imersionista, não só de católicos mas até mesmo de metodistas ou outros evangélicos batizados na infância), à santa-ceia para as crianças, ao sacerdócio universal de todos os crentes (o laicato manipulado pela crescente clericalização do pastorado metodista), às propostas do Plano de Vida e Missão da Igreja, ao ecumenismo, à itinerância pastoral, ao pastor cura-de-almas (substituído pelo pastor animador de auditório), ao sistema episcopal, ao genuflexório e ao altar (substituídos na maioria de nossas igrejas pelo palco da sociedade de espetáculo), à hinologia do HE e à hinologia metodista dos anos 80 e 90, à Faculdade de Teologia, às Diretrizes para a Educação Metodista, às pastorais populares junto a grupos sociais empobrecidos e fragilizados, às pastorais escolares, aos grupos societários e suas Federações e Confederações, à Escola Dominical (para uma Igreja de 180.000 membros temos somente 90.000 alunos na ED!), às revistas da Escola Dominical, à Festa de Suzana Wesley, e por aí vai a coisa.... Paralelamente, tem havido em muitas de nossas igrejas crescente introdução de ensino e costumes próprios do movimento neopentecostal. Curiosamente o atual ataque hiper-conservador ao ecumenismo, ao liberalismo e à teologia da libertação não faz nada mais, nada menos, do que, mutatis mutandis, reprisar os mesmos ataques que o movimento "Esquema" no Concílio Geral de 1965 fez ao ecumenismo, ao modernismo e ao comunismo! A história, quando se repete, mais do que farsa, o faz freqüentemente em forma de tragédia...Creio que concessões doutrinárias e práticas como essas entre os metodistas acabam por nos tornar presas fáceis de práticas como G-12 (com os seus "encontros com Deus"), Louvor, Ato e Danças Proféticas, Igreja com Propósito, e outros, pois não sabemos mais afirmar com clareza e coragem o que nos distingue do neopentecostalismo, e deixar claro por que não podemos aceitar que a agenda de tais movimentos seja adotada acriticamente por um grupo crescente de pastores e pastoras metodistas somente porque produz crescimento numérico da igreja. E digo isto não porque sou contra crescimento numérico mas porque entendo que, como já nos advertiu anos atrás o líder pentecostal argentino Juan Carlos Ortiz em seu livro O Discípulo, freqüentemente a Igreja tende a tomar crescimento numérico como resultado de crescimento espiritual quando na verdade o que está ocorrendo é inchação, que não é sinal de saúde mas de doença grave. Por outro lado, tais concessões teológicas e práticas nos levam a cair na falácia do argumento que não se deve criticar o crescimento numérico das igrejas de tais pastores e pastoras, nas diferentes regiões da Igreja Metodista no Brasil, pois é descrer do "mover de Deus" e crescimento numérico é que enseja a possibilidade de crescimento qualitativo, numa espécie de absurdo silogismo de que é quantidade que produz qualidade, numa inversão do ensino de Jesus de que é a árvore boa que produz bons frutos.Contudo, creio que há muita gente que não compactua em nada com essa guinada reacionária de nossa igreja. Muitos, tanto entre os chamados conservadores-tradicionais e carismáticos, como entre os chamados progressistas (rótulos para mim considerados como ultrapassados já que não fazem mais sentido diante da gravidade da atual situação da igreja), estão insatisfeitos com os atuais caminhos do metodismo brasileiro. Esta insatisfação não é tanto com o que aconteceu em Aracruz, mas é muito mais com o que vem acontecendo em todos os níveis de nossa denominação, pela forma como entre nós a doutrina e a prática do metodismo histórico vêm se desfigurando ao longo das últimas décadas.Estou cada vez convencido que para superar tal obsessão institucional e mercadológica temos de reinventar no interior da Igreja Metodista a estratégia de John Wesley de permanecer dentro e fora da igreja, elusivamente como ele o fez. Declarar adesão incondicional á igreja e ao mesmo tempo buscar ser uma comunidade espiritual de resistência intra-eclesial nos termos wesleyanos da constante tensão entre a santidade da vida e a vida de santidade. Reinterpretar para nossos tempos pós-modernos do capitalismo tardio a doutrina wesleyana da santificação não como prática religiosa introvertida, mas de crescimento em amor a Deus e ao próximo inseridos nas experiências do duro cotidiano. Santidade pessoal manifesta na santidade social, numa tensão criativa entre obras de misericórdia e obras de piedade. Santidade pessoal e social como caminho de salvação, pois "se não somos salvos pelas obras, não somos salvos sem as obras", no dizer de Wesley, citando Santo Agostinho, "Aquele que nos fez sem nós, não nos salvará sem nós". Santidade interior em termos das motivações mais profundas de nossa existência e santidade exterior no compromisso fiel no uso disciplinado, contínuo e constante dos meios de graça, e no exercício contínuo das obras de amor na solidariedade irrestrita com os pobres e os setores mais vulneráveis de nossa sociedade, o amor incondicional a Deus e ao próximo.Ao afirmamos o caráter soteriológico da santidade de coração e vida, afirmamos também que a santidade que buscamos é uma santidade ética e a ética que defendemos é uma ética de santidade – santidade da vida e vida de santidade! Com este compromisso resgatamos a força da proposta do Plano de Vida e Missão em seu engajamento na luta em favor da vida e contra todas as forças que produzem a morte.Em resumo, estou convencido de que devemos esquecer definitivamente o modelo denominacional inserido no mercado dos bens religiosos e reinventar o modelo wesleyano contra-cultura de "ecclesiola in ecclesia". Continuarmos dentro da igreja comprometidos com sua renovação, mas sem apostarmos na "salvação" da igreja institucional, desafiando a prática eclesiástica vigente através de uma prática eclesial de forte disciplina devocional comunitária e pessoal. Assumirmos nossa própria agenda em termos de santidade de coração e vida – de intensa espiritualidade wesleyana acaboclada (nos moldes de Taizé e Iona, no espírito mas não necessariamente de sua forma). Nos colocarmos a serviço da Igreja sem aceitar participação no seu jogo político. Não nos desgastarmos nas lutas políticas pelo controle dos órgãos burocráticos da Igreja – como concílios, coordenações, comissões, conselhos, etc.. Aceitarmos, sim, participar deles sempre que ofereçam possibilidades para o exercício da lógica da santidade da vida na prática cotidiana e dinâmica das obras de misericórdia e de piedade.Para tal penso que enfrentar pessoal e comunitariamente duas duras questões colocadas pelos irmãos Wesley aos primeiros metodistas quanto à prática das obras de misericórdia e de piedade:(1) Como submeter o nosso exacerbado individualismo ao compromisso com a religião social expressa na vida comunitária disciplinada – reinventar a vida disciplinada em comunidade nos termos wesleyanos de co-responsabilidade na caminhada mútua [reinvenção das classes metodistas à luz da experiência das CEBs?];(2) Como submeter nossas aspirações econômicas pequeno-burguesas ao compromisso com os pobres – reinventar, no contexto do capitalismo consumista, a ética econômica de Wesley de "ganhar tudo o que puder, poupar tudo o que puder, e dar tudo o que puder" (Sermão 50 – "O Uso do Dinheiro").Tal reinvenção significará a gente deixar de apostar incondicionalmente na instituição eclesiástica (pois, "deixem os mortos enterrarem os seus mortos"... "não se põe remendo novo em pano velho"... "arrependei-vos e crede no evangelho"), mas sim procurar explorar as brechas institucionais que por ventura ainda existam ("enchei as talhas"... "lançai as redes"... "tirai a pedra"... "das riquezas de origem iníqua fazei amigos..."), e buscar desenvolver práticas eclesiais e missionárias alternativas na adoração, proclamação, testemunho e serviço. A denúncia profética das atuais práticas da religião de mercado entre nós metodistas será respaldada pelo anúncio do Evangelho do Reino mediante o testemunho eclesial missionário não-eclesiástico, no engajamento em projetos missionários concretos, prioritariamente juntos aos setores mais sofridos e vulneráveis de nossa (como, por exemplo, Uma Semana para Jesus da 5ª Região Eclesiástica). Esta será nossa maneira de reinventar o mandato histórico do metodismo de "Reformar a nação, de maneira particular a igreja, e espalhar a santidade bíblica sobre a terra". Com John Wesley missionariamente declararemos o mundo, e não a igreja, como nossa paróquia, reafirmando assim o espírito católico (ecumênico) do metodismo.Creio que nós metodistas brasileiros, especialmente as lideranças pastorais e as lideranças leigas altamente clericalizadas, não estamos sabendo dentro de nosso contexto ter a mesma sabedoria espiritual de João Wesley, que percebendo os sinais do tempo, não aceitou ser um mero "entusiasta", nem também um mero "deísta", e muito menos um mero "antinominiamo" ou "quietista". Foi assim que Wesley, com suas possibilidades e limitações, através de uma espiritualidade articulada em termos de santidade de coração e vida, levou a sério as demandas missionárias do povo de seu tempo, particularmente das empobrecidas e incultas massas urbanas na emergente sociedade industrial da Inglaterra, e pode responder aos desafios de sua época.O avivamento metodista do século XVIII é um bom exemplo de um movimento espiritual que procurou não perder o trem da história. Meu temor é que, como a Igreja da Inglaterra nos dias de Wesley, a instituição metodista brasileira, a nossa amada Igreja Metodista, parece que não sabe mais como fazer isto. Por isso, creio que estamos diante de uma situação tão nova que exige não o tentar restaurar o passado, mais sim afirmar o nosso compromisso com o futuro que está por chegar. Tal compromisso demanda de todos nós o mesmo rigor e compromisso espiritual, intelectual e pastoral que Wesley teve em seus dias. Não se trata mais de querer imitar ou reproduzir Wesley e o seu movimento em nossa época, mas como ele ter uma efetiva espiritualidade que responda aos desafios do mundo de hoje, e, assim descobrirmos novos caminhos que nos capacitem desenvolver uma práxis teológico-pastoral que nos possibilite enfrentar com decisão e destemor a crise espiritual e teológica que vivemos em nossos dias."Ecclesia reformata semper reformanda est."SOLI DEO GLORIA!&lt;br /&gt;Reflexão apresentada pelo Bispo Paulo Ayres Mattos na abertura do Primeiro Encontro de Metodistas Confessantes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-7802218571294951280?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/7802218571294951280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=7802218571294951280' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7802218571294951280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/7802218571294951280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2008/11/wesley-e-ns.html' title='WESLEY E NÓS'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-8978334715376275740</id><published>2008-11-06T04:55:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T04:56:40.435-08:00</updated><title type='text'>A Capacidade do nosso Cérebro</title><content type='html'>Teste o seu... De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa. Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído da Net&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-8978334715376275740?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/8978334715376275740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=8978334715376275740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8978334715376275740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/8978334715376275740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2008/11/capacidade-do-nosso-crebro.html' title='A Capacidade do nosso Cérebro'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-1242283276298902626</id><published>2008-11-01T04:01:00.000-07:00</published><updated>2009-11-25T08:09:50.056-08:00</updated><title type='text'>Como Sinalizar a Vida em um Mundo Esquisito?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SQw4_FRlT-I/AAAAAAAAADU/k93-gdKRvUY/s1600-h/Solidariedade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263644720888106978" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 294px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SQw4_FRlT-I/AAAAAAAAADU/k93-gdKRvUY/s400/Solidariedade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nosso mundo anda esquisito demasiadamente. O egoísmo e a cobiça, entre seres humanos, crescem de forma assustadora. As mega-corporações batem, mês a mês, recordes nas produções. Pessoas se entregam diariamente à amizade virtual através dos micro-computadores e note book´s. Os relacionamentos tornam-se paulatinamente mais frios e calculistas. A natureza geme ante à agressividade dos poderosos que vêem matéria bruta com os olhos da lucratividade. Não se importam com os meios desde que o fim seja o enriquecimento.&lt;br /&gt;Quanto ao ambiente religioso, nunca se falou tanto de Deus, mas também de formas equivocadas. O número dos novos movimentos religiosos que surgem, mostram-nos a fragilidade da fé e dos milhares de “cultos”. Ora, fé, entendida nos diversos movimentos presentes neste chamado mundo pós-moderno, é na verdade um sentimentalismo emocionado na vivência daquele(a) que sente um arrepio no “culto”. Ademais, busca-se prioritariamente a satisfação das necessidades básicas. Busca-se o sagrado, mas ao mesmo tempo este sagrado deve alimentar, curar, vestir, enfim, dar prazer.&lt;br /&gt;Um importante desafio para os cristãos do presente século tange à recriação da Igreja e de suas organizações secundárias – grupos societários, ministérios, associações etc., a partir da lógica do pensamento peregrino de &lt;strong&gt;John Wesley&lt;/strong&gt;, o fundador da Igreja Metodista. Frisamos, de antemão, que Wesley nunca escreveu um tratado sobre a Igreja. Ele era um teólogo do caminho. Por isso, sempre buscou a renovação e o equilíbrio entre fé e obras. Por exemplo: certa feita Wesley reclamou dos pregadores que “&lt;em&gt;se esquecem de suas obrigações morais, desprezam a santidade como se fosse lixo, ensinam às pessoas esse caminho fácil para alcançar os céus, a fé sem obras&lt;/em&gt;”&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Ainda, em consonância com a argumentação anterior, Wesley atesta: “&lt;em&gt;Não reconheço como tendo um grão de fé a pessoa que não faz o bem, que não está disposta a empregar toda oportunidade que tenha em fazer o bem a todos os homens&lt;/em&gt;”&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;. Finalizando, diz que “&lt;em&gt;o peso de nossa religião, como nós entendemos, reside na santidade de coração e da vida. (...) Não queremos gastar o tempo com disputas, queremos gastar o nosso tempo e nos gastarmos no anúncio da religião autêntica e prática&lt;/em&gt;”&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;. Mas a renovação eclesiástica praticada por muitos líderes é outra, marcada pelo sensacionalismo e pelas promessas metafísicas.&lt;br /&gt;O que muitos líderes religiosos têm feito com a Igreja beira a banalização. É claro que em muitas épocas da história eclesiástica, essa atitude de tratar a Igreja como objeto factível de desenvolvimento dos ideais personalistas sempre esteve presente. Mas, o que se vê hoje é uma religiosidade coligada às estruturas espoliantes do mercado. O Evangelho tornou-se, para estes, mero produto dos projetos de marketing. Paulo, na epístola à Roma escreveu: “Não me envergonho do Evangelho, pois ele é a força de Deus para a salvação de todo aquele que acredita, do judeu em primeiro lugar, mas também do grego”. (Rm. 1: 16). Em contraposição ao argumento paulino, esta estirpe de “evangelho” baseado na prosperidade e nas ansiedades da atualidade causa espanto e vergonha.&lt;br /&gt;O cenário político também é suspeito. Muitos “severinos” e “sanguessugas” revelam-nos como estão “preparados” nossos governantes. Bem sabido é por nós que &lt;strong&gt;Antônio Gramsci&lt;/strong&gt; sempre afirmou nos seus escritos filosóficos, a saber, os “Cadernos do Cárcere”, que toda atividade é, em suma, atividade política. Se aceitarmos essa afirmação, então nossa prática de fé e de vida também é atividade política. Nosso relacionamento pessoal e familiar também é atividade política. A sexualidade é atividade política. Nossas decisões e escolhas são, em última instância, atividades políticas. Até mesmo, o lugar que escolhemos para nos assentarmos dominicalmente no templo é espaço de manifestação política. Em contraposição sempre afirmamos que não “discutimos política”. Talvez, por causa dessa lacuna gerada pela nossa indiferença, políticos medíocres estejam assumindo cargos da elite no cenário brasileiro.&lt;br /&gt;Nosso mundo anda castigado de informações de todos os tipos para todos os gostos. Notícias de outros continentes nos chegam rapidamente e em tempo real. Por certo, a tecnologia avança de forma assustadora e veemente. Vale ressaltar, assim como &lt;strong&gt;Júlio de Santana&lt;/strong&gt;, que em um mundo dotado de uma tecnologia capaz de erradicar a fome de todo o planeta, é inconcebível a idéia de pessoas morrendo de inanição. E o que dizer da anorexia e da bulimia, reflexos esquizofrênicos de um mundo esquisito. Uns morrem porque não têm o que comer, outros ficam doentes e até morrem porque, mesmo tendo o que comer, por causa dos padrões de beleza vigentes no “mundo” da moda, assumem a postura irresponsável do culto ao corpo em detrimento do próprio corpo.&lt;br /&gt;Poderíamos discorrer sobre muitos temas neste breve artigo, entretanto a pergunta – &lt;strong&gt;“como sinalizar a vida em um mundo esquisito?”&lt;/strong&gt; – necessita ainda de uma resposta.&lt;br /&gt;Diante deste quadro crítico, visualizado sucintamente, reafirmamos que a teologia wesleyana pode nos apresentar algumas pistas significativas à questão proposta.&lt;br /&gt;A consistente e persistente busca pela salvação, sempre evidenciada por Wesley centralizou, sem sombras de dúvidas, a doutrina da perfeição cristã. A vontade e empenho em entregar “&lt;em&gt;todo o coração e toda a vida a Deus&lt;/em&gt;”&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; possuía duas vertentes: a primeira, talvez influenciada pela leitura dos místicos católicos, levava Wesley a considerar que o comprometimento com a perfeição cristã estava ligado diretamente a uma condição de santidade marcada pela obediência à Lei de Deus, bem como à prática de obras visando o prêmio final. Em segundo lugar, a perfeição cristã entendida como dom de Deus&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;, fruto da manifestação da graça sobre o ser humano (conforme sermão 83,9).&lt;br /&gt;Essas duas características, aparentemente opostas, são argumentadas pelo próprio Wesley, em seu tratado: “O caráter de um metodista”:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Não estabelecemos a totalidade da religião (como fazem muitos e Deus sabe muito bem) em não fazer o mal, nem em fazer o bem ou em seguir os mandamentos de Deus. Nem tampouco todos esses aspectos juntos, porque sabemos por experiência que uma pessoa pode dedicar-se a isso por muitos anos e no final não possuir uma religião verdadeira, nada melhor do que tinha antes&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simples postura da observação dos mandamentos ou o seguir cego de orientações e regras é rechaçado por Wesley. Isso se confirma ainda na expressão: “&lt;em&gt;Que o Senhor dos meus antepassados me preserve de uma religião tão miserável&lt;/em&gt;!”&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência, Wesley afirma com veemência contra aqueles que criticam o ser metodista:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Metodista é quem tem o amor de Deus derramado em seu coração pelo Espírito Santo que lhe foi dado; quem ama o Senhor seu Deus com todo seu coração com toda a sua alma e com toda a sua mente e com todas as suas forças. Deus é a alegria em seu coração e desejo de sua alma, que clama constantemente: “A quem tenho no céu senão a Ti? Fora de ti não desejo nada na terra! Meu Deus e meu tudo. Tu és a rocha em meu coração e minha porção para sempre!”&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que se percebe claramente neste sermão de 1738, refere-se à conjunção conflituosa entre esforço humano e gratuidade de Deus. Entretanto, a aparente contradição se encerra quando o próprio Wesley atesta:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Guarda os mandamentos de Deus com toda a sua força, pois a obediência está em proporção ao seu amor, a fonte pela qual flui. Portanto, amando a Deus como todo coração, lhe serve com todo vigor. Continuamente, apresenta sua alma e corpo em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, completamente e sem reservas, entregando tudo o que possui e a si mesmo para a sua glória. Todos os talentos recebidos, todo poder, toda faculdade da alma e cada membro do corpo, emprega-os constantemente de acordo com a vontade do Mestre&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A importância dada por Wesley ao tema da perfeição cristã se confirma claramente pela dedicação e estudos evidentes ao longo de cinqüenta e dois anos. As muitas revisões do seu estudo denotam que a mesma doutrina estava em evidência na sua formulação teológica. Mais que isso – consistia em ênfase centrada na salvação do ser humano, na nova criação provocada pelo novo nascimento e pela entrega completa da vida a Deus. A salvação alcançada provocaria uma nova vivência. O crente não seria salvo pelas obras, mas justificado mediante o Espírito como o fim de realizar boas obras, de antemão preparadas desde a criação do mundo, entre todos os pobres e necessitados.&lt;br /&gt;Por certo, o cenário religioso brasileiro marcado pela proliferação de movimentos religiosos, os mais diversificados, precisa de orientações, ditas espirituais, mais significativas e condizentes com os princípios e valores do evangelho genuíno. A doutrina da perfeição cristã torna-se referencial para a boa elaboração de uma espiritualidade sadia e formativa.&lt;br /&gt;É desnecessário dizer que no âmbito das comunidades de fé, principalmente as de tradição wesleyna, torna-se evidente o desafio de se viver a dinâmica do amor humilde de Deus.&lt;br /&gt;De qualquer forma, a doutrina da perfeição cristã somente pode ser pensada a partir das seguintes considerações:&lt;br /&gt;1. Na lógica do pensamento de Wesley, que acompanha cinqüenta e dois anos de vida pastoral e dedicação teológica em meio à caminhada do povo, chamado metodista, e do movimento incipiente;&lt;br /&gt;2. Na influência dos pais orientais e sua doutrina da deificação, bem como na leitura das clássicas obras de Taylor, Kempis e Law;&lt;br /&gt;3. Na aproximação do tema da perfeição com o processo da santificação;&lt;br /&gt;4. Nos inúmeros debates e reflexões com os contemporâneos sobre o tema;&lt;br /&gt;5. Na compreensão da doutrina a partir do prisma da sinergia – participação conjunta em entre Deus e o ser humano;&lt;br /&gt;6. Em uma vivência de amor humilde, que poderia ser traduzida como ápice do processo de santificação, portanto a plena santificação ou perfeição cristã;&lt;br /&gt;Se é possível ou não alcançar a plena santificação na existência, não cabe julgamentos transitórios e infundados. Para Wesley era possível. Mas, a despeito do que seja realmente a dimensão da perfeição cristã, por certo, as pistas apresentadas neste artigo serão norteadoras para uma boa reflexão da teologia wesleyana no âmbito de nossa própria vida. Enfim, poderemos dizer que o Espírito de Deus busca a reconciliação do mundo com Deus e espera deste a resposta. A nova criação está sendo gerada pela ação amorosa de Deus entre os seres humanos. É, indubitavelmente, na vivência amorosa em relação ao outro que poderemos sinalizar a vida nesse mundo cada dia mais esquisito. Seja essa a nossa atitude perante a lógica da perfeição cristã de Wesley.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; BARBOSA, José Carlos. Adoro a Sabedoria de Deus. Piracicaba: UNIMEP, 2002. P. 373.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Idem. P. 373.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Idem. P. 373.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; RUNYON, op. cit, p. 125.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; KLAIBER, op. cit, p. 313.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Obras de Wesley. Tomo VIII, p. 28ss.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Obras de Wesley. Tomo V, p. 18 &amp;amp; 19.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; Obras de Wesley. Tomo V, p. 19.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=818267809856724182#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Idem, p. 24.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/818267809856724182-1242283276298902626?l=moisescoppe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moisescoppe.blogspot.com/feeds/1242283276298902626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=818267809856724182&amp;postID=1242283276298902626' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1242283276298902626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/818267809856724182/posts/default/1242283276298902626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moisescoppe.blogspot.com/2008/11/como-sinalizar-vida-em-um-mundo.html' title='Como Sinalizar a Vida em um Mundo Esquisito?'/><author><name>Moisés Coppe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05999690844169102154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/TFijIa4NsFI/AAAAAAAAAIs/ZjsVRgp1-vw/S220/S6301295.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SQw4_FRlT-I/AAAAAAAAADU/k93-gdKRvUY/s72-c/Solidariedade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-818267809856724182.post-6368611348829500080</id><published>2008-10-31T19:14:00.000-07:00</published><updated>2009-11-25T08:11:32.786-08:00</updated><title type='text'>O Campeão e o Vencedor - Divagações poéticas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SQu8JmJZ0OI/AAAAAAAAADM/QHssMDLl_S8/s1600-h/andersen2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263507462557389026" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 245px; height: 220px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SQu8JmJZ0OI/AAAAAAAAADM/QHssMDLl_S8/s400/andersen2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 0, 204);" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;A vida é marcada por uma série de ritos de passagens. Desde o nascimento até a morte, colecionamos ritos que nos lançam ao inesperado e inusitado. Todos os dias, portais se abrem para todos nós e ao atravessá-los, vislumbramos o “novo” que se reveste de realidade. Essa realidade nos conduz aos mais diversos riscos inerentes à vida. E a vida é marcada por vitórias e derrotas. É na dialética dessas duas dimensões que confrontamos e somos confrontados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Ao pensar nos confrontos e nas peças que a vida nos apresenta, à minha memória vem a imagem da atleta Gabriele Andersen-Scheiss. Quem não se lembra desta brava suíça capengando, desorientada, se arrastando no final da maratona Olímpica de 1984, em Los Angeles. No calor escaldante daquele dia, Gabriele desafiou a natureza e o clima ao não aceitar água no ultimo posto d’agua no percurso. Gabriele disse depois que estava com 39 anos e não teria outra oportunidade de honrar o seu diploma de participação olímpica. Resolveu, então, cumprir o seu calvário nos últimos 500 metros para completar a maratona em 2:48.42. E a suíça Gabriele é hoje mais lembrada que a própria Joan Benoit, vencedora da primeira maratona de 1984, exatamente a primeira maratona olímpica feminina. Mas também nos lembramos do nosso atleta brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona nas Olimpíada&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;s de Atenas - Grécia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SRwOU0j4X2I/AAAAAAAAAD4/jYaSOnQWukg/s1600-h/040828vanderlei.jpg"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268101414985949026" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 141px; height: 200px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WyFR-nX7bXI/SRwOU0j4X2I/AAAAAAAAAD4/jYaSOnQWukg/s200/040828vanderlei.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Vanderlei liderava a prova com mais de 45 segundos de vantagem. Foi quando o insano padre irlandês Cornélius Horan resolveu pregar aquela peça e travá-lo na sua jornada rumo ao ouro. Vanderlei chegou em terceiro lugar, depois desse indesejado ocorrido. Trouxe o bronze para o Brasil e ganhou do COI - Comitê Olímpico Internacional - a medalha "Pierre de Coubertin", que é dada a pessoas que dignificam o esporte com o conhecido "&lt;/span&gt;&lt;em style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;fair play&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;". Como Gabrielle e Vanderlei, escolhemos ir ao final de nossa maratona, e mesmo que não cheguemos em primeiro lugar, o importante é chegar. Aliás é justamente nesse ponto que vale a pena fazer uma distinção entre o campeão e o vencedor. A distinção que ora faço, é muito mais simbólica do que real, mesmo porque há uma aproximação entre as duas expressões. Mas quero sugerir que a distinção perpassa a lógica da plausibilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;O campeão é aquele que chega em primeiro lugar, ganha os louros da vitória e a taça dourada que, em breve, ficará empoeirada em uma estante qualquer, como Joan Benoit. A conquista do primeiro lugar é efêmera, embora marcada pelo glamour dos aplausos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&g
